<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031</id><updated>2011-08-21T05:54:26.857-07:00</updated><category term='o'/><title type='text'>Fundação Nova Suíça Rachele Steingruber</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-1539583326128283214</id><published>2010-05-08T16:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-08T16:24:19.527-07:00</updated><title type='text'>AS PROFISSÕES DE MINHA MÃE</title><content type='html'>Minha mãe foi, com certeza, a mulher que mais profissões exerceu em toda sua longa vida, sem ter sequer concluído o curso fundamental. Tudo que ela aprendeu foi nas primeiras quatro séries que cursou, quando criança. Contudo, era de uma sabedoria sem par. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que minha mãe era uma decoradora de grandes qualidades, à medida que eu crescia e observava que ela sempre tinha um local no melhor móvel da casa, para as pequenas coisas que fazíamos na escola, meu irmão e eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa casa, nunca faltou espaço para colocar os quadrinhos, os desenhos, os nossos ensaios de escultura em barro tosco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo, tudo ganhava um espaço privilegiado. E tudo ficava lindo, no lugar que ela colocava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que minha mãe era uma diplomata, formada na melhor escola do mundo (nosso lar), todas as vezes que ela resolvia os pequenos conflitos entre meu irmão e eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse a disputa pela bicicleta, pela bola, pelo último bocado de torta, de forma elegantemente diplomática ela conseguia resolver. E a solução, embora pudesse não agradar os dois, era sempre a mais viável, correta, honesta e ponderada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que minha mãe era uma escritora de raro dom, quando eu precisava colocar no papel as ideias desencontradas de minha cabecinha infantil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me fazia dizer em voz alta as minhas ideias e depois ia me auxiliando a juntar as sílabas, compor as palavras, as frases, para que a redação saísse a contento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que minha mãe era enfermeira, com menção honrosa, toda vez que meu irmão e eu nos machucávamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela lavava os joelhos ralados, as feridas abertas no roçar do arame farpado, no cair do muro, no estatelar-se no asfalto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, passava o produto antisséptico e sabia exatamente quando devia usar somente um pequeno bandaid, o curativo ou a faixa de gaze, o esparadrapo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que minha mãe cursara a mais famosa Faculdade de Psicologia, quando ela conseguia, apenas com um olhar, descobrir a arte que tínhamos acabado de aprontar, o vaso que tínhamos quebrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, depois, na adolescência, o namoro desatado, a frustração de um passeio que não deu certo, um desentendimento na escola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma analista perfeita. Sabia sentar-se e ouvir, ouvir e ouvir. Depois, buscava nos conduzir para um estado de espírito melhor, propondo algo que nos recompusesse o íntimo e refizesse o ânimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era também pós-graduada em Teologia. Sua ciência a respeito de Deus transcendia o conteúdo de alguns livros existentes no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu era o ensino que nos mostrava a gota a cair da folha verde na manhã orvalhada e reconhecer no cristal puro, a presença de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nos apontava a fúria do temporal e dizia: Deus vela. Não se preocupem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nos alertava a não arrancar as flores das campinas porque estávamos pisando no jardim de Deus. Um jardim que Ele nos cedera para nosso lazer, e que devíamos preservar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim. Ela era uma ecologista nata. E plantava flores e vegetais com o mesmo amor. Quando colhia as verduras para as nossas refeições, dizia: Não vamos recolher tudo. Deixemos um pouco para os passarinhos. Eles alegram o nosso dia e merecem o seu salário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também deixava uns morangos vermelhinhos bem à mostra no canteiro exuberante, para que eles pudessem saboreá-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era sua forma de manifestar sua gratidão a Deus pelos Seus cuidados: alimentando as Suas criaturinhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe, além de tudo, foi motorista particular. Não se cansava de ir e vir, várias vezes, de casa para a escola, para a biblioteca, para o dentista, para o médico, para o teatro e de volta para casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também foi exímia cozinheira, arrumadeira, passadeira, babá. E tudo isto em tempo integral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ela conseguia, eu não sei. Somente sei que agora ela está na Espiritualidade. E Deus, como recompensa, por tantas profissões desempenhadas na Terra, lhe deu uma missão muito, muito especial: a de anjo guardião dos filhos que ficaram na bendita escola terrena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redação do Momento Espírita.Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. Fep&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MINHA MAIS SINGELA HOMENAGEM A MINHA MÃE MARIA, QUE ME ME DEU A VIDA, E DEDICOU A SUA PARA CUIDAR DE NÓS, COM AMOR, CARINHO E DEDICAÇÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UMA HOMENAGEM ESPECIAL PARA NOSSAS MÃEZINHAS RACHELE E REBECCA, QUE TIVERAM MILHARES DE FILHOS DA ALMA, E CUIDAM DE TODOS COM ESPECIAL CARINHO. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S-XwsHJRU8I/AAAAAAAAAnw/BT0cgxdTH20/s1600/digitalizar0042.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S-XwsHJRU8I/AAAAAAAAAnw/BT0cgxdTH20/s320/digitalizar0042.jpg" tt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S-XwybcfpuI/AAAAAAAAAn4/sz1PVxinYqc/s1600/digitalizar0014.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S-XwybcfpuI/AAAAAAAAAn4/sz1PVxinYqc/s320/digitalizar0014.jpg" tt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S-Xw4npi_EI/AAAAAAAAAoI/r6eZuFVfwZE/s1600/digitalizar0052.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S-Xw4npi_EI/AAAAAAAAAoI/r6eZuFVfwZE/s320/digitalizar0052.jpg" tt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-1539583326128283214?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/1539583326128283214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/05/as-profissoes-de-minha-mae.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/1539583326128283214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/1539583326128283214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/05/as-profissoes-de-minha-mae.html' title='AS PROFISSÕES DE MINHA MÃE'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S-XwsHJRU8I/AAAAAAAAAnw/BT0cgxdTH20/s72-c/digitalizar0042.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-4303136717293125918</id><published>2010-04-28T09:50:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T12:51:03.129-07:00</updated><title type='text'>GALERIA DE FOTOS - década de 90</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nXc3ufzcI/AAAAAAAAAno/uLpmisEQHZU/s1600/Rebeca+089.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465636513786088898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nXc3ufzcI/AAAAAAAAAno/uLpmisEQHZU/s320/Rebeca+089.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nXcdqFlaI/AAAAAAAAAng/-kWvdAxUTfU/s1600/Rebeca+088.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465636506788271522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nXcdqFlaI/AAAAAAAAAng/-kWvdAxUTfU/s320/Rebeca+088.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nXcFtNU_I/AAAAAAAAAnY/0Lf82kjV1OM/s1600/Rebeca+087.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465636500358910962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nXcFtNU_I/AAAAAAAAAnY/0Lf82kjV1OM/s320/Rebeca+087.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nXbg-xMxI/AAAAAAAAAnQ/20krii70SCY/s1600/Rebeca+086.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465636490500453138" style="DISPLAY: block; 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MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nTQ7yO9_I/AAAAAAAAAmg/A8Ao2vpDtPo/s320/Rebeca+078.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nTQjorbuI/AAAAAAAAAmY/LkyNz1a8HxQ/s1600/Rebeca+077.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465631904188034786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nTQjorbuI/AAAAAAAAAmY/LkyNz1a8HxQ/s320/Rebeca+077.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nTQCG0IYI/AAAAAAAAAmQ/lvgHajpVB2k/s1600/Rebeca+079.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465631895187628418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nTQCG0IYI/AAAAAAAAAmQ/lvgHajpVB2k/s320/Rebeca+079.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nR0C2XHyI/AAAAAAAAAmI/Sv4hd5v37oc/s1600/Rebeca+075.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465630314839088930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nR0C2XHyI/AAAAAAAAAmI/Sv4hd5v37oc/s320/Rebeca+075.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nRzSQA7_I/AAAAAAAAAmA/GjgbMle7OiM/s1600/Rebeca+073.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465630301793349618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nRzSQA7_I/AAAAAAAAAmA/GjgbMle7OiM/s320/Rebeca+073.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nRyoPPHyI/AAAAAAAAAlw/uFR7WlqOe9Y/s1600/Rebeca+071.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465630290515795746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nRyoPPHyI/AAAAAAAAAlw/uFR7WlqOe9Y/s320/Rebeca+071.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nQSI-8KgI/AAAAAAAAAlo/2PCdbQtWLpk/s1600/Rebeca+070.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465628632858503682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nQSI-8KgI/AAAAAAAAAlo/2PCdbQtWLpk/s320/Rebeca+070.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nQRSDJf3I/AAAAAAAAAlY/WNixoCRM4p8/s1600/Rebeca+068.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465628618112204658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nQRSDJf3I/AAAAAAAAAlY/WNixoCRM4p8/s320/Rebeca+068.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nQRH4SpCI/AAAAAAAAAlQ/0vCv8uOQ6bw/s1600/Rebeca+066.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465628615382311970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nQRH4SpCI/AAAAAAAAAlQ/0vCv8uOQ6bw/s320/Rebeca+066.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nOuNZ2GxI/AAAAAAAAAlI/c_05uV4qaxc/s1600/Rebeca+064.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465626916058176274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nOuNZ2GxI/AAAAAAAAAlI/c_05uV4qaxc/s320/Rebeca+064.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nOtWeIHaI/AAAAAAAAAlA/TknegXPDhhM/s1600/Rebeca+059.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465626901312183714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nOtWeIHaI/AAAAAAAAAlA/TknegXPDhhM/s320/Rebeca+059.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nOs7245JI/AAAAAAAAAk4/Vhal-gMoQRo/s1600/Rebeca+058.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465626894168286354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nOs7245JI/AAAAAAAAAk4/Vhal-gMoQRo/s320/Rebeca+058.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nOsgEw8VI/AAAAAAAAAkw/bZeufAgg_Ko/s1600/Rebeca+056.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465626886710292818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nOsgEw8VI/AAAAAAAAAkw/bZeufAgg_Ko/s320/Rebeca+056.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nNO_cznfI/AAAAAAAAAko/qcb_5JYOJZA/s1600/Rebeca+055.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465625280224927218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nNO_cznfI/AAAAAAAAAko/qcb_5JYOJZA/s320/Rebeca+055.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nNObPERAI/AAAAAAAAAkg/HhPUtGjbQ54/s1600/Rebeca+054.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465625270503621634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nNObPERAI/AAAAAAAAAkg/HhPUtGjbQ54/s320/Rebeca+054.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nNN_tmq5I/AAAAAAAAAkY/N7C2j2S3an4/s1600/Rebeca+053.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465625263115512722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nNN_tmq5I/AAAAAAAAAkY/N7C2j2S3an4/s320/Rebeca+053.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nNNP9Od4I/AAAAAAAAAkQ/gcgdWSY5LJY/s1600/Rebeca+052.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465625250296133506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nNNP9Od4I/AAAAAAAAAkQ/gcgdWSY5LJY/s320/Rebeca+052.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nKailAwLI/AAAAAAAAAkI/GLWwZi7Txn4/s1600/Rebeca+051.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465622180098261170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nKailAwLI/AAAAAAAAAkI/GLWwZi7Txn4/s320/Rebeca+051.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nKZJI3sAI/AAAAAAAAAjw/0O0fZpYd9kE/s1600/Rebeca+048.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465622156089470978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nKZJI3sAI/AAAAAAAAAjw/0O0fZpYd9kE/s320/Rebeca+048.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nKailAwLI/AAAAAAAAAkI/GLWwZi7Txn4/s1600/Rebeca+051.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465622180098261170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nKailAwLI/AAAAAAAAAkI/GLWwZi7Txn4/s320/Rebeca+051.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nKZJI3sAI/AAAAAAAAAjw/0O0fZpYd9kE/s1600/Rebeca+048.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465622156089470978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nKZJI3sAI/AAAAAAAAAjw/0O0fZpYd9kE/s320/Rebeca+048.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nHrOmLSaI/AAAAAAAAAjo/Z4EttiFcJOY/s1600/Rebeca+047.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465619168257329570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nHrOmLSaI/AAAAAAAAAjo/Z4EttiFcJOY/s320/Rebeca+047.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nHqtloUPI/AAAAAAAAAjg/Nu5G6odY-_M/s1600/Rebeca+046.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465619159396667634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nHqtloUPI/AAAAAAAAAjg/Nu5G6odY-_M/s320/Rebeca+046.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nHp8mIL-I/AAAAAAAAAjY/ovOn1yRgIjE/s1600/Rebeca+045.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465619146245418978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nHp8mIL-I/AAAAAAAAAjY/ovOn1yRgIjE/s320/Rebeca+045.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nHpZncfOI/AAAAAAAAAjQ/9aHL7mxgdkM/s1600/Rebeca+044.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465619136855702754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nHpZncfOI/AAAAAAAAAjQ/9aHL7mxgdkM/s320/Rebeca+044.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nEWxvF4AI/AAAAAAAAAjI/yGJGzkcb56g/s1600/Rebeca+043.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465615518377828354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nEWxvF4AI/AAAAAAAAAjI/yGJGzkcb56g/s320/Rebeca+043.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nEWn7JrwI/AAAAAAAAAjA/1BJGiaej-oA/s1600/Rebeca+042.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465615515744055042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nEWn7JrwI/AAAAAAAAAjA/1BJGiaej-oA/s320/Rebeca+042.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nEVpEmYeI/AAAAAAAAAiw/IHoHS3lX_ps/s1600/Rebeca+040.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465615498872250850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nEVpEmYeI/AAAAAAAAAiw/IHoHS3lX_ps/s320/Rebeca+040.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nEWxvF4AI/AAAAAAAAAjI/yGJGzkcb56g/s1600/Rebeca+043.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465615518377828354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nEWxvF4AI/AAAAAAAAAjI/yGJGzkcb56g/s320/Rebeca+043.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nEWn7JrwI/AAAAAAAAAjA/1BJGiaej-oA/s1600/Rebeca+042.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465615515744055042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nEWn7JrwI/AAAAAAAAAjA/1BJGiaej-oA/s320/Rebeca+042.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nEVpEmYeI/AAAAAAAAAiw/IHoHS3lX_ps/s1600/Rebeca+040.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465615498872250850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nEVpEmYeI/AAAAAAAAAiw/IHoHS3lX_ps/s320/Rebeca+040.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nC9iRr8CI/AAAAAAAAAio/08rrvRTlthQ/s1600/Rebeca+039.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465613985219604514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nC9iRr8CI/AAAAAAAAAio/08rrvRTlthQ/s320/Rebeca+039.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nC81HHMRI/AAAAAAAAAig/YbLsTC3K8SA/s1600/Rebeca+038.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465613973095657746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nC81HHMRI/AAAAAAAAAig/YbLsTC3K8SA/s320/Rebeca+038.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nC8XC98jI/AAAAAAAAAiY/n-Y7Re9XSro/s1600/Rebeca+037.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465613965025210930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nC8XC98jI/AAAAAAAAAiY/n-Y7Re9XSro/s320/Rebeca+037.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nBXdF9hDI/AAAAAAAAAiI/Gl1-lVSXaJE/s1600/Rebeca+035.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465612231481590834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nBXdF9hDI/AAAAAAAAAiI/Gl1-lVSXaJE/s320/Rebeca+035.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nBW7E-KjI/AAAAAAAAAiA/kwGRzX8FLq4/s1600/Rebeca+034.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465612222350633522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nBW7E-KjI/AAAAAAAAAiA/kwGRzX8FLq4/s320/Rebeca+034.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nBWjuK0OI/AAAAAAAAAh4/-d3eHaWIbys/s1600/Rebeca+033.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465612216080978146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nBWjuK0OI/AAAAAAAAAh4/-d3eHaWIbys/s320/Rebeca+033.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nBWD5Y6PI/AAAAAAAAAhw/r8eCx3chKmM/s1600/Rebeca+032.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465612207538104562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nBWD5Y6PI/AAAAAAAAAhw/r8eCx3chKmM/s320/Rebeca+032.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9m_0ClmUNI/AAAAAAAAAho/WmWKoS1Ds5k/s1600/Rebeca+031.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465610523559481554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9m_0ClmUNI/AAAAAAAAAho/WmWKoS1Ds5k/s320/Rebeca+031.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9m_zhQsg7I/AAAAAAAAAhg/voh3fY_YHGc/s1600/Rebeca+030.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465610514613437362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9m_zhQsg7I/AAAAAAAAAhg/voh3fY_YHGc/s320/Rebeca+030.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9m_zRsBCUI/AAAAAAAAAhY/HjfosaWSfgM/s1600/Rebeca+029.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465610510433061186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9m_zRsBCUI/AAAAAAAAAhY/HjfosaWSfgM/s320/Rebeca+029.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9m_y4k0yDI/AAAAAAAAAhQ/P6ZYQGXpM1g/s1600/Rebeca+028.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465610503692011570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9m_y4k0yDI/AAAAAAAAAhQ/P6ZYQGXpM1g/s320/Rebeca+028.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mfSwLIB5I/AAAAAAAAAhI/0JWE1E69eXY/s1600/Rebeca+027.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465574767308834706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mfSwLIB5I/AAAAAAAAAhI/0JWE1E69eXY/s320/Rebeca+027.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mfSez2rTI/AAAAAAAAAhA/M3evW1IFJ4w/s1600/Rebeca+026.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465574762647825714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mfSez2rTI/AAAAAAAAAhA/M3evW1IFJ4w/s320/Rebeca+026.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mfRziip2I/AAAAAAAAAg4/EJoFEZN7FrU/s1600/Rebeca+025.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465574751032485730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mfRziip2I/AAAAAAAAAg4/EJoFEZN7FrU/s320/Rebeca+025.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mfRS-2ruI/AAAAAAAAAgw/HvHBUq4UITY/s1600/Rebeca+024.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465574742292868834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mfRS-2ruI/AAAAAAAAAgw/HvHBUq4UITY/s320/Rebeca+024.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mS3BvIBWI/AAAAAAAAAgI/lLZwOztoA0U/s1600/Rebeca+022.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465561096847361378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mS3BvIBWI/AAAAAAAAAgI/lLZwOztoA0U/s320/Rebeca+022.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mS2qM6WhI/AAAAAAAAAgA/9MqliKMvm6k/s1600/Rebeca+021.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465561090529843730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mS2qM6WhI/AAAAAAAAAgA/9MqliKMvm6k/s320/Rebeca+021.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mS2SAUndI/AAAAAAAAAf4/uv-JW2SfdcA/s1600/Rebeca+020.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465561084034588114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mS2SAUndI/AAAAAAAAAf4/uv-JW2SfdcA/s320/Rebeca+020.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mL8MRAOeI/AAAAAAAAAfw/7vaRhohZ0Hk/s1600/Rebeca+019.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465553488991762914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mL8MRAOeI/AAAAAAAAAfw/7vaRhohZ0Hk/s320/Rebeca+019.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mL7_auaaI/AAAAAAAAAfo/Ttia3Fph1g0/s1600/Rebeca+018.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465553485542877602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mL7_auaaI/AAAAAAAAAfo/Ttia3Fph1g0/s320/Rebeca+018.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mL7TONSEI/AAAAAAAAAfg/Y_0R7p8zpxE/s1600/Rebeca+017.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465553473679214658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mL7TONSEI/AAAAAAAAAfg/Y_0R7p8zpxE/s320/Rebeca+017.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mL7BR74BI/AAAAAAAAAfY/aE6WDdEifP0/s1600/Rebeca+016.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465553468863012882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mL7BR74BI/AAAAAAAAAfY/aE6WDdEifP0/s320/Rebeca+016.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mKdRUaGtI/AAAAAAAAAfQ/rfI4IF4rEmc/s1600/Rebeca+015.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465551858260646610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mKdRUaGtI/AAAAAAAAAfQ/rfI4IF4rEmc/s320/Rebeca+015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mKdImmO9I/AAAAAAAAAfI/8mp_UWuHeys/s1600/Rebeca+014.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465551855921019858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mKdImmO9I/AAAAAAAAAfI/8mp_UWuHeys/s320/Rebeca+014.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mKcljRwqI/AAAAAAAAAfA/h0C7aXt3830/s1600/Rebeca+013.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465551846511854242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mKcljRwqI/AAAAAAAAAfA/h0C7aXt3830/s320/Rebeca+013.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mKcenO6uI/AAAAAAAAAe4/jJr87Q-BQLM/s1600/Rebeca+012.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465551844649396962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mKcenO6uI/AAAAAAAAAe4/jJr87Q-BQLM/s320/Rebeca+012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mH6K2T6KI/AAAAAAAAAew/_k38Bb4sjkI/s1600/Rebeca+011.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465549056205121698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mH6K2T6KI/AAAAAAAAAew/_k38Bb4sjkI/s320/Rebeca+011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mH50lcpYI/AAAAAAAAAeo/FKvQBuCtWDs/s1600/Rebeca+010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465549050228811138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mH50lcpYI/AAAAAAAAAeo/FKvQBuCtWDs/s320/Rebeca+010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mH5mdQeMI/AAAAAAAAAeg/F8PbgTmaltc/s1600/Rebeca+009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465549046436362434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mH5mdQeMI/AAAAAAAAAeg/F8PbgTmaltc/s320/Rebeca+009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mBx78dweI/AAAAAAAAAeY/3hjgFVJi9cI/s1600/Rebeca+008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465542317695680994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mBx78dweI/AAAAAAAAAeY/3hjgFVJi9cI/s320/Rebeca+008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mBxuSzhCI/AAAAAAAAAeQ/Lv4rqy9hxcQ/s1600/Rebeca+007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465542314031285282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mBxuSzhCI/AAAAAAAAAeQ/Lv4rqy9hxcQ/s320/Rebeca+007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mBxGU5w-I/AAAAAAAAAeI/j-Qp55HlCPM/s1600/Rebeca+006.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465542303302665186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9mBxGU5w-I/AAAAAAAAAeI/j-Qp55HlCPM/s320/Rebeca+006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9hrGLjoAVI/AAAAAAAAAeA/dW95X_z13OM/s1600/Rebeca+004.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465235901739696466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9hrGLjoAVI/AAAAAAAAAeA/dW95X_z13OM/s320/Rebeca+004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9hrFPG9Y_I/AAAAAAAAAd4/MKv1O5Fbi3k/s1600/Rebeca+003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465235885513335794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9hrFPG9Y_I/AAAAAAAAAd4/MKv1O5Fbi3k/s320/Rebeca+003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9hrE-afTbI/AAAAAAAAAdw/nQKe5zNHUTk/s1600/Rebeca+002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465235881031847346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9hrE-afTbI/AAAAAAAAAdw/nQKe5zNHUTk/s320/Rebeca+002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9hpSABTbII/AAAAAAAAAdo/Hg_3QG6ZDTw/s1600/Rebeca+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465233905778125954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9hpSABTbII/AAAAAAAAAdo/Hg_3QG6ZDTw/s320/Rebeca+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-4303136717293125918?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/4303136717293125918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/04/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4303136717293125918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4303136717293125918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/04/blog-post.html' title='GALERIA DE FOTOS - década de 90'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S9nXc3ufzcI/AAAAAAAAAno/uLpmisEQHZU/s72-c/Rebeca+089.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-4028151077018384072</id><published>2010-04-17T07:35:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T07:42:00.531-07:00</updated><title type='text'>Mensagem de Rachele Steingruber</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S8nIHcGhhZI/AAAAAAAAAcg/x6h1NvdjcH4/s1600/digitalizar0042.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461116053291632018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S8nIHcGhhZI/AAAAAAAAAcg/x6h1NvdjcH4/s320/digitalizar0042.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S8nIHERZNTI/AAAAAAAAAcY/_73FqOWGNf4/s1600/digitalizar0039.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;em&gt;O amor é a grande porta de acesso a qualquer coração empedernido, que a humildade é chave para qualquer sentimento trancafiado, que a solidariedade é ferramenta para as almas que estão desalinhadas e necessitam de reajuste e que o grande presente do amor é amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe outra recompensa maior do que amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentimento que consegue de fato curar as feridas, limpar as chagas e auxiliar na sustentação dos ideais enobrecidos do bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu posso dizer que podendo estudar com mais profundidade a mensagem de Jesus através do ensinamento espírita que fui ter contato com vocês, foi trazendo em meu coração a certeza de que todo amparo e todo auxilio chega antes de qualquer problema, chega antes de qualquer empecilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque além da providencia divina meus filhos, existe a previdência divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa que sabe nos dar e nos conduzir antes mesmo que possamos pedir ou necessitamos fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso é que o amor instalado naquelas famílias que mais necessitam, nessas histórias de vida que se desenrolam a nossa frente é o melhor e mais adequado farol que somos convidados a acender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se hoje podemos ofertar alguma coisa de bom que existe em nós é porque decidimos receber antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso em união, em sentimento de família abramos nossos corações e recebamos com gratidão as dádivas deste trabalho, de estarmos nessa mesma seara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o Cristo por excelência soube doar tudo de si por nós, mesmo sem receber nada em troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada, que Jesus nos abençoe.&lt;br /&gt;Muito obrigada.&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(mensagem psicofônica pelo médium Afro Stefanini II, no dia 24 de agosto 2009 na FEEMT)&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-4028151077018384072?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/4028151077018384072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/04/mensagem-de-rachele-steingruber.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4028151077018384072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4028151077018384072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/04/mensagem-de-rachele-steingruber.html' title='Mensagem de Rachele Steingruber'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S8nIHcGhhZI/AAAAAAAAAcg/x6h1NvdjcH4/s72-c/digitalizar0042.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-5742290956182337455</id><published>2010-04-05T12:45:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T13:35:31.416-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller - PARTE FINAL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;10. O Museu - Parte II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella perguntou: „Você já nos contou a respeito da malária. Ela é muito comum no Brasil?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Ela não existe no país todo. É comum em algumas regiões do Amazonas e do Pantanal e a malária mata muita gente no Mato Grosso. Uma mãe já havia perdido uma filha e outra já estava com esta terrível doença. A pobre mulher não sabia o que fazer quando a menina era sacudida pelos ataques de febre. Não havia médicos ou hospital por perto e ela, também, não saberia com que pagá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu desespero, a família levou a doente numa rede até o rio próximo e a deitaram nele. Eles achavam que a água iria refrescar o corpo. Então aconteceu uma coisa assustadora: por causa da fraqueza da musculatura, o rosto da menina ficou virado para trás e não havia meio de voltar. A menina parecia um monstro e andava para trás para ver onde pisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semanas mais tarde, um visitante viu a pobrezinha e perguntou à mulher porque ela não a levava até à mulher suíça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela seguiu o seu conselho. Quando os carregadores chegaram até mim com a sua carga, eu, de imediato, não sabia o que devia fazer. Eu rezei para que Deus me iluminasse. Então eu me lembrei de um homem forte, a quem eu tinha ajudado a tempos atrás. Mandei chamá-lo e lhe disse que eu o havia ajudado sem paga, mas que agora eu precisava que ele pagasse a sua dívida comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele perguntou: „O que é que eu devo fazer?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu mostrei a ele como deveria segurar a cabeça da menina e virar devagarinho. Depois de virar alguns centímetros, pedi que parasse e coloquei gesso para fixar o crânio nesta posição. No ritmo de alguns dias, eu repetia tudo até o rosto mostrar para frente outra vez. Além disso, a paciente finalmente recebeu comida suficiente para fortalecer seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, o fortão reclamava quando eu o chamava demais. Porém, eu o fazia calar dizendo: Como seria se você estivesse doente? Você, com certeza, gostaria que alguém a ajudasse, não é ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos anos, esta frase me ajudou a conseguir muita coisa: abrir portas cerradas de repartições, ricos, médicos e hospitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina ficou durante várias semanas comigo até poder voltar curada para casa. Eu a encontrei várias vezes. Ela agora é uma mulher bonita com família. Nada mais lembra a sua antiga deficiência.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Rita perguntou: „Quando você nos contou a respeito dos partos, você disse que tinha receio de beber da água que as pessoas lhe ofereciam. A situação é tão ruim mesmo?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Com certeza! Eu nem me lembro quantos filtros d’água eu distribui e mostrei o manuseio às famílias pobres. Assim, elas podiam livrar a água de bactérias que provocam doenças. Eles buscavam a água de córregos e rios, muitas vezes poluídos, ou de poços abertos no fundo de seus quintais.&lt;br /&gt;Graziella falou: „Esta gente é bem resistente! Eu acho que, nestas circunstâncias, nós logo iríamos ficar doentes e morrer.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Você tem razão minha querida.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel distribuiu às suas visitantes um retrato da obra de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Aqui vocês vão ler um resumo da minha vida e da minha fundação. Muita coisa eu tenho contado, mais detalhadamente, a vocês nas últimas semanas. – No intervalo eu vou fazer um chá para nós.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de a anfitriã ter servido o chá, Maria perguntou: “No folheto está escrito que você recebeu, em 1976, a medalha Marechal Rondon e, em 1990, o título de comandante. O que significa isto?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel levantou-se e buscou de uma das gavetas, uma caixa de papelão. Tirou dela uma pesada corrente dourada com uma medalha em forma de estrela. Ela a colocou no pescoço de Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„O Marechal Rondon foi um pioneiro brasileiro. Ele fazia excursões para a Bacia Amazônica e colocava linhas telegráficas. A maior condecoração brasileira, por ação humanitária, recebeu o nome dele. A Rebecca também pode ser chamada de comandante. Nós recebemos esta honra mutuamente. Gostei muito, também, de ter recebido o prêmio Adele Duttweiler em 1987. Isto demonstrou que a minha obra, também, foi reconhecida em minha pátria. Além disso, ele era dotado com uma quantia de Fr.50'000,00 que, junto com a coleta da Televisão da Suíça Francesa naquele ano, possibilitou a construção de um novo hospital em meu terreno.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna falou: „Com 69 anos de idade, quando a maioria das pessoas se retiram e aposentam, você finalmente conseguiu concretizar planos sonhados em sua vida toda.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Numa parte do terreno estava a escola e na outra o hospital. Finalmente e de boa consciência, eu o podia chamar de hospital. Como você disse Anna, eu rea-lizei meu sonho bem tarde, mas pude ao menos, por alguns anos, trabalhar nesta minha nova casa.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„O importante é que nem tudo acabe, quando você não puder mais trabalhar. Porque você não tomou providências antes?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Como eu já mencionei antes, eu várias vezes tentei. Infelizmente, não era tão fácil assim. Amigos de meu trabalho achavam que era necessário 4 pessoas para realizar o tanto que eu fazia. Quem faria isto sem ou quase sem paga? Além disso, é difícil poder confiar nas pessoas no Brasil. As pessoas são muito simpáticas e alegres, mas é preciso sempre animá-las a trabalhar e as controlar. Como vocês mesmo perceberam, é necessário um controle da Suíça para que as doações continuem. Meus patriotas devem pensar, quando ouvem a palavra Brasil: no Rio de Janeiro, no carnaval, praias e mulheres bonitas. O Mato Grosso não tem nada disso. O clima é arrazante e não é qualquer um que aguenta.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita perguntou: „Porque você passou, nos últimos anos, tanto tempo na Suíça ? Eu já a tinha visto mais vezes aqui. E você não poderia ter tratado dos seus olhos no Brasil?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„O motivo foi a minha irmã Rebecca. Desde a sua operação ela não é mais a mesma. Ela não pode mais viajar para os trópicos e não pode mais fazer trabalhos pesados. Eu a ajudo no que posso. Eu não quero ter remorsos mais tarde.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Isto eu compreendo. Quantas pessoas nem ligam para seus parentes enquanto estão vivos. Depois ficam chorando, lamentando e usando luto, vão diariamente ao cemitério e ficam rezando pela alma na igreja. Isto eu chamo de hipocrisia! Eu tenho muito respeito pelo seu comportamento. Também aqui você relega suas pretenções e cuida dos seus parentes.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento todas se calam. Graziella interrompe este silêncio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Você já sabe quando vai ter que operar o seu olho?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Sei. A médica em Lörrach mandou-me para um especialista em Basiléia. Ele planejou a cirurgia para daqui a dois meses. Depois que um dos meus amigos interviu, ele antecipou para a semana que vem. Ele explicou que eu tinha que viajar urgentemente para o Brasil.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria perguntou: „Você está querendo ir?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Claro. Eu tenho que ir ver como é que as coisas vão indo e também pensar na minha sucessão. Já há alguns meses que eu vivo das minhas economias. A vida na Suíça é cara. Mas eu não fico sem fazer nada. Eu tenho que atender inúmeros tele-fonemas. Há sempre interessados querendo documentação, fotos ou cópias. Eu também tenho muitas cartas para responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, então eu contei para vocês as estações da minha vida e espero que vocês não tenham ficado decepcionadas.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas sacudiram a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella tinha mais uma pergunta: „A sua vida parece bem positiva e bem suce-dida. Você nunca teve que aceitar derrotas?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Tive sim. Mas vocês devem saber como a memória humana funciona. A gente reprime as coisas desagradáveis e só permanecem as boas. E como você está perguntando tão diretamente, Graziella, eu não vou deixar de contar uma história que muito me abalou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1986, eu queria passar a minha obra para alguém mais jovem. Havia no Mato Grosso um grupo alemão interessado nela. Os responsáveis prometeram continuar a administrá-la como até então. Posteriormente, eu percebi que foi um dos meus maiores erros ter deixado esta gente entrar no meu terreno. Eles começaram a se alastrar cada vez mais, querendo ficar com a minha propriedade e mesmo me expulsando de lá.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella objectou: „Como é que isto foi possível?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Aquela gente era criminosa. Eles até pretendiam me matar e inclusive me ameaçaram. Eles falsificaram contratos e afirmaram que lhes teria transferido tudo. O processo durou anos. Somente há alguns meses atrás, os juízes me deram razão. Enfim, posso ficar descansada. Vocês muitas vezes me perguntaram a respeito da minha sucessão. Depois desta experiência, eu fiquei com pé atrás. E o processo, ainda em andamento, me deixava sem muita opção para procurar alguém. Agora, eu rezo todos os dias para que eu ache a pessoa certa para continuar a minha obra.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas amigas acenam em sinal de compreensão. Rachel diz terminando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„É lógico que nós continuaremos a nos encontrar. Mas também desejo ouvir sobre suas vidas e prometo contar mais histórias que eu tenha deixado para trás. Por sinal eu vou visitar a Rebecca amanhã. Você quer me acompanhar, Anna ?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Com muito prazer. Eu gostaria de ver como ela mora. Eu imagino que também a casa dela deve estar cheia de recordações assim como a sua.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„É verdade. Eu passo aqui às 8 horas e nós tomamos o ônibus em frente ao correio. A casa dela fica perto de um ponto do ônibus.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa da Rebecca fica um pouco escondida, em um bairro perto do supermercado Innovatione. Assim que as visitantes passam pelo portão, entrando num grande jardim, têm a impressão de estar no Brasil: não tem gramado cortadinho, nem canteiros com legumes. Lá nascem arbustos e árvores e numa delas tem até uma cobra de borracha dependurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velhinha fortona cumprimentou amavelmente sua irmã e sua colega de escola. Elas se sentaram debaixo de um alpendre e conversaram sobre tempos passados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da conversa inicial, Rachel perguntou: „Rebecca, você não quer mostrar para a Anna suas tartarugas?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Mostro sim, se é que ela está interessada.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna respondeu que sim. Rebecca mostra um cercadinho atrás da casa. Olhando rápido, a Anna Pedroni não conseguiu distinguir quase nada sobre a terra escura e poeirenta. Quando olhou melhor, e chegou mais perto, ela viu os quatro réptis de cerca de 30 centímentros de comprimento cada. As couraças são quase tão escuras como a terra. Além disso, estavam todas sujas de poeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„De onde você trouxe estes bichos?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu as trouxe do Brasil, naquela época. Sem elas, o gato e os papagaios eu não posso viver.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Porquê? Você também tem os outros bichos?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Tenho. Aqui vem o Maxli, meu gato brasileiro. Até ele voou sobre o oceano.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„O gato vermelho e branco rala nas pernas das mulheres e quer ser acariciado. Elas deixam as tartarrugas para trás e entram na casa. Se a Anna achava que a casa da Rachel parecia o Mato Grosso, aqui então, parece um museu. Não é tão clara como a moradia de Rachel, que é mais nova e pintada de branco. O antigo galpão militar é mais velho e simples. Também os móveis são de uma época passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui predominam, mais do que em Brissago, os objetos de recordação da segunda pátria da moradora. Índios pensariam estar num arsenal de armas, pois, nos cantos existem cestos com arcos, flexas e lanças. Aqui também não faltam crocodilos empalhados, morcegos e outros bichos mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, Anna ficou com dó da Rebecca, pensando que ela tivesse que morar neste cômodo tão pequeno. Depois, quando ela passa por um corredor e chega até uma grande sala, ela fica de boca aberta. Ela conta ao todo nove papagaios em gaiolas. Duas araras estão sem penas, exceto as asas. Suas penas coloridas dão uma idéia de sua antiga beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebecca tira um dos pássaros verdes de uma outra gaiola e o coloca sobre seu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Estas são as amazonas de cabeça azul. Assim como as araras, eu as importei, naquela época, do Brasil. Este é um filho daquele casal.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Pedroni não sabe de onde os bichos têm seus nomes. Ela não está vendo nada de azul. Pelo menos eles estão com todas as penas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Hoje em dia não é mais tão facil importar estes bichos.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Você tem razão.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este cômodo também esta repleto de recordações de uma vida realizada. Anna está impressionada. Ela vai contar tudo para amigas no Lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três mulheres passam uma manhã agradável e divertida. &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456743076173367010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 163px; CURSOR: hand; HEIGHT: 149px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S7o-6q3ixuI/AAAAAAAAAbo/TbWxnbK7WN4/s320/borboletas.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;O dia oficial de edição deste livro, escrito no original em alemão por Hans Haller, foi no dia 30 de junho de 1998. Aqui foi postado tal como foi feita a tradução, sendo que não foram corrigidos eventuais erros de português.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Quem está lembrado do primeiro capítulo, deve ter percebido que Rachel Steingruber completou neste dia o seu 80° aniversário. Seus olhos melhoraram depois da operação. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;O tempo passou, Rachele e Rebecca mudaram-se definitivamente para o Brasil. Aqui, entre seus verdadeiros amigos, elas descansaram em paz. Receberam muito amor até seus últimos dias.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Rachel Steingruber faleceu em14 junho de 2005, Rebecca faleceu em 18 de agosto de 2005 .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe talvez esta narrativa anime alguém. Rachele e Rebecca merecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel Steingruber consagrou toda a sua vida aos pobres e nunca pensou em si mesma. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu trabalho continua. A Instituição está melhor estruturada, com uma equipe maior, com credibilidade, sempre amparada pelos Anjos de Mato Grosso, que nos acompanham do mundo espiritual...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Nossa eterna gratidão a vocês, Rachele e Rebecca, pelo exemplo p/ nossas vidas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;SAUDADES...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S7pH1seNzeI/AAAAAAAAAcI/gCHR3sUi-sM/s1600/niver+01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456753412960323362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 207px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S7pIUWZmhyI/AAAAAAAAAcQ/vmrHxyiDZTY/s320/niver+01.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S7pH1WU5MwI/AAAAAAAAAcA/rOGSCHnEYn8/s1600/digitalizar0042.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S7pH1NLtAeI/AAAAAAAAAb4/7Jd0rbKivz8/s1600/1337a.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S7pH0hcM_fI/AAAAAAAAAbw/XiH2NNYiOBs/s1600/OgAAAGptc2DaQzYn41Q8qh_TUoF-XdI2CLa3Bs8JvJdyQvzsh-X9wcKEqqV4-rjLGV-i7x7uhtglB_dI1SVXgvQHHmcAm1T1UHsLbd2Sq7jU-lTn5P6zi-7PdTD_.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-5742290956182337455?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/5742290956182337455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/04/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/5742290956182337455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/5742290956182337455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/04/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller - PARTE FINAL'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S7o-6q3ixuI/AAAAAAAAAbo/TbWxnbK7WN4/s72-c/borboletas.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-1495376361796839793</id><published>2010-03-28T05:31:00.001-07:00</published><updated>2010-03-28T06:11:46.589-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S69VdtmIpDI/AAAAAAAAAag/rC3FyT6drd4/s1600/Jornal+Rechele+e+Rebeka+crian%C3%A7as+ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453671642713072690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S69VdtmIpDI/AAAAAAAAAag/rC3FyT6drd4/s320/Jornal+Rechele+e+Rebeka+crian%C3%A7as+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;10. O Museu - Parte I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço, Anna, Maria, Rita e Graziella seguiram Rachel até sua casa, que ficava a algumas centenas de metros de distância. Assim, como no Lar dos Velhinhos, a vista sobre o Lago Maggiore, com suas águas de um lindo azul escuro, era dominante e impressionante. E também a margem oposta com as montanhas do Gambarogno. Da sacada espaçosa, se vê desde as ilhas Brissago até o delta do rio Maggia e a cidade de Locarno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel falou: „Vocês já conhecem este panorama, não é mesmo? Porém, visitantes de fora, nunca se enfartam dele. Quando o tempo está claro é possível ver além da planicie do Magadino até os castelos de Bellinzona.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria comentou: „Nós moramos mesmo num lugar maravilhoso. O panorama – as atividades dos barcos a motor e a vela no lago – quase que dispensam a televisão. Além disso, o clima é bem ameno. Os jardins têm palmeiras e bananeiras (coisa rara nas outras partes da Suíça).“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna perguntou: „Esta moradia é sua?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Sim. Eu a comprei à oito anos atrás. Ela não é grande, mas para mim é suficiente. Além da sala com cozinha, que vocês estão vendo, tem um quarto e banheiro.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Graziella comentou: „Quando nós entramos, eu reparei a pele de cobra, dependurada na parede. Você tem uma história a respeito, Rachel ?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Tenho. Em 1964, houve uma seca muito grande no Mato Grosso. Não chovia a dez meses e a natureza estava morta. As crianças morriam de sede. De dentro das cabanas, se ouviam choros e vozes infantis pedindo: Mamãe, me dê água!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo animais selvagens ariscos, saiam de suas tocas e procuravam as casas das pessoas em busca de água. Assim, apareciam nos quartos, escorpiões, aranhas, tarântulas e também cobras. Uma gibóia entrou de noite numa casa de sapé no Vale do Parecis. Ela estava procurando algo para beber e sentiu o cheiro de leite. Era o leite de uma mãe, deitada numa rede, amamentando seu neném recém-nascido. Pois a tal cobra engoliu o bebê, enquanto a mãe estava dormindo. Como a rede balançou, a mulher acordou. Na escuridão ela apalpou e não achou mais o seu filho. Ela chamou o marido, e este acendeu o lampião a petróleo. Ele só chegou a ver a ponta do rabo da cobra saindo pela porta. O dono da casa levou um tremendo de um susto e compreendeu, num relâmpago, o que havia acontecido. Ele pegou sua espingarda e lá se foi atrás da cobra. Deu um tiro de pouca distância na cabeça da malvada. Pela protuberância no corpo da cobra ele pode ver onde estava localizado o seu filho. Colocou-se de joelhos em cima do corpo da cobra e empurrou, com suas mãos, a criança pela boca afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não estava ferida, mas mesmo neste curto espaço de tempo dentro do corpo da cobra, já estava toda cheia de gosma do estômago. O pai tirou sua camisa rasgada e envolveu a criança com ela. Ele não sabia que isto impedia que o oxigênio, tão necessário no momento, chegasse até o neném. Ele se despediu de sua mulher e correu, o mais rápido possível, até mim. Ele me conhecia de antigamente. Ao raiar do sol, ele chegou completamente esgotado na minha casa, que ficava a 8 quilômetros da sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acordei imediatamente. Eu acho que foi muita sorte eu ter tudo necessário, em mãos, para salvar esta vida. Primeiro eu aspirei pela boca, com uma mangueirinha, a gosma que estava nos pulmões e estômago do neném. Depois eu fiz alguns movimentos respiratórios e consegui fazer o coraçãozinho bater. Além disso, eu apliquei uma injeção que eu havia trazido da Suíça. Ele permaneceu duas semanas comigo para observação. Como agradecimento, o pai me presenteou com a pele da cobra.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita achou: „Isto parece até um milagre. Você ouviu falar do menino mais tarde?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Sim. Três anos mais tarde, eu estava cavalgando com meu cavalo pelo Vale de Paris. Um carro de boi passou por mim e as pessoas ficaram me encarando. Eu achava que eles precisavam de ajuda Então desci da minha montaria e perguntei se eu podia lhes ajudar em algo .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles disseram que não, mas queriam saber se eu era a Rachel. Quando eu disse que sim, a mulher mostrou para o menino. Ela explicou que aquele era o tal, engolido pela cobra, que eu um dia tinha salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pequeno sorriu para mim.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria enxugou os olhos rasos d’água: „Esta história me deixou tão comovida que me dá vontade de chorar. Eu entendo agora porque você teve tanta satisfação com o seu trabalho.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa da Rachel era como um museu. Nos cantos estão porta-guarda-chuvas cheios de setas de índio, lanças e arcos. No chão, uma pele de onça. Suas patas, com garras afiadas e os dentes aguçados na boca, fazem imaginar a sua ferocidade em vida. No recosto do sofá tem uma pele menorzinha de um gato do mato pintado. Jacarés e Piranhas empalhadas são testemunho da vida aventureira da moradora.&lt;br /&gt;Fotos nas paredes mostram Rachel no meio de indígenas. Porém, o que mostra vida e alegria na sala é um quadro de couro no tamanho de 2 por 1 metro. Ele é cheio de papagaios coloridos e tucanos. A anfitriã nota os olhares admiradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Com este quadro eu tenho uma história toda especial. Um homem perdeu uma perna num acidente e mais uma parte da outra. Eu tratei dele e salvei sua vida, cuidando para que os tocos ficassem sempres limpos e não pegassem gangrena. Quando ele tinha superado o pior, eu o levei para São Paulo. Ele esperava, apesar da sua deficiência, poder conseguir um meio de ganhar dinheiro e mais tarde até poder comprar próteses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu permaneci em contato com ele. Assim eu ouvi dizer que ele tinha começado a trabalhar com couro e fazer obras artísticas. Logo, ele não se contentou só com isto. Ele queria fazer pinturas no material. Primeiro ele começou com quadros menores e foi aumentando o tamanho. Seu primeiro trabalho grande foi este aqui, o qual ele me presenteou. Um outro trabalho deste artista desconhecido está no meu dormitório.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella mostrou um documento emoldurado na parede: O que é isto?“&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453669579879068610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S69Tlo8Ls8I/AAAAAAAAAaA/A15GHBLoLl0/s320/Rebeca+135.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;„Em 1973, durante uma visita à pátria, eu recebi da Fundação Goethe da Basiléia a medalha Albert Schweitzer.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Albert Schweitzer com Rachel, na entrega da madalha de ouro&lt;br /&gt;As senhoras olharam admiradas para Rachel e depois para a medalha que ela ti rou de uma gaveta e mostrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Com a minha popularidade, aumentaram também as doações na minha conta. Eu expandi a minha ajuda. Com o fluxo do dinheiro, eu realizei um velho sonho: Em 1974, eu inaugurei no meu terreno a Escola Professora Rachele Steingruber.“ &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453669595578886194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 235px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S69TmjbT6DI/AAAAAAAAAaQ/AAz-putWy1s/s320/Escola+nova+Sui%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna perguntou: „Ela ainda existe?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Existe. Porém, eu, há anos atrás, a transferi para a prefeitura da cidade, porque eu não podia mais cuidar dela eu mesma. Por isto é ela quem paga os professores e é responsável por tudo. O imóvel, porém, continua pertencendo à fundação.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria perguntou: „ Você fez uma coleção de dentes neste copo?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachele dentista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha em suas mãos um vidro de conservas cheio de dentes de formas grotescas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„É. Desde a minha primeira viagem ao Brasil, eu notei que muitos adultos e também jovens tinham perdido todos os seus dentes. Muitos tinham dentes infeccionados, o que era um perigo. Quando o pus se infiltrava no sangue, elas eram vítimas da piorréia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, é praticamente impossível pessoas pobres tratarem dos dentes ou mandar extraí-los. A maioria dos dentistas querem ver dinheiro vivo. Por isto, foi feito o nosso plano para uma clínica odontológica, como eu já contei para vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu extraí inúmeros dentes e encontrei incríveis formas de raízes. A fome e as doenças deixavam rastros na boca dos pacientes. Eu achei formações que lembravam parafusos ou anzóis entrelaçados. Extrair raízes assim não era brincadeira. Eu colecionei estes dentes extraordinários neste vidro de conservas que vocês têm em mãos agora.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453669610896823170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 206px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S69TncfZE4I/AAAAAAAAAaY/wM_Dc9sKaBI/s320/Rachele+dentista+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou agradecida que tudo tenha dado certo. Alguns pacientes me perguntavam, depois, se eu não iria extrair o seu dente, pois, não tinham sentido nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De norte a sul vinham os pobres, primeiro para Rosário-Oeste e depois para Várzea Grande. Trouxeram-me um homem vindo da Bacia Amazônica que parecia um gorila. Sua aparência era horripilante. Ele era pobre, doente e seu maxilar inferior estava deslocado. Ele fez um caminho de 1'600 quilômetros, à pé, subindo o rio Madeira, de navio até Porto Velho, e de lá, de carona para Cuiabá. Durante toda a sua viagem, ele não encontrou ninguém que conhecesse algo de anatomia e pudesse repor seu maxilar no lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu consegui fazer isto num piscar de olhos. Como o rosto estava inchado, eu fiz uma atadura para evitar que o maxilar deslocasse de novo. No dia seguinte, o Astrogildo me contou, que durante a sua viagem, muitas pessoas caridosas haviam tentado ajudá-lo. Um deles tinha lhe dado um soco, o outro uma paulada e um terceiro fez uma tentativa com um martelo enrolado em um pano. Pelas diversas cores no seu rosto, eu acreditei na história imediatamente.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria falou: „Com o seu trabalho, Rachel, você foi uma impagável e muito bem sucedida representante da Suíça.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel tirou uma carta de uma gaveta: „Esta carta, do ano de 1977, é do prefeito de Aripuana. Nela ele confirma que eu me encontrava na sua cidade, distante 1000 quilômetros de Várzea Grande, distribuindo medicamentos, leite em pó e outras coisas minhas. Este homem, Sebastião Otoni de Carvalho, relatou também que eu tinha tratado, em condições extremamente simples, mas com muito carinho, de mais de 600 pessoas. Isto, aguentando picadas de mosquitos e outros insetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ressaltou que eu também ensinei às pessoas a cuidarem mais da higiene e como sobreviver nesta região. Ele terminou dizendo que eu tinha feito a melhor propaganda para o povo suíço com a minha solicitude e modéstia.“ &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453669588392750594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S69TmIqALgI/AAAAAAAAAaI/qf8i6P8qyOY/s320/Rebeca+132.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Maria mostrou os diversos carimbos no documento: „O que significam?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„No Brasil existe uma grande desconfiança de que documentos, cartas e assinaturas possam ser falsificadas. Assim como aqui os notários reconhecem as assinaturas e documentos, acontece o mesmo na minha segunda pátria.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez Maria retoma a palavra: „Esta carta é uma prova do que eu disse antes. Enquanto os diplomatas oficiais vivem no luxo, você sempre teve que lutar para sobreviver e fazer a sua missão. Não seria mal ter um pouco mais de apoio de Berna para estes projetos. Eu achava bom que eles dessem, pelo menos, um aumento na sua renda de aposentadoria.“&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-1495376361796839793?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/1495376361796839793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/03/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/1495376361796839793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/1495376361796839793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/03/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_28.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S69VdtmIpDI/AAAAAAAAAag/rC3FyT6drd4/s72-c/Jornal+Rechele+e+Rebeka+crian%C3%A7as+ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-2141414827448439527</id><published>2010-03-19T16:39:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T11:33:28.213-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S6UUwF4sJSI/AAAAAAAAAZ4/U0r3vGvsrI4/s1600-h/Rebeca+122.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450785740448081186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S6UUwF4sJSI/AAAAAAAAAZ4/U0r3vGvsrI4/s320/Rebeca+122.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S6UUvvFcFjI/AAAAAAAAAZw/_r3q-qp8Ccg/s1600-h/Rebeca+104.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450785734327539250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S6UUvvFcFjI/AAAAAAAAAZw/_r3q-qp8Ccg/s320/Rebeca+104.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S6UUu1VNqUI/AAAAAAAAAZo/1nTrUyttzaE/s1600-h/Rebeca+059.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450785718824446274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S6UUu1VNqUI/AAAAAAAAAZo/1nTrUyttzaE/s320/Rebeca+059.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. O Filme Documentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia depois da transmissão do programa de televisão, as senhoras se encontraram novamente no Lar dos Velhinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella foi logo dizendo: „ Parabéns Rachel, pelos seus feitos. Agora que eu pude ver, eu mesma, uma parte do seu trabalho, eu estou mais impressionada ainda com a sua obra e posso fazer uma idéia melhor do que você tem contado.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„O que você está querendo dizer com isto?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Na minha vida eu só conheci os paízes vizinhos da Suíça. Ontem eu vi as paisagens, as distâncias e as amplidões. A gente não entende como não aconteceram mais incidentes nestas travessias de rios. Quando um carro fica preso na areia ou sofre algum defeito, você fica na mão. Entretanto, você logo conseguiu um trator.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Assim rápido não foi não. A filmadora não ficava ligada o tempo todo. Além disso, os profissionais fizeram o corte do filme, mais tarde, na Alemanha.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Foi por acaso que o bêbado estava deitado como morto na beira da rua, quando o time filmador passou por lá ?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Foi. Cenas assim são muito comuns no Brasil. Muitos homens se embebedam diariamente para esquecer os seus problemas. A pinga forte e barata tem efeito rápido.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita disse: „Eu achei estranho que você e Rebecca embrulhassem os pacotes de alimentos. Isto não podia ser feito pelos brasileiros? Eu posso imaginar que vocês tinham até trabalho demais, só com o tratamento dos doentes e feridos.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Isto foi idéia do diretor do filme. É lógico que, normalmente, nós dávamos este trabalho para os outros fazerem.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Além disto, eu me perguntei, durante o filme, porque vocês não tinham um maior número de ajudantes brasileiros. Certamente muitos não têm dinheiro e precisam dar duro para sustentar a si e sua família, mas um tempinho eles podem conseguir para dar uma mãozinha, não? Quantos vocês ajudaram ou até salvaram a vida. Seria pedir muito, por exemplo, que eles fizessem, regularmente, compras ou outros encargos, cozinhassem, fizessem limpeza ou arrumassem o jardim para vocês?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna completou: „Vocês também mencionaram, o auxílio dos lojistas brasileiros. Eles davam descontos e, às vezes, até presentes. Eu acho que isto é muito certo. Normalmente estes ricos, e também os políticos só olhavam para o bolso deles, né? Na realidade, também a própria população como um todo não se interessa pelo destino dos necessitados. Rebecca e você, que não são brasileiras, é que consagraram suas vidas a estes pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Neste ponto, eu também dou razão a vocês. Mas obviamente isto é próprio da raça humana. Vejam só o exemplo: Quem é que cuida da gente, nos dá um pouco de amor ou nos faz feliz com pequenas atenções? É sempre necessário dar dinheiro em troca, o que poucos têm... A prestação de serviços e sua capacidade ficam num plano relegado. Como eu já relatei, havia pacientes que pagavam com gêneros, mas eles eram a minoria. É lógico que eu sempre tinha necessidade de ajuda no jardim, na cozinha, nas construções ou comissões. Mas não era do meu feitio ter que pedir esta ajuda.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita falou: „Eu não entendo isto. As pessoas deveriam perceber, elas mesmas, que era bom ajudar um pouco. Na Suíça, a organização de auxilio às crianças, Terre des Hommes, sempre procura voluntários para ajudar nas corridas dos patrocinadores. Meu genro, já há anos, se põe a disposição.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria volta ao assunto: „Eu fiquei impressionada com a sua visita aos índios Namibkunas, ou como é que eles chamam mesmo? Eu não consigo imaginar que este povo nunca se lave, mesmo dormindo no chão, ao lado das fogueiras e sempre cheios de cinza. E sobretudou quando aquele homem nú brincou com seu ... e logo depois acariciou os seus cabelos com a mesma mão. Eu queria advinhar os seus pensamentos naquele momento.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella supôs: „A Rachel devia estar acostumada com coisas assim. Vai ver que ela nem fez careta. Além disso, eu acho que o homem devia ser um retardado. Seu jeito e sua nudez condiziam com isto. Todos os outros adultos usavam pelo menos uma peça de roupa.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Vocês são ótimas observadoras. O tal índio eu conheço a muito tempo. Ele realmente é meio tapado, mas bonzinho. Apesar de sua deficiência, ele se integrou na sociedade. Na civilização ele seria caçoado pelas crianças e mesmo pelos adultos. Este é um exemplo de que a gente pode aprender algo com os selvagens.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria interrompeu: “Mas neste ponto eu vou defender a nós suíços: Em muitos lugares, nos últimos dez anos, está acontecendo uma melhor aceitação dos deficientes. Os pais lutam para que seus filhos, na medida do possível, estudem na escola normal e não sejam isolados. Há pouco tempo, eu vi um programa na televisão, sobre um menino mongoloíde na cidade de Ennetbaden. Lá, os pais de seus colegas criaram uma classe especial para que o Simon, de 9 anos de idade, pudesse ficar junto com os outros meninos. O pai de um dos colegas achou que, desse modo, seu filho iria ter um comportamento muito mais aberto, para com os deficientes, do ele mesmo tinha. Mas é lógico que deve ter exceções.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Graziella completou: „A educação direcional dos jovens é extremamente importante. Quando você esteve no hospital, eu presenciei em Locarno, uma palestra do escritor brasileiro Julio Emilio Braz.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu ouvi falar dele. Ele escreve livros juvenis sobre o problema das crianças de rua.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Isso mesmo. Depois de ter ouvido tantas coisas sobre o Brasil, eu não quis perder esta oportunidade. Assim como suas narrativas, os trechos de livro, lidos por ele, foram também difíceis de serem entendidos por nós. Mesmo que ele tenha escrito numa linguagem simples e a tradução tenha sido boa, a gente não consegue acreditar que mães abandonem, deliberadamente, seus filhos em frente a supermercados. O escritor Julio Braz dirige sua mensagem à juventude. Assim, ele diz que as crianças de hoje são os pais de amanhã. Mostrando a eles o que os adultos fazem de errado, teremos a esperança de que estes erros não sejam repetidos.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Concordo plenamente com ele. Eu também fiquei impressionada com o seu último livro – „Crianças na Escuridão“. Ao lê-lo eu pensei, que a princípio, os professores deveriam discuti-lo nas escolas com seus alunos. Com a discussão desse tema, talvez ajudasse os futuros pais a evitar o mesmo comportamento errado.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria mudou de assunto: „Eu depois nem consegui mais dormir. As queimadas, vistas no filme, não saíam do meu pensamento. Principalmente os seus motivos ou os de Rebecca, ficaram repercutindo no meu ouvido: Desde que o ser humano mudou de herbívoro para carnívoro, são necessárias mais pastagens para o gado. Ele esquece, intencionalmente, que ele não vai poder usar esta terra por muito tempo. O resultado é a estepe e o despovoamento.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Nos últimos 150 anos, a raça humana, principalmente nós nos paízes industrializados, caminhou numa rua de mão única mas sem saída. Nós destruímos, em prazo mínimo, o equilíbrio do nosso planeta. O que os nossos antepassados não fizeram em milênios, nós conseguimos: Nós levamos o mundo à beira do precipício. Nós poderíamos conversar horas sobre este assunto! Mas voltando ao assunto da alimentação: Na nossa infância nós comíamos carne só em ocasiões especiais – por exemplo aos domingos. A comida básica que nos susti-nha era constituída de batatas, arroz, fubá de milho, lentilhas e demais legumes. Ás vezes, a mãe fazia uma sopa com as sobras. Nós a chamávamos de retrospectiva semanal. Quando foi a última vez que faltou carne no almoço? Na minha antepenúltima visita ao Brasil, os meus empregados se queixaram que a dispensa estava vazia. Quando eu fui verificar, eu achei, dentre outras coisas, fubá de milho. Eu voltei a conversar com eles sobre isto mas eles achavam que fubá era comida de bicho. Eu fiquei aborrecida! Então eles estavam passando bem demais. Eu me lembro de suas barrigas inchadas, das pessoas comendo terra. Tudo isto, eu tinha visto naquela região. Será que eu tinha errado na escolha dos empregados ou o comportamento em geral tinha mudado tanto?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Anna perguntou: “O que me impressiona ainda é o seu empenho tratando os leprosos. Eu acho que não é qualquer um que trataria da dona Anita como você fez. Não é preciso, às vezes, fazer das tripas coração, para conseguir tratar destas pessoas?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Não. Como eu tenho contado a vocês nestas últimas semanas, eu desde criança fui acostumada a ajudar aos outros. Eu posso afirmar que não existe muita coisa capaz de me deixar abalada.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Você conseguiu curar todos os leprosos que procuraram a tua ajuda?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Sim. Com um tratamento intensivo, eu consegui curá-los num espaço de 6 a 8 mases. Eles, mais tarde, puderam conseguir trabalho em seus municípios. Em 1973, eu trouxe um menino comigo para a Suíça. Tanto a tia como a mãe dele tinham morrido por esta horrível doença. Os médicos, também, não davam nenhuma chance de sobreviver ao pequeno Gilberto. Eu conhecia um médico na Basiléia, ao qual o levei. Tanto ele como seus colegas confirmaram a diagnose e começaram imediatamente com o tratamento, que teve sucesso.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita interrompeu: Mas isto não ficou terrivelmente caro?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Ficou. O tal especialista tinha me escrito que o hospital iria cobrar cerca de Fr.200,00 por dia. Ele achava que não havia necessidade de uma estadia prolongada do Gilberto na Suíça. Ele recomendou que fosse continuado o esquema da Basler Klinik, pois, a cura completa levaria anos. Assim, o Gilberto me acompanhou na minha viagem de volta ao Brasil.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Maria perguntou:“ Você sabe o que foi feito dele ?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„O mal foi debelado. Após terminar os estudos, ele até fez a universidade. Ele hoje trabalha como professor de matemática. Além disso, é casado e feliz pai de família.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Sem você ele não poderia ter feito nada disso...“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Certo. Na televisão eles só mostraram um resumo do meu trabalho. Mas enfim, vocês puderam ter uma melhor idéia dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, como foi combinado, vocês estão convidadas a virem à minha casa. Lá vocês poderão ver mais.“&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-2141414827448439527?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/2141414827448439527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/03/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2141414827448439527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2141414827448439527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/03/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_19.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S6UUwF4sJSI/AAAAAAAAAZ4/U0r3vGvsrI4/s72-c/Rebeca+122.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-4144752749368048009</id><published>2010-03-03T13:35:00.000-08:00</published><updated>2010-03-03T13:46:05.471-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S47YkzClewI/AAAAAAAAAZg/shGmXzy8RqM/s1600-h/Rebeca+150.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444527126225451778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S47YkzClewI/AAAAAAAAAZg/shGmXzy8RqM/s320/Rebeca+150.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S47Ykp0Pt5I/AAAAAAAAAZY/GraotCO9rBc/s1600-h/Rebeca+104.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444527123749386130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S47Ykp0Pt5I/AAAAAAAAAZY/GraotCO9rBc/s320/Rebeca+104.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S47YkFiHSXI/AAAAAAAAAZQ/hUGGMaQJAlA/s1600-h/Rebeca+005.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444527114009659762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S47YkFiHSXI/AAAAAAAAAZQ/hUGGMaQJAlA/s320/Rebeca+005.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;8. Lepra – Parte II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nos anos 70, eu comecei a pensar na continuidade da minha obra, mesmo após a minha morte. Eu planejava ensinar o meu trabalho aos nativos. Também dsejava instalar mais quatro pequenos ambulatórios, a centenas de quilômetros de distância de Várzea Grande. A minha meta era que, finalmente, brasileiros tomassem o meu lugar. Como eu já mencionei antes, eu não pude realizar estes meus sonhos. Vocês também perceberam, com certeza, que uma pessoa de confiança ou um controlador da Suíça deveria supervisionar a obra, para garantir o fluxo das doações da pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Como eu relatei da última vez, as autoridades brasileiras começaram a me dar atenção. Em 1972, eu fui abordada na rua por representantes do governo. Eles me solicitaram ajuda-los no combate às epidemias nas aldeias indígenas. Assim, eu chegava a ficar durante um mês inteiro no mato. Eu fiz isto por amor ao próximo e nunca pensei em política. Do contrário, eu teria que cogitar se morrem mais nativos pelos viros ou sob a salva das metralhadoras dos brancos. O governo não gastava com ações caras e de grande porte. Na verdade, os políticos nem ligavam se os índios morriam ou não. Para que ninguém os culpasse de nada fazer, eles mandavam pessoas, como eu, que faziam milagres com pouca verba. Ainda bem que a FUNAI, ou quem me mandasse, assumia o meu transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas regiões de miséria do sertão, na parte norte da Bacia Amazônica, eu encontrei coisas mais valiosas do que ouro ou diamantes, a sincera hospitalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os moradores me convidavam para entrar, e diziam que a casa era minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, esta casa era construída somente com folhas de bananeira trançadas, e sem conforto algum. Mesmo água potável era coisa rara. Depois de um parto, do tratamento de uma doença ou ferimento, as famílias queriam me recompensar. Eu aceitava então um chá. Assim, eu pelo menos tinha a certeza de que a água era fervida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, eu muitas vezes tinha que me forçar para engolir o tal chá. Numa aldeia indígena, eu ajudei uma criança a vir ao mundo. Várias mulheres aguardavam en frente à cabana e admiraram depois o recém-nascido. A avó fez um chá e o serviu em uma lata de conserva vazia. As mulheres bebiam, mas não entraram em acordo sobre a quantidade de açúcar necessário. Mulheres com sífilis, com dentes podres e com outras doenças passavam a lata de boca em boca, experimentavam o chá e faziam o seu comentário. Depois de todas provarem, chegou a minha vez ... Graças a Deus a lata estava vazia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por amor de Deus! – Esta era a súplica fervorosa dos habitantes da Região Amazônica que eu ouvia noite e dia. Certa vez, esse grito de emergência soou, após a meia noite, em frente a minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu abri a porta e diante dela estava um vulto escuro e magro, do qual eu mal podia ver os olhos. Do balbuciar desesperado eu, a princípio, só entendi repetidamente: ela está morrendo... Já há 14 dias que dona Naila estava em trabalho de parto e a criança não nascia. O marido dela tinha saído para procurar ajuda e não voltou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toninho, o irmão da Naila, comentou que, neste meio tempo, as almas chegaram e sacudiram tanto a mulher, que mesmo a rede e as folhas de bananeira do telhado estavam tremendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu bem podia imaginar o que tinha acontecido. A pobre mãe estava em perigo de vida com ataques de eclâmpsia. Eu sempre tinha todo o necessário dentro da mi-nha maleta de parteira, mas para emergências eu tinha uma injeção de Lobelin para adultos e para crianças. Como eu já esperava não encontrar água, eu levei comigo um bidão cheio de água fervida. Não esqueci também da lanterna elétrica. Nesta região não havia nem ruas nem luz de rua. Na maioria das vezes, a iluminação insuficiente das cabanas era feita com um lampião a petróleo. Eu coloquei as minhas botas e lá fomos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu perguntei onde morava a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta foi – bem aí... Eu já tinha ouvido isto muitas vezes e sabia o que podia significar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma caminhada de duas horas através da areia ainda quente do sol e coberta de espinheiros, o Toninho perguntou-me se eu não gostaria de tirar as botas. Ele achava que com elas eu cansava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal ele tinha feito este comentário, eu recebi uma picada de uma cobra Boipeva. As botas foram a minha salvação. Continuando a caminhada, nós chegamos ao rio. Meu acompanhante pediu que eu esperasse, pois, ele iria buscar a canoa, que estava amarrada num galho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele desapareceu e ainda estava escuro. Eu estava só, mas não totalmente. Muitos mosquitos, pequenas moscas, formigas, aranhas, besouros de 20 centímetros de comprimento, centopéias e grandes pirilampos me faziam companhia. Eu nem ligava para as inúmeras picadas de mosquitos. Meus pensamentos estavam com a pobre da Naila. Eu rezei para que Deus a deixasse viver. O tempo passava tão devagar enquanto eu esperava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de quase uma hora, eu ouvi um pau de bambú (é o que os nativos costumam usar como remo) batendo n’água. Um homem me chamou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, era o Toninho que atracava sua canoa. O galho, no qual ele havia amarrado a canoa, havia quebrado e ele teve que buscá-la 500 metros rio abaixo. Ele a encontrou presa entre árvores caídas. Eu logo subi e ele remou cuidadosamente. Eu mal respirava de tanto medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As raízes das árvores, no barranco da margem no outro lado, pareciam cobras na escuridão. Nós desviamos delas com cuidado ao desembarcar. Passou-se mais uma hora e nós continuávamos a caminhar. É longe ainda? A noção do tempo dos nativos é diferente da nossa. „Bem aí“ podia significar uma caminhada de dois ou três quilômetros, mas também podia ser uma viagem de dois ou três dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, chegamos à aldeia. Não se conseguia ainda enxergar bem. Os arbustos praticamente cobriam as casinhas. Os gritos das mulheres nos avisavam que estávamos chegando perto da pobre mãe. Ela estava deitada numa cabana minúscula de mais ou menos 2 por 2 metros, rodeada de tantas donas, que eu mal pude me aproximar. Enquanto ela estava esperando por ajuda, as mulheres ti-nham secado cocô de vaca na fumaça, para afastar os mosquitos e abanavam a parturiente com um chapéu de palha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Naila estava deitada, toda molhada de suor e mostrava todas as complicações de uma eclâmpsia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mandei as presentes estenderem um lençol no chão e por a paciente em cima dele. A cabeça dela deveria ficar porta afora, do contrário eu não teria lugar para trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não havia conforto algum nestas moradias, eu tive que fazer o meu trabalho de joelhos no chão. Os instrumentos esterilizados estavam sobre um pano ao meu lado. O tempo todo eu tinha que ficar chamando a atenção das outras para não cuspirem no pano.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella interrompeu: „Mas isto não era evidente?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Não. Como eu já comentei antes, por causa da poeira intensa, durante o período de seca, os mestiços viviam cuspindo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei quem tremia mais, Naila, a que ia ser mãe com sua eclâmpsia ou eu com o meu ataque de malária, cheia de calafrios. Eu não podia pensar em mim. Eu tinha que me apressar. Eu quase que não ouvia as batidas do coração do neném. Eu rezei para que Deus me ajudasse – Só um parto de forceps poderia salvar a mãe e o filho. As parentes e vizinhas anêmicas e fracas não tinham forças para me ajudar no parto. Eu não tive outra solução a não ser passar um lençol por baixo dos braços de Naila e amarrar as pontas nos batentes da porta. Eu cuidei para que ela, apesar disso, ficasse deitada com o máximo de conforto possível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceu um menino com asfixia branca, e só depois de um tempo consegui fazê-lo chorar. Neste momento os vizinhos ouviram e vieram todos olhar a bela criancinha. A mãe chorava de alegria e eu morria de gratidão, pois, mesmo com toda a improvisação e os meus 40 graus de febre, tudo transcorreu bem. Uma das tias ofereceu chá para todos. Eu estava louca para conseguir algo para beber. Mas primeiro eu tive que verificar se não era um „chá medicinal“ feito de cocô de cachorro. Este era tradicional no sertão quando uma mulher ganhava um filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dei uma injeção intravenosa para fortalecer dona Naila e logo ela se sentiu melhor. Sua irmã amarrou folhas de fumo no pescoço dela para protegê-la contra os mosquitos e moscas. Contra a febre e para refrescar, colocou taturanas amassadas na testa dela. Ela teve também que ficar segurando um prego enferrujado para fortalecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era muito difícil convencer esta ajudante de que Naila não precisava de todos estes remedinhos. Ela também não quis entender que eu precisava continuar cuidando da mãe lá em casa. O Toninho correu na frente, escorregando várias vezes pelo barranco, para organizar uma canoa maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto nós esperávamos, um homem deu três tiros para o ar, em homenagem ao recém-nascido. Se fosse uma menina eram só dois tiros. Como aqui não havia nem correio, nem telegrafia, nem telefone, nem qualquer outro meio de comunicação, este era o meio mais rápido de comunicar a boa nova do nascimento e também do sexo do neném.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naila se recuperou bem. No ambulatório, eu a livrei também das amebas e extraí doze dentes infeccionados, que lhe faziam muito mal. O marido dela tinha ouvido a notícia, voltou para casa e depois foi até Várzea Grande. Eu tratei do fígado enfermo dele. Quando ele sarou, eu o mandei para Cuiabá, onde ele fez um aprendizado de padeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde ele fazia o pão para a aldeia dele toda. Sempre quando eu passava por lá, ele me presenteava com um delicioso pãozinho. Mas eu não seria chamada „o anjo do Mato Grosso“, se eu tivesse comido este pão. Nas minhas longas viagens, eu o dava para o próximo pobre esfomiado.. é lógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna perguntou: „Quantos partos você fez ?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu não sei. Quando cheguei no milésimo, eu parei de contar. Neste meio tempo podem bem ser mais de 3000. – Até agora eu sempre fiz as minhas narrativas aqui. Vocês não querem vir, depois do almoço, para a minha casa? Lá eu posso mostrar-lhes minhas peças de recordação, documentos e fotos, para que vocês tenham uma idéia melhor de tudo.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria respondeu espontaneamente: „Pois eu vou com prazer. Você até que mora perto daqui. Eu acho que nós damos conta, né? Mas amanhã nós faremos uma pausa, para que possamos nos concentrar no programa de televisão. Depois de amanhã, poderemos conversar a respeito do filme.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas três amigas não fizeram objeção nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-4144752749368048009?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/4144752749368048009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/03/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4144752749368048009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4144752749368048009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/03/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S47YkzClewI/AAAAAAAAAZg/shGmXzy8RqM/s72-c/Rebeca+150.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-6657776364519385161</id><published>2010-02-26T13:43:00.001-08:00</published><updated>2010-02-26T13:45:45.449-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S4hA7MkzBGI/AAAAAAAAAZI/lsWe_palsNI/s1600-h/Rebeca+125.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442671535409267810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 210px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S4hA7MkzBGI/AAAAAAAAAZI/lsWe_palsNI/s320/Rebeca+125.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S4hA6oGCE6I/AAAAAAAAAZA/NBWcASUvrhg/s1600-h/Rebeca+152.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442671525616554914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 209px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S4hA6oGCE6I/AAAAAAAAAZA/NBWcASUvrhg/s320/Rebeca+152.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;8. Lepra – Parte I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Rachel Steingruber, novamente, veio ao Lar dos Velhinhos de Brissago, faltava Rosa entre as suas ouvintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna esclareceu à visitante: „Na semana passada, a Rosa nos deixou. Todos nós estamos à espera da nossa última viagem. A vez dela chegou.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Ela não estava com cara de doente. Então, ela deve ter morrido depois que eu estive na casa da filha dela.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„É, provavelmente. Rosa tinha 85 anos e o corpo dela estava cheio de câncer.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu sinto muito. Eu sinto não ter podido ajudá-la.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Mas você ajudou sim. Antes de fechar os olhos para sempre, ela se despediu de nós. Como a família dela não ligava muito para ela, eramos nós as pessoas mais próximas. Ela achou que você, contando as histórias da sua vida intensa, deixou as últimas semanas da vida dela mais interessantes. Ela te desejou tudo de bom.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella perguntou: „Como é que foi na oftalmologista?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Foi bem. Os medicamentos que ela me receitou já estão fazendo efeito. De um olho eu já estou cega. A vista do outro também está piorando. Neste momento está estável. Eu estou com catarata nos dois olhos e tenho que operar.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Mas os médicos, no cantão Appenzell, não fizeram esta diagnose?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Não.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu pensei que eles tinham feito esta operação lá.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Pelo visto não. Eu não sei bem porque eles não conseguiram curar o meu olho. Sem esta médica em Lörrach, eu provavelmente estaria cega dentro de pouco tempo. Agora eu tenho novamente esperanças.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Fico contente com isto. Mas, por favor, continue a sua narrativa. Nós estávamos sentindo muita falta dela.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„A Rebecca estava mais uma vez no Brasil e cuidava do ambulatório. Meu irmão Benjamim, um jornalista e eu fizemos uma viagem para visitar os índios. De carro, nós fomos para Norte Londia, uma aldeia paupérrima, que já tinha vivido dias melhores, como centro dos garimpeiros de diamantes. Em pouco tempo, fui rodeada por dez mulheres e trinta crianças. Primeiro, conversei com uma criança cuja pele estava cheia de cicatrizes. Ela tinha nascido com sífilis. Eu a tratei numa cabana próxima. Depois chegou a vez dos outros pedintes de ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias mais tarde, nós chegamos à aldeia dos leprosos. Seus moradores (também havia crianças) estavam completamente desamparados. Eles se esconderam, com medo dos estranhos que estavam chegando. Mais tarde, um velho acenou para que chegássemos perto. Eu entrei na cabana sem vacilar. Dentro, encontrei um velho muito fraco e quase cego. Esta doença horrível tinha comido o nariz dele. Eu tratei dos ferimentos e dei-lhe remédios.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita perguntou: „A lepra tem cura?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Tem. Nas cidades maiores do Brasil existem clínicas para leprosos. Mas elas não são suficientes para atender a todas as vítimas desta doença. Eu duvido, também, que os funcionários se ocupem dos problemas dos doentes e os tratem como gente. Pela minha experiência, eu sei que a vontade ajuda muito na cura. Quando a gente afasta estes homens e mulheres da sociedade, os põe no isolamento e tem nojo deles, fazemos com que eles percam o resto da confiança em si e se tornem resignados. Eu tentei, além da medicação, fazer com que eles tenham novamente vontade de viver.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella falou: „Isto é evidente. Um certo isolamento nós temos também aqui no Lar dos Velhinhos. Nós fomos afastadas de nossas famílias, perdemos as nossas tarefas da vida e esperamos a morte chegar. Eu acho que, com motivação, alguns idosos ainda conseguiriam fazer muita coisa.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Certo. Esta tese foi confirmada pelos meus tratamentos aos leprosos. Por falar nisto, a emissora de televisão alemã (Bayerischen Rundfunk) vai reprisar, amanhã, um filme documentário sobre o meu trabalho. Eles mostram como eu tratei de uma mulher leprosa.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ouvintes disseram em coro: „Nós não queremos perder este filme.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna completa: „Você já teve repercusões desta transmissão?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Tive. Algumas emissoras colocam, no fim do filme, o número da nossa conta de banco. Com isto, nós já tivemos novas doações. No ano passado, por causa desta história sobre a lepra, eu fiquei conhecendo uma velhinha de posses, que quer ajudar, com sua instituição, os leprosos no mundo inteiro. Nós nos encontramos diversas vezes e logo ficamos amigas. Ela doou uma quantia grande para a minha organização.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Você está usando este dinheiro para os leprosos?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Não. Nós estamos pensando em não deixar nossa obra de assistência dependendo das doações da Suíça. Nós planejamos instalar dois consultórios dentários no meu ambulatório. Em um, queremos tratar dos brasileiros que possam pagar os nossos serviços. No segundo, trataremos gratuitamente dos pacientes pobres. Um amigo meu, que já esteve várias vezes no Brasil e também no Mato Grosso, elaborou um projeto assim e coletou ofertas de fornecedores. O presente da doadora era designado para este fim, mas não sei se vou poder voltar a viajar pela selva e cuidar dos leprosos. Eu já estou sentindo bem a minha idade. E por causa da minha doença dos olhos, eu estou presa aqui na Suíça já há meses.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Quem está dirigindo a sua obra na sua ausência?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„A Federação Espirita do Estado de Mato Grosso supervisiona interinamente sem cobrar nada. Os sócios ajudam também na prática. Em dias avulsos, um pediatra, um médico de clínica geral e uma ginecologista atendem algumas horas por dia, fazendo exames, diagnoses e receitas. Eu telefono para as minhas pessoas de contato. De acordo com elas, está tudo em ordem.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Você tem que pagar aos médicos?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Dois deles sim. O médico de clínica geral trabalha duas horas por semana, de graça. Eu, uma vez, lhe salvei uma criancinha.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna perguntou: „ Se eu entendi direito, são brasileiros que cuidam dos negócios no momento. Você não precisa de suíços para a sua sucessão, para que tudo corra como seus doadores querem? Nosso povo é desconfiado e sempre quer saber onde o dinheiro fica. Com você no Brasil, isto era garantido. Mas o que acontece agora?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Você está fazendo uma pergunta bem delicada, minha querida. Você não imagina quantas vezes os meus amigos e eu quebramos a cabeça pensando sobre isto. Nós ponderamos assim como você. Muitas soluções não eram aceitáveis, mas nós não vamos desistir de encontrar algo viável.“&lt;br /&gt;„Obrigada. Eu não queria te magoar. Será que você não vai achar alguns médicos que estejam dispostos a trabalhar, algumas horas por semana, de graça ?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu fico contente em ter a sua simpatia. Suas críticas são construtivas e vocês não ficam só ouvindo sem real interesse. Eu não gosto também de ter que pagar os médicos e eu vou seguir a sua sugestão, Anna. Na minha próxima viagem ao Brasil, eu tenho que achar uma solução conveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a falar sobre a nossa viagem, nós visitamos outras aldeias de mestiços no sertão. Deixamos o carro na beira da selva e seguimos em direção à aldeia dos índios Nhambiquara. Pegamos uma tempestade torrencial por cinco horas seguidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia foi muito duro. Eu havia tratado de muitos pacientes. Á noite, os nativos nos convidaram para comer. O menu era carne de macaco assada por inteiro! O jornalista ficou com o rosto pálido e começou a reprimir vômitos. Ele se desculpou com os anfitriões, dizendo que estava com problemas de estômago. Benjamim e eu comemos as comidas, que foram servidas no chão, sem nem pestanejar. Nós estávamos acostumados com isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, nós tentamos dormir um pouco, mesmo com a incessante atividade dos índios. Eu retomei o meu trabalho bem cedinho de manhã. Para esta tribo, parecia que não havia diferença entre o dia e a noite. A qualquer hora do dia, alguns fabricavam setas, outros caçavam e ainda outros descansavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas estavam em péssimo estado de saúde. Mas eles eram amáveis. Eles sentiam alegria e tristeza como nós. Aqueles a quem eu ajudava ficavam imensamente gratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas minhas expedições eu mudava, continuamente, os meus planos de viagem e as rotas. Eu queria entrar em contato com pessoas desconhecidas. Apesar de ser pouco povoada, a selva tinha muita miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegar até estes povos era mais perigoso do que lidar com eles. No passar dos anos, eu atravessei muitos rios. Em cavalgadas solitárias, eu encontrei onças. Panes de carro eram também umas das minhas aventuras. Uma vez, eu tive que esperar um tempão até que um caminhão passasse e me levasse. Mas o meu carro só ficou pronto depois de cinco dias.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella interrompeu: „Você contou que o Benjamim os acompanhou. O que aconteceu com ele?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Ele tinha o apelido de Tarzan brasileiro. Ele viveu, durante decênios, em cabanas sobre árvores. Ele também trabalhava junto com os índios como seringueiro, aprendendo com eles o seu modo de viver. Ele viveu por um longo período com os índios Caiapós, os Tapirapes e outras tribos menos conhecidas. Os Carajás chegaram até a adotá-lo. Mais tarde, ele vivia de bicos. Agora ele mora numa cabana simples, dormindo sobre uma tábua de madeira.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Coitado! Você não o ajuda?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Ajudo. Há anos que o presenteei com uma cama com colchão, que ele vendeu. Iria ficar mal, para um naturalista durão e pobre como ele, ter este tipo de conforto. Eu acho que nós da família Steingruber somos um tipo todo especial de gente, que não se deixa, facilmente, colocar em normas da sociedade. Mas deixe-me continuar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha casa existem caixas com cartas e anotações recebidas, principalmente, no período entre 1966 e 1975. Trata-se de cartas de agradecimento de antigos pacientes e seus familiares, ou também cartas de pedidos de pobres. Mesmo a antiga prefeita de Várzea Grande enviou-me um de seus funcionáriosos com uma recomendação para que eu o tratasse. Bilhetes assim, eu recebia em tudo quanto é língua.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna falou:“ Eu tenho o pressentimento que, às vezes, as pessoas de posses passaram a responsabilidade para você. Porque é que eles não mandavam os pobres diretamente para o médico ou para o hospital, com vale de atendimento?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„A sua pergunta soa como heresia, mas eu receio que você tenha razão. Com o meu modo de pensar positivo, eu nunca tive pesamentos assim. Eu achava que as pessoas me procuravam porque confiavam no meu trabalho e nos meus conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu contei a vocês a respeito da Fátima: a menina com os dedos e dedões grudados. Quando eu a encontrei a primeira vez, eu achei que a família dela era pobre. Através da mãe, nós informamos ao pai, que me escreveu uma carta de agradecimento. Eu fiquei surpresa quando vi o cabeçalho da carta, cujo remetente era o coronel Fabriciano. O homem era coronel e trabalhava para o Estado de Minas Gerais. Eu tinha que supor que o homem não era um pobrezinho.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita perguntou: “Um homem assim poderia, com suas relações, ter ajudado a sua filha muito antes. Para a menina, depois de 14 anos de sofrimento, foi um acaso te encontrar num quarto de fundos de um restaurante.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„O seu raciocínio está certo, Rita. A minha recompensa está na chance de conseguir amenizar a dor, curar as feridas, salvar as vidas e também na gratidão dos favorecidos. Se eu tivesse perguntado, a cada paciente, porque ele tinha justamente vindo até mim, eu não poderia ter me estabelecido no Mato Grosso. As pessoas precisavam de ajuda e eu lhes dei. Infelizmente, a nossa mentalidade quer sempre saber o motivo de tudo, e sempre receamos sermos explorados. Isto nos leva a preferir não ajudar do que fazer algo falso. Assim, sofrem muitos ino-centes. Posteriormente eu percebi que muita gente aproveitou da minha benevolência, mas isto, cada um tem que acertar com a sua consciência. Eu nunca achei que estava sendo explorada e a maioria eram boas experiências.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella falou:“Você tem razão. Sempre há alguma ovelha negra. Em muitos países do terceiro mundo, o povo passa fome e a classe dominante e os políticos vivem em abastança. Nós poderiamos, simplesmente, ignorá-los também, mas deixaria este povo ainda mais desamparados, como em muitos casos que vemos, diariamente, na televisão.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Como eu já disse, eu tenho muito mais recordações positivas. Assim, eu consegui curar o Zau, um menino de 8 anos de idade, de uma infecção pulmonar. Quando ele sarou, fez uma caminhada noturna até o meu ambulatório. Como prova da gratidão dos seus pais, ele me trouxe alguns ovos. Muito mais valioso do que o presente, foi constatar a volta de suas forças.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-6657776364519385161?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/6657776364519385161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/02/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/6657776364519385161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/6657776364519385161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/02/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_26.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S4hA7MkzBGI/AAAAAAAAAZI/lsWe_palsNI/s72-c/Rebeca+125.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-529817271990531095</id><published>2010-02-22T14:28:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T14:36:15.311-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S4MG2LDkNkI/AAAAAAAAAYw/LNyBujG9qmA/s1600-h/Frente+funda%C3%A7%C3%A3o+antiga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441200302544139842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S4MG2LDkNkI/AAAAAAAAAYw/LNyBujG9qmA/s320/Frente+funda%C3%A7%C3%A3o+antiga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S4MG1im4zTI/AAAAAAAAAYo/dDdqmwVffos/s1600-h/Escola+nova+Sui%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441200291686436146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 235px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S4MG1im4zTI/AAAAAAAAAYo/dDdqmwVffos/s320/Escola+nova+Sui%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;7. Várzea Grande – Parte III&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1973, o governador do estado do Mato Grosso decretou que a minha obra fosse chamada Obra Beneficente Nova Suíça e que era considerada como de interesse público. Apesar desta consideração oficial eu só pude contar com doações particulares . Mas eu não queria mesmo me prender ao governo ou à igreja,&lt;br /&gt;apesar dos meus meios financeiros se esgotarem frequentemente. Muitas vezes eu nem podia pagar a gasolina para o carro. Eu tratava com a mesma abnegação tanto de brancos como de negros, índios e mestiços.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna se intrometeu: „Desculpe a interrupção. Seus motivos são nobres, mas eu acho você um tanto ingênua. O que você fez era obrigação do governo, e ele que tem verba para ser usada na educação e saúde pública. Uma parte desta verba deveria ter sido dirigida para você.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Vocês não conhecem a mentalidade brasileira. Somente um pedacinho das verbas públicas chegam até onde são destinadas. Muita coisa vai para o bolso de alguém ou desaparece nas administrações descomunais. Nestes orgãos se vê um número imenso de funcionários, mas só poucos trabalham de verdade. Muitos ficam sentados nas suas escrivaninhas lendo jornal, conversando ou matando o tempo. Outros nem aparecem na repartição pública, mesmo assim recebem o salário.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu acredito nisto, Rachel. Mas as entidades não se aproveitaram da sua benevolência e solicitude?“&lt;br /&gt;„Assim, como você está dizendo, eu até te dou razão. Mas eu nunca olhei a questão por este lado. Havia frequentes epidemias na região da Bacia Amazônica. As autoridades oficiais me solicitavam que eu fosse ajudar. Eles me levavam, de avião, até aos lugares onde eu vacinava e tratava das pessoas. Além da minha satisfação pessoal em poder salvar e ajudar os próximos, eu não ganhava nada. Aos médicos e enfermeiras brasileiras, eles teriam que pagar. Mas eu nunca me queixei disto“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Você é um anjo! Mas também anjos têm que comer e beber para sobreviver aqui na terra. Porque você sempre deu tudo, e nunca pediu nada para você mesma, você agora tem que se virar na Suíça com uma renda mínima de aposentadoria. É pouco para sobreviver e muito para morrer. Enquanto que nós economizamos a vida toda para a velhice, você se sacrificou pelos pobres. Eu não entendo porque a prefeitura e o governo não ajudam em casos como este.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna completou: „Quem sabe até exista um fundo para estes casos e nós nunca ouvimos falar a respeito. E se existe, a Rachel não está usufruindo dele.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria falou dengosa: „Do jeito como eu pude ficar conhecendo Rachel nestas últimas semanas, ela sempre pensa tanto no bem dos outros, que nem se lembrava de si mesma. Você, provavelmente, nunca se informou sobre as prováveis opções no seu caso, né?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel acenou com a cabeça, sorriu aquele seu sorriso modesto e simpático, e continuou a narrativa: „Como eu não tinha auxiliares naquela época, a não ser quando a Rebecca estava comigo, eu quase nunca podia me descontrair. Nos dias típicos no ambulatório, eu me levantava às 4 da manhã. Normalmente, quando abria minha porta, já encontrava famílias esperando a vez. Em um dos dias, eu ouvi o gemido de uma criança com dor de dente. A pequena necessitava de um tratamento especial e eu a encaminhei a um dentista. Em um bilhetinho, eu escrevi que a fatura fosse endereçada a mim. Como a mãe sofria dos rins, prescrevi-lhe uma dieta, mas como a paciente era analfabeta, não era fácil cumpri-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de tratar das doenças, eu me preocupava em evitá-las. Eu doava filtros d’água para famílias e mostrava seu uso. Explicava que filtrar a água de beber eliminava os micróbios que trazem certas doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra tarefa era cuidar dos acidentados. Certa vez, alguns homens me trouxeram uma vítima de acidente. A mão do lenhador tinha que ser tratada imediatamente. E assim por diante... Ao mesmo tempo eu tinha que tratar e cuidar dos pacientes hospitalizados no pavilhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rosa perguntou: „Não era um caos a gritaria, as queixas e reclamações?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Normalmente não. Esta gente sofre calada. Eles são amáveis e muitas vezes inteligentes. Eu tentava não só medicá-los, mas também ajudá-los a ter uma vida autônoma e objetiva. Assim, eu conheci um garoto de 16 anos, de nome Máximo, que tinha se ferido gravemente com um machado. Durante sua estadia comigo eu o ensinei a ler e escrever. Mais tarde, ele quis ser professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tinte era um alcoólatra crônico e era tido como pistoleiro. Quando sua mulher morreu ao dar a luz, eu consegui fazer com que ele, paulatinamente, começasse a cuidar dos seus filhos. Ele deixou de beber e me entregou sua arma. Eu a mergulhei em um buraco no pantanal próximo. A partir de então, o Tinte trabalhava como pescador assíduo. Sua família o admirava e amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas minhas tentativas de educação e formação, eu sempre usava exemplos da natureza. Nas florestas da região, existe um inseto que tem a cabeça parecida com a de uma cobra. Com sua tromba, ele suga a seiva das árvores e a armazena em sua cabeça. Quando vem a seca anual, ele sobrevive. Infelizmente, este ente fascinante está em perigo de extinção, por causa das queimadas dos homens. Eu mencionava este animal para mostrar às pessoas como se prevenir: todos os anos, vinha a época mais fria e a chuva. Os buracos e goteiras nas cabanas deveriam ser consertados em tempo, isto é, antes da chuva chegar. Mas eles adiavam tudo e ficavam doentes, inevitavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lógico que eu também cometia erros ou tinha que me contentar com sucessos parciais. Eu tratei de uma certa família com muita atenção. Ela estava praticamente morrendo de fome. A mulher era cega e tinha casado com um homem retardado mental. Os cinco filhos eram também deficientes. Depois de muitas tentativas em vão, eu consegui ensinar a dois dos filhos, a fazer tarefas simples. Com a pesca e a venda de frutas eles ganhavam o sustento da família. Pela primeira vez na vida, essa gente sentiu alegria e alívio. Bom, eu falei o suficiente por hoje. Possivelmente, eu não vou estar aqui por 1 ou 2 semanas.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna perguntou: „Por quê? Nós sentiremos a sua falta.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Na próxima quinta-feira, eu tenho a minha primeira consulta com aquela oftalmologista em Lörrach. Eu vou aproveitar e visitar amigos na Suíça alemã.“&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-529817271990531095?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/529817271990531095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/02/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/529817271990531095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/529817271990531095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/02/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S4MG2LDkNkI/AAAAAAAAAYw/LNyBujG9qmA/s72-c/Frente+funda%C3%A7%C3%A3o+antiga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-1366438350925947589</id><published>2010-01-11T14:50:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T14:55:51.750-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0usa4pLxhI/AAAAAAAAAUU/xKY8LhzJ2pc/s1600-h/Jornal+Rechele+e+Rebeka+crian%C3%A7as+ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425619753979594258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0usa4pLxhI/AAAAAAAAAUU/xKY8LhzJ2pc/s320/Jornal+Rechele+e+Rebeka+crian%C3%A7as+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0usavnb-AI/AAAAAAAAAUM/3L8ZQgJlGM0/s1600-h/jornal+2+ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425619751556347906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0usavnb-AI/AAAAAAAAAUM/3L8ZQgJlGM0/s320/jornal+2+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0usaX6HfsI/AAAAAAAAAUE/y-8d2oCGPao/s1600-h/jornal+1+ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425619745192246978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0usaX6HfsI/AAAAAAAAAUE/y-8d2oCGPao/s320/jornal+1+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Várzea Grande – Parte II&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu tive que viajar diversas vezes para São Paulo. O dinheiro para isto eu recebia da Suíça. Se os meus amigos soubessem quanta coisa boa foi feita com o dinheiro que eles doaram...“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna perguntou: „Quem é que cuidava dos seus interesses na Suíça e administrava o dinheiro doado?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Infelizmente isto estava mal organizado, como eu já mencionei antes. Tenho que confessar ter negligenciado este ponto. Eu estava tão absorvida pelo meu trabalho, que eu achava pouco ou nenhum tempo para as relações públicas.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna continuou: „Certo. Nós suíços queremos ser informados. A nós é de interesse saber dos sucessos ou malogros. Nós, só doamos quando a gente sabe o que vai ser feito com o dinheiro. Eu conheço diversas pequenas organizações, assim como a sua, que mandam, 1 ou 2 vezes ao ano, um folheto informativo aos seus doadores sobre os seus planos e ações. Uma delas informa, toda vez, sobre uma das crianças que estão sob sua guarda. Desta forma, os nossos amigos aqui se identificam melhor com a obra e o trabalho destas entidades.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Você tem razão. Eu deveria ter dado mais atenção a isto. No fim dos anos 60, já se tomavam conhecimento das minhas atividades. A revista suíça Schweizerische Beobachter trouxe uma reportagem de várias páginas sobre a minha obra, tendo uma boa repercussão. Também outras revistas como o Readers Digest e mesmo a grande Schweizer Illustrierte relataram sobre meus feitos no Mato Grosso. Com isso as doações aumentaram consideravelmente. Pois é, mas faltava a coordenação.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu posso imaginar. Você é uma pessoa prática por muitos lados. O que te faltava era uma espécie de manager, que vendesse a sua imagem e a sua obra. Por exemplo, quem pagava os seus vôos dentro do Brasil ou para a Suíça ?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu, naturalmente. Entretanto, no ano passado, um amigo da Swissair mostrou à diretoria minha obra e conseguiu um desconto. Na verdade, eu ganhei um vôo gratuito, que eu pude usar na minha próxima viagem. Além disso, a companhia iria usar, no futuro, a tarifa mais baixa possível para mim.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Você está vendo. É assim que você deveria ter feito a 20 anos atrás! Nas outras coisas deve ser parecido também. Como percebemos, você é muito tímida e modesta neste ponto. Você deveria ter sido um pouco mais atrevida.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„É verdade. Mas quem é que consegue mudar o seu jeito? ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Desculpe a minha intromissão, Rachel. Continue por favor!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Bem longe da civilização, um pai queria extrair um dente molar do filho, com um facão. Ele feriu o menino com o instrumento pouco limpo e a criança adoeceu. Mais tarde ele o trouxe até mim. A minha diagnose era câncer e por isto viajei com o menino para São Paulo. A meu pedido, os médicos trataram dele.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa comentou: „Para nós suíças, isto parece realmente incrível!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Muitas famílias lavam suas roupas em águas correntes, por não ter a possibilidade de as lavar em suas casas. Muitas mulheres faziam isto no rio perto de Várzea Grande. Elas colocavam as roupas sobre pedras para secar. Uma das lavadeiras teve um susto muito grande, quando uma das pedras se mexeu. Não é que, o que parecia uma pedra, era uma cobra enorme e cinzenta (cor de pedra) que estava toda enrolada entre as outras pedras! As colegas da moça a trouxeram para mim e eu ajudei a pobrezinha.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella perguntou: „Você também teve encontros com cobras grandes?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Lógico. Quem viveu como eu tinha encontros com bichos perigosos. Mas eu não tinha medo. Uma vez, de noite, eu ouvi uma batida na minha porta. Eu pensei que era um paciente e abri. Lá estava uma gibóia, que entrou na minha casa rapidinho. Naquela época, havia uma seca muito grande. Eu achei que ela estava com muita sede e por isto, eu enchi um prato com leite, que ela tomou até a última gota, e depois saiu. Quando eu levantei de manhã e sai em frente da casa, eu a vi enrolada num galho de árvore próximo.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Credo, isso não seria nada para mim!!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu salvei um homem da morte. Sua família era tão pobre que nem tinham dinheiro para um caixão. Eles levaram o corpo dele, numa rede, até o cemitério. Eu os encontrei no caminho e perguntei qual tinha sido a causa da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irmão dele respondeu que ele ainda estava vivo. Eles o estavam levando, já agora, porque, como defunto, ele seria muito mais pesado. Ele não tinha comido nada havia dias, esperando pela morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pedi às pessoas que me acompanhassem, pois, eu queria ajudá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu examinei o moribundo no meu ambulatório e vi que os rins dele não estavam mais funcionando direito. Com o consentimento dos parentes eu operei o homem. O rim direito já estava quase apodrecido e eu o extrai. O esquerdo estava melhor. Como não havia possibilidade nenhuma de um transplante, eu tive que tentar com uma dieta. E deu certo! O homem de 40 anos tinha superado a morte.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita perguntou: Você conseguiu enganar a morte muitas vezes?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Muitas. Eu, em várias ocasiões, consegui evitar que pessoas fossem enterradas vivas. A gente simples não sabia o que era estado de coma ou letargia. Nas estradas sempre aconteciam acidentes graves . As beiras de estradas eram, e ainda são hoje em dia, pouco seguras e sinalizadas. Quando as vítimas não se moviam, eram tidas como mortas. Aquelas que chegavam até mim, ou que eu encontrava pelos caminhos, eu reanimava“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella falou: „Estes deviam ser só a ponta do iceberg. Imaginem só quantos homens e mulheres foram enterrados vivos...“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Em alguns dias vinham só poucos pacientes. Outras vezes podiam vir 50, 60 ou até 80. Quando alguém necessitava de um tratamento mais prolongado, era posto em uma das 8 camas ou 20 redes. Nelas, eles ficavam, gratuitamente, até sarar, mesmo se isto durasse meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que eu não tenha cara de muito robusta, posso afirmar que meu trabalho era pesado. Eu não parava, mesmo quando a temperatura atigia 50 graus e a umidade era quase insuportável. Minha vida era espartana. Eu não ligava que o meu teto não me protegesse das saúvas, aranhas venenosas ou cobras. Eu não sabia o que era ter medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos me admiravam quando me viam com o meu calhambeque, viajando por estradas esburacadas e perigosas, ou quando eu marchava através da floresta lamacenta da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, cada vez mais, necessitava de medicamentos, roupas e alimentos para os meus pacientes. Com o passar dos anos, eu tinha vendido praticamente tudo que eu possuia, o que, na verdade, nunca foi muito. Como eu já havia mencionado antes, eu comecei a pedir ajuda aos meus amigos e conhecidos na Suíça, com sucesso. Eu mandava cartas circulares e fazia palestras, durante as minhas raras visitas à pátria. Isto me dava mais algumas colaborações. Mas como você mesma disse, Anna, a gente deveria ter feito mais neste sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo modo, as doações começaram a ter continuidade. Por exemplo, na minha cidade natal, Wald ZH, virou tradição que as coletas da festa de natal da escola dominical fossem doadas à minha instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna perguntou: „Você recebeu, também, alguma condecoração da sua cidade natal, ou de onde você morava antes?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Há alguns meses atrás, a cidade Wald ZH me ofereceu o direito de cidadania e doou uma boa quantia. Eu fiquei muito feliz com a festa. Há mais tempo, Várzea Grande deu-me, também, o direito de cidadã honorária. A cidade de Schönengrund vai, a partir de agora, remeter para a minha fundação uma quantia anual. De Brissago, eu não sei nada ainda.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella falou: „Eu conheço o prefeito e vou lhe contar a respeito do seu trabalho. Eu acho que a gente deve mostrar nossa estima às pessoas enquanto elas estão vivas e não postumamente.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel sorriu modestamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Para auxílio em casos de muita miséria, a Cruz Vermelha Internacional nos enviou duas toneladas de leite em pó. A seção de crianças da „Terre des Hommes“ nos colocou uma quantia à disposição. Com ela será possível financiar os estudos de jovens promissores.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-1366438350925947589?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/1366438350925947589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/01/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/1366438350925947589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/1366438350925947589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/01/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_11.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0usa4pLxhI/AAAAAAAAAUU/xKY8LhzJ2pc/s72-c/Jornal+Rechele+e+Rebeka+crian%C3%A7as+ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-3737500631215437328</id><published>2010-01-03T13:28:00.000-08:00</published><updated>2010-01-03T13:42:55.536-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0EPV1fHYYI/AAAAAAAAAT8/z-oxzYrepcY/s1600-h/D1580-D-0008+OK.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422632294140043650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0EPV1fHYYI/AAAAAAAAAT8/z-oxzYrepcY/s320/D1580-D-0008+OK.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0EPIhTJQyI/AAAAAAAAAT0/gQDkE3foTjY/s1600-h/D1580-D-0006+OK.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422632065382826786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0EPIhTJQyI/AAAAAAAAAT0/gQDkE3foTjY/s320/D1580-D-0006+OK.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0EPIY0tplI/AAAAAAAAATs/R5FlEMLNK-Q/s1600-h/C%C3%B3pia+de+H1580-D-0018+OK.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422632063107704402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0EPIY0tplI/AAAAAAAAATs/R5FlEMLNK-Q/s320/C%C3%B3pia+de+H1580-D-0018+OK.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;7. Várzea Grande – Parte I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez Rachel Steingruber conta para suas amigas do Lar dos Velhinhos de Brissago sobre a sua vida aventureira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu me acostumei rapidamente com a vida na minha casa nova em Várzea Grande. Enfim, eu estava morando e trabalhando na minha própria casa, que eu mesma tinha ajudado a construir e instalar. O tamanho da casa era 10 x 15 metros. Mesmo assim, algumas vezes, era pequena demais para atender aos pacientes. Eu não só atendia na sala, mas também na varanda e, às vezes, até ao ar livre. Isto aconteceu uma vez, quando veio um caminhão cheio de doentes de malária da Bacia Amazônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de estar agora em um subúrbio de Cuiabá, capital do estado do Mato Grosso, eu não encontrava menos miséria do que em Rosário-Oeste, interior do estado. O horizonte está mudando muito com as construções de novos prédios, porém, esta evolução e prosperidade não chegavam até nós. Eu nunca podia me&lt;br /&gt;queixar de ter pouco trabalho. O que melhorou foi a distância para se conseguir documentos ou ajuda. Além disso, os funcionários também me ajudavam, não me cobrando os seus serviços. As maratonas longas e exaustivas diminuíram. O aeroporto também ficava próximo, o que facilitava a viagem para São Paulo ou emergências na Região Amazônica.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna disse: „Eu posso imaginar que esta economia de tempo valia ouro para você. Mas para fazer tudo o que você precisava fazer, o dia deveria ter mais do que 24 horas, né?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„É isso mesmo. Por exemplo: eu tinha acabado de almoçar, numa lanchonete em Cuiabá, quando eu tive que ir ao banheiro. No caminho para lá, eu vi, num cantinho escuro, uma menina de 14 anos sentada no chão de terra. De curiosidade eu me aproximei. Quando os meus olhos se acostumaram com a pouca luz que havia, eu percebi o que ela tinha: os seus braços e pernas não haviam se desenvolvido direito durante a gravidez da mãe. As mãos pareciam fechadas e não tinham dedos. Ela também não tinha dedões nos pés. Provavelmente, ela nasceu prematura. Enquanto eu a examinava, ouvi a voz da mãe ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos de Minas Gerais e viemos para cá há alguns meses atrás. Eu tinha a esperança que alguém ajudasse a Fátima. Mas até agora foi em vão. Minha filha não pode ficar em pé e nem andar. Ela sempre fica sentada ou deitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tomei uma resolução rápida. Depois de ir ao sanitário, eu fui chamar dois homens fortes. Pedi a eles que levassem a menina até o meu Jeep. A mãe sentou-se ao meu lado, no banco da frente e fomos para o ambulatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando, dei um banho e troquei a roupa da menina. Eu sabia que neste caso eu não poderia fazer mais nada. Eu fiz a minha mala e informei a mãe, uma pessoa pequena, magra e pobremente vestida, que eu iria levar a Fátima, comigo, para São Paulo. Na Clínica da Universidade, eles, às vezes, ajudavam pacientes de graça. Mas era necessário ter muita paciência. Eu disse a ela que esperasse por nós na casa dela. Logo que tivéssemos alguma novidade, eu iria informá-la.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita interrompeu: „Mas a viagem não era perigosa? Eu imagino que as estradas não deviam ser tão boas e seguras como aqui. Porque você não foi de avião?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Respondendo à primeira pergunta: os vôos domésticos são muito caros e eu teria que pagar duas passagens. Além disso, eu não tinha certeza de conseguir lugares neste curto espaço de tempo. Com relação ao perigo, você tem razão. No caminho para São Paulo, fomos surpreendidas por um temporal. A noite se tornou mais escura ainda. Eu estava dirigindo numa velocidade condizente e de repente o trânsito parou e nós ficamos em um engarrafamento. Os carros já estavam parados havia alguns minutos. Desci do Jeep e fui olhar o motivo. Lá estava um velhinho com uma lamparina a petróleo mostrando o que tinha restado de uma ponte desmoronada. Um córrego manso, que corria por baixo, tinha se transformado num rio torrencial. Ele tinha minado os pilares e arrancado uma boa parte da estrutura. Mais tarde, fiquei sabendo que sete veículos tinham caído no precipício, sem nenhuma advertência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem tinha acordado com o ruído das águas e outros rumores desconhecidos. Demorou até que ele acendesse a sua lamparina. Quando ele chegou na ponte, deparou com o buraco enorme. Ele voltou para a margem e parou o trânsito. Com sua presença de espírito ele salvou muitas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, ele não sabia o que estava acontecendo do outro lado do rio. Isto é, se havia alguém fazendo o mesmo que ele. Ele me descreveu o caminho para a outra ponte. Assim, como eu, muitos outros carros manobraram procurando a próxima passagem sobre o rio, que ficava a alguns quilômetros rio abaixo. Por sorte, ela ainda estava inteira. Eu acordei as pessoas do posto policial mais próximo, e pedi que fossem ao local do acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o resto do caminho, eu agradeci a Deus por me ter protegido.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella disse: „Imagine o que teria acontecido, se você tivesse dirigido mais rápido e chegado antes ao rio ...“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rosa completou: „O salvador de muitas vidas humanas devia ser bem pobre e nem saber ler ou escrever. – Mas como é que continuou a história da Fátima?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Depois deste incidente, nós chegamos sem mais problemas na metrópole do sul. Porém, eu não era a única a saber da caridade dos médicos da Clínica da Universidade. A fila fazia quase a volta no quarteirão. As pessoas ficavam, durante dias e noites, até o porteiro as chamar e dizer que havia uma vaga. Eu sabia disso e tomei minhas precauções. Eu havia levado água, alguma comida e também cobertores para domir.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna interrompeu: „Você também teve que ficar na fila e esperar tanto? As pessoas não te trataram melhor?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Infelizmente não. Eu até perdi a conta dos dias e noites passados na fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente chegou a vez da Fátima, os médicos a trataram com muita consideração. Eu pude assistir a operação que durou horas. Num trabalho minucioso, os médicos soltaram os dedos e dedões dando-lhes mobilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paciente teve que permanecer no hospital e eu voltei para Cuiabá, para tratar dos meus enfermos. Depois de dois meses, recebi a notícia de que eu poderia ir buscar a menina. Fiquei felicíssima quando eu vi o que os médicos e fisioterapeutas tinham conseguido: a Fátima veio andando ao meu encontro, um pouco insegura ainda. Ela também me mostrou que já conseguia dar um ponto em um pano com uma agulha. Este exercício ajudava-a a melhor sentir seus dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta menina, feliz, ainda ficou um tempo comigo, me ajudando. Eu a ensinei a bordar, e com isto ela, mais tarde, ganhava o sustento de sua família. Depois de longos 14 anos, finalmente, ela se sentia como gente. Antes, era uma aleijadinha vegetando por aí.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-3737500631215437328?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/3737500631215437328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/01/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3737500631215437328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3737500631215437328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2010/01/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/S0EPV1fHYYI/AAAAAAAAAT8/z-oxzYrepcY/s72-c/D1580-D-0008+OK.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-7671907899789294975</id><published>2009-12-26T05:49:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T05:56:54.661-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;6. Excursões – Parte IV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as minhas estadas na pátria, diversas moças me perguntavam se poderiam viajar comigo para me ajudar, mesmo uma enfermeira formada se ofereceu. As outras eu teria que ensinar. Eu gostaria muito de ter aceito estas ofertas, pois, trabalho é o que não faltava. Mas onde é que as auxiliares iriam morar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tratando da maioria dos pacientes nas casas deles, existiam sempre os casos graves que tinham que ficar no ambulatório. Isto acontecia em condições muito primitivas. Eu queria construir uma casa que, além da cozinha e da sala (que servia de consultório), tivesse mais dois quartos para visitantes e uma sala maior para os doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu imaginava poder contratar essas moças por dois ou três anos. Elas teriam, certamente, um tempo instrutivo e repleto de desgastes. Muitas delas iriam sofrer bastante por causa do clima. Mas eu não duvidava que mesmo nestas condições eu conseguiria pessoal.“ &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419542746639335250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SzYVagJ7f1I/AAAAAAAAATc/l5062qJf07Y/s320/F1580-K-0015+-+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Anna interrompeu: „E estas moças iriam ver de perto o que você fez e que tarefas ainda te aguardam e, certamente, quando voltassem para a Suíça, te ajudariam na sua missão. Talvez conseguindo doações ou doando elas mesmas.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Certo. A casa teria que ser construída logo, pois, a cabana atual estava com perigo de desmoronar. Como eu tinha terminado o meu aprendizado de professora, com sucesso, eu não estava mais tão presa à escola de Rosário-Oeste. Eu acho que foi outra vontade do destino, que os maridos de duas das minhas melhores amigas se prontificassem a me ajudar.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa perguntou: “Como é que você conseguiu isto?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Esta oportunidade apareceu quando eu passava alguns meses na Suíça. Enquanto isso, Rebecca cuidava do ambulatório. Um desses homens, que trabalhava para a SBB (estrada de ferro suíça), conseguiu seis meses de licença. Para o outro, seu empregador concedeu um ano inteiro de licença. Ele queriam viajar para Várzea Grande para começar a construção da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles amigos do bom empreendimento fizeram a primeira etapa, que dependia muito da situação financeira. A gente pelo menos poderia mudar da cabana de barro quase desabando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse para os dois que até agora eu tinha vivido muito modestamente. Isto iria continuar assim, pois, ninguém deveria me acusar de aproveitar da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto não podia ser comparado com as construções na Europa. Principalmente pelos preços, que tinham outras dimensões. Com exceção de alguns serventes nativos, os outros trabalhadores trabalhavam de graça. Meus amigos e eu construímos até que a conta na Suíça se esgotasse. Neste ponto tivemos que esperar até conseguirmos alguma reposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sonhava em construir, no meu terreno, um pequeno hospital com enfermaria e também uma escola primária. Será que eu iria conseguir isto? Quando?&lt;br /&gt;Só quem viveu por um tempo mais longo no Brasil é que vai me entender. No começo a gente tem vontade de ajudar. Eu queria fazer algo onde ninguém estivesse fazendo nada. Onde, sem o meu trabalho, as pessoas ficassem inteiramente à mercê da sua miséria. Mas tudo deu diferente do que eu pensava. Eu estava gostando da gente no Mato Grosso. Eu respeitava seu jeito cordial e corajoso de lidar com sua vida penosa.&lt;br /&gt;Nas cidades maiores a coisa estava melhorando. A situação não era mais tão desolante. Quem queria trabalhar, tinha o que comer e podia se vestir condignamente. Mas era difícil fazer com que as pessoas trabalhassem regularmente. Possivelmente, o danado deste clima fazia com eles ficassem assim. &lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419542745457542642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SzYVabwKxfI/AAAAAAAAATU/o8PzJj8ZG_g/s320/F1580-K-0014+-+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando visitantes saíam apenas poucos quilômetros dos centros urbanos, eles viam que o progresso acabava, e a situação das estradas eram tão precárias que eles pensavam que nunca iriam alcançar as cabanas paupérrimas do sertão, da selva e do pantanal. Também era difícil convencer os moradores a deixarem seus casebres miseráveis e insanos. Eles não queriam se mudar para cidades maiores. Os mortos eram enterrados embaixo do chão de terra batida de suas casas. Eles queriam viver perto deles e sob a sua proteção.“ &lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419542738400939266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SzYVaBdvjQI/AAAAAAAAATM/K_mP0Q1X-yA/s320/F1580-K-0013+-+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Rita comentou: „Eu acho este ponto de vista maravilhoso! Isto vai além da crendice primitiva. É mais do que lealdade pelo recebido: a certeza de que, quem uma vez viveu numa sociedade próxima, permaneceria inseparável para sempre!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„É verdade. Amanhã eu vou contar para vocês sobre os meus primeiros tempos em Várzea Grande.“&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;TENHAM TODOS UM FELIZ NATAL!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;UM NATAL COM JESUS!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;UM NATAL SEGUINDO OS EXEMPLOS DE RACHELE E REBECCA...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419542752207209090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SzYVa05agoI/AAAAAAAAATk/v1U9BWNqtC0/s320/f_jl9tbb0st1um_cd19fa7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-7671907899789294975?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/7671907899789294975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/12/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/7671907899789294975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/7671907899789294975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/12/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_26.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SzYVagJ7f1I/AAAAAAAAATc/l5062qJf07Y/s72-c/F1580-K-0015+-+ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-3553002671556042568</id><published>2009-12-24T12:36:00.001-08:00</published><updated>2009-12-24T12:55:03.063-08:00</updated><title type='text'>E Para Nós, Onde Jesus Nasceu?</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SzPTmMbttCI/AAAAAAAAAS8/4FF8tIEz2rU/s1600-h/jesus+natal1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418907429782795298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SzPTmMbttCI/AAAAAAAAAS8/4FF8tIEz2rU/s320/jesus+natal1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; Perguntemos a Maria de Magdala, onde e quando nasceu Jesus. &lt;div&gt;&lt;div&gt;E ela nos responderá: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"- Jesus nasceu em Betânia. Foi certa vez, que a sua voz, tão cheia de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova com a qual até então jamais sonhara."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Perguntemos a Francisco de Assis o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele nos responderá: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"- Ele nasceu no dia em que, na praça de Assis entreguei minha bolsa, minhas roupas e até meu nome para segui-lo incondicionalmente, pois sabia que somente ele é a fonte inesgotável de amor."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perguntemos a Pedro quando deu o nascimento de Jesus, Ele nos responderá: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"- Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifas, na noite em que o galo cantou pela terceira vez, no momento em que eu o havia negado. Foi nesse instante que acordou minha consciência para a verdadeira vida."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perguntemos a Paulo de Tarso, quando se deu o nascimento de Jesus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele nos responderá: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"- Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando, envolvido por intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava: &lt;em&gt;Saulo, Saulo porque me persegue&lt;/em&gt;? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E na cegueira passei a enxergar um mundo novo quando eu lhe disse: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- &lt;em&gt;Senhor, o que queres que eu faça&lt;/em&gt;?!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418907433733260786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SzPTmbJlBfI/AAAAAAAAATE/8wBmzm2ls3E/s320/jesus+natal+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Perguntemos a Joana de Cusa onde e quando nasceu Jesus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ela nos responderá: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"- Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, eu ouvi o povo gritar: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Negue! Negue! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o soldado com a tocha acesa dizendo: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Este teu Cristo ensinou-lhe apenas a morrer? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi neste instante que, sentindo o fogo subir pelo meu corpo, pude com toda certeza e sinceridade dizer: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não me ensinou só isso, Jesus ensinou-me também a amá-lo."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perguntemos a Tomé onde e quando nasceu Jesus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele nos responderá: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Jesus nasceu naquele dia inesquecível em que ele me pediu para tocar as suas chagas e me foi dado testemunhar que a morte não tinha poder sobre o filho de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só então compreendi o sentido de suas palavras: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- &lt;em&gt;Eu sou o caminho, a verdade e a vida&lt;/em&gt;."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418907425596602162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SzPTl81pdzI/AAAAAAAAAS0/g3dIBEd1ZK8/s320/jesus+natal.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Perguntemos à mulher da Samaria o que ela sabe sobre o nascimento de Jesus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ela nos responderá: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Jesus nasceu junto à fonte de Jacob na tarde em que me pediu de beber e me disse: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- &lt;em&gt;Mulher eu posso te dar a água viva que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica as criaturas&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquela tarde soube que Jesus era realmente um profeta de Deus e lhe pedi: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Senhor, dá-me desta água."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Perguntemos a João Batista quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"- Jesus nasceu no instante em que, chegando ao rio Jordão, pediu-me que o batizasse. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ante a meiguice do seu olhar e a majestade da sua figura pude ouvir a mensagem do Alto: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Este é o meu Filho Amado, no qual pus a minha complacência! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Compreendi que chegara o momento de ele crescer e eu diminuir, para a glória de Deus."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perguntemos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele nos responderá: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"- Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que visitou o meu túmulo e disse: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Lázaro! Levanta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste momento compreendi finalmente quem Ele era... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Ressurreição e a Vida!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perguntemos a Judas Iscariotes quando se deu o nascimento de Jesus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele nos responderá: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"- Jesus nasceu no instante em que eu assistia ao seu julgamento e a sua condenação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Compreendi que Jesus estava acima de todos os tesouros terrenos."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perguntemos, finalmente, a Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ela nos responderá: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas, que eram focos de luzes guiando os pastores e suas ovelhas ao berço de palha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi quando o segurei em meus braços pela primeira vez e senti se cumprir a promessa de um novo tempo através daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens a lei maior do amor. " &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Agora pensemos um pouquinho: E para nós, quando Jesus nasceu? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pensemos mais um pouquinho: e se descobrirmos que ele não nasceu? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Então, procuremos urgentemente fazer com que ele nasça um dia destes, porque, quando isso acontecer, teremos finalmente entendido o Natal e verdadeiramente encontrado a luz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que Jesus nasça em nossos corações e que seja sempre Natal em nossas vidas, para que nunca nos falte a Esperança e a Alegria Cristã. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;FELIZ ANO NOVO!!!!!! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É Jesus que vem de novo, falar ao coração do povo! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Autor: Texto atribuído a Chico Xavier, com base no capítulo "Cristo Nasceu? Onde? Quando?", do livro Em Torno do Mestre, de Vinícius, ed. FEB)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418907420817864130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SzPTlrCTtcI/AAAAAAAAASs/p5xkexAfsWI/s320/beb%C3%AA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Se já te permites banhar pelas claridades do Evangelho, permite que Jesus nasça em teu coração.&lt;br /&gt;Deixa que as vibrações Dele te cheguem ao Espírito e espalha o perfume da Sua presença, na senda por onde avanças na busca da vida.&lt;br /&gt;Refaze, mentalmente, o caminho percorrido, desde que a sinfonia da Boa Nova te alcançou e propõe-te a viver a mensagem do Mestre que é o teu Modelo e Guia, Jesus.&lt;br /&gt;Então, Ele finalmente nascerá em ti.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Desejamos a todos um Feliz Natal.!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-3553002671556042568?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/3553002671556042568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/12/e-para-nos-onde-jesus-nasceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3553002671556042568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3553002671556042568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/12/e-para-nos-onde-jesus-nasceu.html' title='E Para Nós, Onde Jesus Nasceu?'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SzPTmMbttCI/AAAAAAAAAS8/4FF8tIEz2rU/s72-c/jesus+natal1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-8191773714419686515</id><published>2009-12-13T05:16:00.000-08:00</published><updated>2009-12-13T05:23:29.183-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SyTquqgCtiI/AAAAAAAAASk/zz_pfqT2QtM/s1600-h/blog+ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414710739409745442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SyTquqgCtiI/AAAAAAAAASk/zz_pfqT2QtM/s320/blog+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SyTquUI03OI/AAAAAAAAASc/WdzkvIH24VY/s1600-h/H1580-D-0012+-+OK.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414710733406788834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SyTquUI03OI/AAAAAAAAASc/WdzkvIH24VY/s320/H1580-D-0012+-+OK.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SyTquLbIsDI/AAAAAAAAASU/6TwjxMF5J1k/s1600-h/D1580-D-0004+-+OK.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414710731067666482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SyTquLbIsDI/AAAAAAAAASU/6TwjxMF5J1k/s320/D1580-D-0004+-+OK.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;6. Excursões – Parte III&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando eu abrangia tudo com a vista e refletindo bem, eu tinha que dizer, que eu estava somente no início. Isto, quando eu já tinha chegado no limite da minha própria capacidade. Eu sentia que não poderia mais abusar do meu corpo como até então. Mesmo assim, eu queria concretizar meus planos para o futuro. Fim de 1962, eu assinei um contrato de compra de um terreno.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna perguntou: „Como é que isso foi possível? Nesses últimos dias, você nos contou que vivia com pouco dinheiro.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Neste caso também foi destino: no meio da noite chegou um latifundiário até o meu ambulatório. Ele estava totalmente desesperado, batendo na porta da minha cabana de barro. Depois que entrou, desandou em prantos. Ele me contou uma&lt;br /&gt;história incrível, para pessoas que não conhecem a situação da região. O homem possuia muitas terras mas não tinha dinheiro vivo. Ele havia feito uma dívida de honra que estava para vencer. Seus credores tinham lhe ameaçado de morte, caso ele não pagasse pontualmente. Eu sabia que nesta terra a vida de uma pessoa não valia muito. As pessoas não são muito delicadas e ele teria que contar com um atentado contra a sua vida. Ele pensava que eu era americana, por eu ter trabalhado na missão antigamente. Todo mundo pensa que todo cidadão americano é cheio de dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu expliquei para ele que eu era suíça e que não tinha quase nada. Eu não sabia como ajudá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente ele teve um ataque de choro. Ele implorou, dizendo que mesmo uma quantia mínima, no momento, o salvaria do pior. Quem sabe ele poderia ter um prazo para a quantia restante. – Ele perguntou se a minha pátria não era rica. Na Europa, certamente, não haveria miséria e nenhum assassino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a minha dó não fosse tão grande, eu talvez tivesse rido. Eu o acalmei e expliquei a situação. Nada o impressionou mais do que quando eu assegurei-lhe que nós, na Suíça, não tínhamos dólares. Mesmo assim, meu cérebro trabalhava a mil. Eu tinha certeza de que não receberia nenhum franco de volta, se eu lhe emprestasse. Entretanto, ele me ofereceu um bom terreno. Ele não foi muito generoso, mas me ofereceu um bom preço. Eu tinha no meu quarto o equivalente a 300 francos, escondidos.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella comentou: „Então você não fazia tudo de graça, né?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Fazia sim. No Brasil as pessoas não me pagavam em dinheiro. Eu também não teria aceito nada. Elas tinham que saber que eu as ajudava de graça, senão os pobres teriam morrido sós em suas cabanas. Mas havia fazendeiros que me traziam gêneros. Como eu já contei antes, eu trabalhava, às vezes, no Hospital Samaritano em São Paulo e ganhava um dinheirinho.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olhou meio sentida para a Graziella, que baixou a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Desculpe por favor. Mas eu tive que fazer esta pergunta. Você tinha se gabado de nunca aceitar nada. Eu achei que esta atitude era infantil. Você me explicou agora o motivo. O dinheiro dos ricos você poderia usar, depois, para os pobres, por exemplo na compra de medicamentos ou do terreno.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„É verdade, mas eu não fiz isso. Eu estou vendo que vocês acompanham bem as minhas narrativas e são críticas com elas. – Há anos atrás, os meus amigos na Suíça, abriram uma conta de banco em Zurique com o nome „Obra Beneficente Armenhilfe“ (auxílio aos pobres), para a qual iam as doações obtidas. Foi de lá e do meu trabalho no hospital que eu guardei este dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem me ofereceu um bom terreno. Daqui a alguns anos, certamente, valerá bem mais, se estiver a venda. Eu decidi fazer o negócio. Era proveitoso para os dois lados. Eu fui buscar o dinheiro e o entreguei ao fazendeiro, contra um recibo. O brasileiro entrou numa verdadeira verbosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda faltavam 200 francos, que eu iria conseguir na Suíça. Eu disse a ele que solicitasse um adiamento do prazo, em meu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava pisando num pedaço de terra próprio. Era constituído de capim, mato e pedras, mas ele pertencia à área comunal de Rosário-Oeste. Eu muitas vezes ia até lá, por alguns momentos, ou ia em pensamento. Eu estava mais próxima da concretização dos meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter agora um terreno meu, eu ainda não estava completamente feliz em Rosário-Oeste. Diversas vezes eu arranjava papelada para as pessoas: homens precisavam de uma confirmação para que pudessem trabalhar. Outros não tinham certidão de nascimento. Nestes casos, prestativa como sou, eu os levava a Cuiabá. A viagem e a burocracia me tomavam dias. As estradas eram muito ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um médico começou as suas atividades em Rosário-Oeste, aliviando um pouco a minha carga de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos os cidadãos de Várzea Grande – um bairro das redondezas de Cuiabá – tinham me assediado para ir trabalhar lá. Quando eu estava conversando com meu irmão Benjamim sobre a idéia da construção da casa, eu me decidi: eu tinha comprado o terreno, bem em conta naquela época. Custos para puxar água e luz, imposto territorial e outras despesas iriam custar muito dinheiro. Meu irmão co-nhecia um suíço, que tinha diversos terrenos em Várzea Grande. Para ajudar a minha obra, ele concordou num negócio de troca.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-8191773714419686515?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/8191773714419686515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/12/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/8191773714419686515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/8191773714419686515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/12/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_13.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SyTquqgCtiI/AAAAAAAAASk/zz_pfqT2QtM/s72-c/blog+ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-8548261215008222904</id><published>2009-12-11T15:02:00.001-08:00</published><updated>2009-12-11T15:08:59.304-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SyLQ7bHRgnI/AAAAAAAAASM/GJFrMfOEZx4/s1600-h/Rebeca+145+ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414119421361881714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 209px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SyLQ7bHRgnI/AAAAAAAAASM/GJFrMfOEZx4/s320/Rebeca+145+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SyLQ632VgYI/AAAAAAAAASE/5JXamJjwiDk/s1600-h/Rebeca+144+ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414119411895599490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SyLQ632VgYI/AAAAAAAAASE/5JXamJjwiDk/s320/Rebeca+144+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;6. Excursões – Parte II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Em 1963, eu fiquei com malária. Isto pode acontecer, apesar de todas as precauções. Mesmo com 41 graus de febre, eu tive que fazer um parto, mas depois eu entreguei os pontos. A Rebecca fez com que eu fosse levada para o hospital em São Paulo. Ainda bem que minha irmã estava no Brasil naquela época. Ela cuidou do ambulatório durante este período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas semanas eu fiquei entre a vida e a morte. O pior de tudo, foi eles terem dado a notícia, pelo rádio, que eu havia morrido.Os poucos que tinham um aparelho e ouviram a má notícia, a espalharam por todos os cantos. Muitas pessoas, que eu havia ajudado, vieram chorando até minha irmã. Elas vinham de longe até o ambulatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um pequeno rádio de pilha empoeirado em cima da cômoda, mas Rebecca não teve nem tempo de ligá-lo. Como não sabia de nada, entrou em pânico, quando os mensageiros chegaram com a horrível notícia. Não havia possibilidade de se comunicar rápido com o hospital. Rebecca ficou com um medo tremendo. Felizmente, chegou uma carta minha desmentindo a notícia.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rosa interrompeu: „Porque ela não telefonou para o hospital e perguntou sobre o seu estado?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Primeiro, nós, naquela época, não tínhamos um linha telefônica. Eu duvido que houvesse sequer uma em Rosário-Oeste. Em segundo lugar, minha irmã só tinha estado algumas vezes no Brasil e não conhecia ainda todos os recursos possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após algumas semanas – era o ano de 1964 – eu pude voltar para casa como curada. De Cuiabá a Rosário-Oeste, eu viajei de ônibus. Que acolhida! A cabana estava enfeitada (com flores do meu jardim, é lógico). Centenas de pessoas cercaram a mim e a Rebecca, marchando pelas ruas. Elas faziam gestos eufóricos, gritavam e riam. Sempre se ouvia a mesma pergunta: Como vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses instantes eu ficava comovida. Eu me lembrava do provérbio da gota d’água, um pouco modificado: de gota em gota se fura a pedra! Lágrimas de agradecimento rolaram pela minha face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu já mencionei antes, as viagens duravam normalmente três semanas, só ou acompanhada. A primeira e a última semanas eram para o caminho de ida e volta, com suas interrupções inesperadas. A semana do meio era para a ajuda e tratamentos na região escolhida antecipadamente. Eram só sete dias, mais tempo não era possível. O trabalho principal em Rosário-Oeste não podia ser relaxado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as excursões, normalmente faltavam oportunidades para se lavar ou dormir devidamente. Não havia jeito de mudar de roupa. Além disso, era sair de uma cabana imunda para entrar noutra. Em casa, a primeira coisa a fazer era buscar água. Mas como é que a gente ia conseguir isto? A porta da cabana já estava cheia de gente. Entre eles, homens esperando, há dias, para me levar até suas esposas, em trabalho de parto. Dores de parto em corpos doentios. Imagine em que estado iria encontrar estas pobres? Mas primeiro, tínhamos que cuidar dos que esperavam no banco da frente, ao lado dele ou na soleira da porta. Quando a Rebecca estava morando comigo, era ela que assumia esta parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas condições, qual era a pressa de ter água ou de tomar o muito esperado banho? Quando é que chegava a hora de comer ou de dormir? Mas eu não me queixava. Eu fazia tudo o que tinha que ser feito rapidamente. Eu era saudável e forte suficiente, apesar do sono que me restava de vez em quando. Não era o sono que me fazia feliz, mas sim o que eu fazia nas horas acordadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do caminho ou nos momentos de descanso, eu, muitas vezes, pensava como tudo iria continuar. Será que era suficiente ajudar e curar? Será que eu não estava lutando contra circunstâncias e situações que excediam as minhas forças, neste meu âmbito limitado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu precisava tentar fazer com que o povo me ajudasse, na medida do possível. As pessoas não podiam continuar assim desamparadas. Também os mais pobres deveriam aprender a ler e escrever. Eles deveriam reconhecer os valores de moradias limpas e de higiene do corpo e, naturalmente, aplicá-los. Além disso, era necessária uma alimentação conveniente, isto é, eles precisavam de uma outra atitude em relação aos legumes e frutas. Por exemplo: como é saudável o limão! Não só como fornecedor de vitamina C, mas também para deixar a boca fresquinha! Mas o que os nativos pensavam a respeito dele? Quando uma mulher tinha um filho e próximo da casa, onde ela estava, havia um limoeiro, as pessoas a levavam rapidamente para outro local. Também durante o resguardo, ela não podia ficar perto de um lugar onde crescesse esta fruta perigosa. Segundo eles, o limão provocava doenças do sangue!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que as pessoas do mato teriam a capacidade de serem instruídas? E quem poderia ajudá-los a conseguir o saber necessário? Eu tentava esclarecer pacientes que ficavam em tratamento por mais tempo no ambulatório. As pessoas mais idosas me olhavam com olhos arregalados e nem escutavam direito o que eu estava dizendo. Eu percebi que eles não iriam mais mudar os seus pontos de vista e costumes. Eles, há muito tempo, tinham resignado com o seu destino, seus medos e misérias e a limitação da vida. Tinham medo de conhecer coisas novas, e diziam até que os demônios não iriam gostar se eles tivessem pensamentos assim, e que iriam lhes mandar doenças e a seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os jovens, eu percebia que muitas das minhas palavras eram bem aceitas. Eu sempre encontrava reconhecidos com vontade de aprender. Era um material humano de grande valor e importância, pois, estava a espera de ser formado. Mas isto tinha que ser feito, sistematicamente, com base e não com conversas ocasionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta gente precisava de instrução, mas de uma forma, que a tabuada, ler e es-crever fossem só uma das partes do plano didático. De mesma importância era o conhecimento prático da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como eu poderia resolver esta tarefa? Não era só uma questão de tempo, mas também da própria preparação. Um dos meus lemas era: não fazer nada pela metade! Não me meter a fazer nada que eu não fosse apta! Este velho lema me daria o que fazer, mas eu pressentia que era uma coisa certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tinha tido sorte muitas vezes. E tive sorte mais uma vez. Cuiabá, o primeiro lugar onde eu trabalhei, estava se expandindo e a população estava aumentando. A indústria de óleo de coco trazia mais conjuntura. Os pobres ganharam sementes para incentivá-los ao plantio. Também outras empresas atraíam trabalhadores. O problema escolar não era mais só meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freiras católicas começaram, por ordem do governo, a dar cursos para formar professoras. Eu me inscrevi para um deles em Rosário-Oeste. Os responsáveis mostraram consideração com o meu caso especial. Junto comigo, a única estrangeira, havia uma dúzia de moças entre 18 e 23 anos de idade. Como eu me prontifiquei, dentro do plano didático, a dar aulas de higiene, primeiros socorros, francês e trabalhos manuais, as diretoras me dispensaram da mensalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curso durava quatro anos e as alunas bem sucedidas receberiam um diploma de professora, reconhecido pelo governo. Eu comecei o curso em 1961 e ia às aulas na parte da manhã, porém, muitas vezes eu tinha que pedir tolerância, quando precisava sair no meio da aula: um acidente, complicações repentinas com uma parturiente ou ida a um moribundo eram os motivos para isto. De tarde, eu dava aulas para minhas colegas – como foi combinado. Mas mesmo estas, sempre ti-nham interrupções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, ainda fazia as viagens curtas ou longas. Os livros e revistas ficavam por cima do volante do Jeep. Eu estudava, mesmo de noite. Isto não quer dizer que eu, de repente, tenha conseguido pausas noturnas maiores. Durante a viagem, então, nem se fala! Mas mesmo o ambulatório não me dava mais tregua. Eu tinha colocado uma placa na porta: horário de consultas das 08.00 as 12.00 e das 14.00 as 18.00 horas. Mas mesmo as pessoas que entendiam o texto não ligavam para ele, muito menos as que vinham de longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu consegui terminar os quatro anos e tenho, desde então, o diploma de professo-ra. Para isso, eu tive que aprender a língua portuguesa corretamente com todas as regras. Agora eu tinha conseguido a base para as minhas atividades.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa interrompeu: „ Houve algum problema por causa da sua doença? Como você contou anteriormente, o seu caso de malária foi exatamente nesta época. Você teve que repetir este ano?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Não, porque o Brasil não é Suiça. Eu tinha 20 anos mais do que as minhas colegas e por isso mais experiência. Os responsáveis pela escola deram valor a minha sabedoria de vida. Além disso, eu adorava estudar, como muitas outras coisas que eu fazia. Antes da minha ida para o hospital, eu já estava bem adiantada no plano didático. Depois eu consegui recuperar tudo. O programa era feito para o sistema brasileiro, isto é, havia classes de manhã, a tarde e a noite. Com os meus 40 anos, eu tinha uma outra atitude em relação à vida e ao meu trabalho, comparado à visão das moças novinhas. Para elas, o divertimento e o namoro eram mais importante do que a escola.&lt;br /&gt;Eu me sentia muito satisfeita com o sucesso das minhas experiências educacionais, de vez em quando. Eu gostava de entrar em uma cabana, que agora estava limpa e com uma toalha sobre a mesa. Eu admirava o trabalho de ponto cruz, que eu tinha ensinado, feito com material de sobras que eu havia comprado baratinho numa fábrica em São Paulo. Mais uma vez, lembrei-me do provérbio da gota d’água na pedra quente e da pergunta: Como é que tudo isso vai continuar? Era um verdadeiro aprendizado... &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414119401798515570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SyLQ6SPAO3I/AAAAAAAAAR8/1b3k2kqNM_A/s320/149+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-8548261215008222904?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/8548261215008222904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/12/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/8548261215008222904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/8548261215008222904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/12/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_11.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SyLQ7bHRgnI/AAAAAAAAASM/GJFrMfOEZx4/s72-c/Rebeca+145+ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-935532997689985414</id><published>2009-12-06T05:05:00.001-08:00</published><updated>2009-12-06T05:36:29.557-08:00</updated><title type='text'>Eventos do final de ano.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Workshop Beneficente com os facilitadores Lacordaire Abrahão Faiad e Aly Baddauhy Jr.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuytB8vbVI/AAAAAAAAARw/5hzQAjjMFq8/s1600-h/banner+curso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412115863902842194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuytB8vbVI/AAAAAAAAARw/5hzQAjjMFq8/s320/banner+curso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagem de final de ano aos colaboradores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxuys4dZslI/AAAAAAAAARo/-lRZ4CQwHuc/s1600-h/natal_cartinha_papai_noel_3.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412115861355475538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxuys4dZslI/AAAAAAAAARo/-lRZ4CQwHuc/s320/natal_cartinha_papai_noel_3.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-935532997689985414?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/935532997689985414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/12/eventos-do-final-de-ano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/935532997689985414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/935532997689985414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/12/eventos-do-final-de-ano.html' title='Eventos do final de ano.'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuytB8vbVI/AAAAAAAAARw/5hzQAjjMFq8/s72-c/banner+curso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-6021195157827041932</id><published>2009-12-06T05:05:00.000-08:00</published><updated>2009-12-06T05:10:05.094-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxus9rqfK5I/AAAAAAAAAPA/qK65fvnQvXw/s1600-h/blog+ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412109552908708754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxus9rqfK5I/AAAAAAAAAPA/qK65fvnQvXw/s320/blog+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;6. Excursões – Parte I&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como nos dias anteriores, Rachel Steingruber conta para suas novas amigas sobre suas vivências no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Rebecca e eu visitávamos, alternadamente, a selva do norte e também a região pantanosa do sul. Longas distâncias só podiam ser superadas por via aquática. Ou os índios nos mandavam alguém que nos levasse, de canoa, até eles, ou nós tínhamos que contratar homens que nos levassem, à remo, até nosso objetivo. O salário era, por exemplo, um canivete. Nessas viagens pelos rios ou através deles, nós ficávamos expostas a vários perigos. O pior deles era a malária. Sobre isto, eu conto depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um certo dia eu quase que precisei, eu mesma, do soro contra mordida de cobra. O calor era sufocante. Nós tínhamos acabado de atravessar um rio e estávamos desembarcando do outro lado, que era meio pantanoso. Lá, nos pusemos a caminho. Rebecca e eu estávamos ofegantes por causa do calorão que, tanto subia da lama vermelha, como também vinha do ar embaçado. Isto, nos fazia suar em bicas. O que fazer para nos aliviar? As botas não só machucavam como também apertavam as pernas inchadas. Eu fiquei pensando, enquanto caminhava, se eu não deveria trocá-las por sapatos leves. De repente, eu senti duas batidinhas no cano da minha bota direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu olhei para os meus pés. Eu tinha pisado numa das mais venenosas cobras. Ela tinha mais ou menos meio metro de comprimento e era cor de lama. O animal havia se aprumado, rapidamente, e mordido. Graças a Deus, só no couro duro da bota!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella perguntou: „ Depois disso você ainda pensa em tirar a bota?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Não, Deus me livre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na estação da chuva, deveria chover pelo menos um pouquinho cada dia. Mas, neste ano, aconteceu de ter um sol desumano durante semanas. Os poços secaram, também em Rosário-Oeste. Mesmo assim, alguns conseguiram aproveitar-se desta miséria. Eles pegaram seus carros de boi, colocaram barris de gasolina vazios e foram até o rio. Lá, eles os enchiam com o pouco que o rio ainda trazia e vendiam a água nas ruas. Eles cobravam o equivalente a um franco suíço por lata. Isso era muito dinheiro para os primitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pobres quase que tinham que renunciar à água, quando, por motivo de febre ou doença, não podiam fazer o longo caminho até o rio. É lógico que o corpo deles ficava duro de sujeira! Um casal me trouxe uma criança que tinha bebido petróleo, de tanta sede que tinha. Eles não reclamaram... foi o destino!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o tratamento, eu estava me dirigindo ao meu veículo quando meu nariz sentiu um cheiro de queimado. Eu percebi que estava saindo fumaça do lugar onde eu tinha estacionado o Jeep. Eu corri o quanto pude com a minha mala na mão. Já de longe percebi que o meu veículo estava rodeado de chamas. Um fogo de mais ou menos trinta centímetros de altura crepitava, sem piedade, para o meu lado. Mais uma vez as minhas botas duras me salvaram. Eu arregacei o meu vestido, respirei fundo e pulei através do fogo. Eu joguei a maleta no banco vazio, me sentei ao volante, liguei o carro, pisei na táboa e fui embora! – Imediatamente eu tirei o pé do acelerador. O embalo foi suficiente para me por fora do fogo. Eu voltei devagarinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, eu ficava toda arrepiada, quando me lembrava desta aventura. Eu sabia que havia tido muita sorte, pois, um fogo desses se alastraria rapidamente pela caatinga seca. O que teria acontecido, se eu tivesse saído um minuto mais tarde da cabana?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita ponderou: “Certamente você deve ter agradecido a Deus. E o que aconteceu à mulher que estava sendo atendida. Ela morreu no incêndio?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Não. Ela saiu da casa dela a tempo e o vento, também, levou o fogo em outra direção. Mas não é raro acontecer que pessoas, principalmente doentes, não consigam se locomover e morram pelo fogo em suas casas.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Nossa, que horror!“&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-6021195157827041932?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/6021195157827041932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/12/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/6021195157827041932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/6021195157827041932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/12/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxus9rqfK5I/AAAAAAAAAPA/qK65fvnQvXw/s72-c/blog+ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-5951133764411631369</id><published>2009-11-27T14:18:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T14:22:20.254-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxBRCyQkzUI/AAAAAAAAAO4/rWyuEQYJgLg/s1600/Assistencia+-+ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408912260764847426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 306px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxBRCyQkzUI/AAAAAAAAAO4/rWyuEQYJgLg/s320/Assistencia+-+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxBRCgjlZeI/AAAAAAAAAOw/s91wXGzzJWA/s1600/Assistencia+1+-+ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408912256012740066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxBRCgjlZeI/AAAAAAAAAOw/s91wXGzzJWA/s320/Assistencia+1+-+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;5. A Visita de Rebecca (Parte IV)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Vejam bem, minhas amigas, eu não tenho nada contra o amor aos animais. Mas eu fico com o coração pesado, toda vez que venho para á Suiça e vejo como os meus compatriotas mimam os seus bichinhos de estimação. Nos supermercados existem prateleiras cheias de comida da melhor qualidade, tudo só para os animais. Eu asseguro-lhes que muita gente na África, Ásia ou América do Sul ficaria muito feliz, se pudesse comer comida nesta qualidade e quantidade. Há anos, eu passei alguns dias na orla litorânea no Brasil e uma turista alemã me perguntou se eu tinha visto os cachorros sem dono pela praia. Ela ficou com muita dó deles. Quando ela soube que eu vivia no Brasil, ela me perguntou se eu não poderia levar um destes cachorros para um canil. Eu respondi, que eles deveriam se sentir muito mais livres, felizes e menos agressivos do que nossos animais super cuidados. Além disso, existiam aqui crianças que eram obrigadas a viver na praia ou na rua.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rosa comentou pensativa: „Infelizmente você tem razão, Rachel. As pessoas, cada vez mais, tratam os animais como se eles fossem gente.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„É lógico que eu não tenho nada contra os animais. Muitas vezes eu ajudei animais, pois, não existiam veterinários nas redondezas de Rosário-Oeste. Eu me lembro de uma pomba com a asa quebrada. Tratei dela até que pudesse voar de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã eu vou contar para vocês sobre as outras expedições que fiz com a Rebecca. Vocês estão interessadas?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um só coro se ouvia: „É lógico!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna completou: „A sua historia daria um livro. Quem sabe, talvez, isto se torne realidade.“ &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-5951133764411631369?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/5951133764411631369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/11/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_27.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/5951133764411631369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/5951133764411631369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/11/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_27.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxBRCyQkzUI/AAAAAAAAAO4/rWyuEQYJgLg/s72-c/Assistencia+-+ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-1541087924576811762</id><published>2009-11-16T14:29:00.001-08:00</published><updated>2009-11-16T14:35:21.508-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SwHTkGHL4hI/AAAAAAAAAOo/2tIBaO0xj9A/s1600/digitalizar0021-ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404833644890808850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SwHTkGHL4hI/AAAAAAAAAOo/2tIBaO0xj9A/s320/digitalizar0021-ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SwHTjjC7LEI/AAAAAAAAAOg/fzPkL8sPlbI/s1600/digitalizar0053+-+ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404833635477695554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SwHTjjC7LEI/AAAAAAAAAOg/fzPkL8sPlbI/s320/digitalizar0053+-+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;5. A Visita de Rebecca (Parte III)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre ficava abalada quando encontrava meninas de 12 anos com neném e ainda por cima na miséria. As avós, que não tinham 30 anos ainda, cuidavam das duas, e ambas a chamavam de mãe. Às vezes, até a bisavó de 45 anos ajudava na educação. De acordo com a saúde da família, poderia haver até mais gerações. Eu estou falando nisto, porque, normalmente, a expectativa de vida era bem menor do que na Europa. A mortalidade maior era a das crianças pequenas. Chegando a uma certa idade, a resistência já é maior, como já mencionei anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós européias achávamos também um lado engraçado nestas prematuras maternidades. Quando uma mãe-criança nos apresentava o seu marido, ele era chamado de „o velho“. E ele também a chamava de „a velha“. Isto não tinha sentido pejorativo, mas sim, era o costume deles.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita interrompeu: „ Mas eles não têm controle de família?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Você não se lembra de quantas famílias grandes havia aqui na nossa juventude? Neste ponto, o Brasil está 50 anos atrasado. Existem teorias que dizem que com o crescimento do nível de vida, diminui o número de filhos.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Rita completou: Além disso, eu posso imaginar que, num país católico, o papa deve ter sua influência nisto.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„É verdade. Nos anos 60, os Estados Unidos mandaram um navio com milhares de espirais anticoncepcionais para o Brasil. Circulares foram enviadas para todos postos de saúde do país, para que as fossem buscar no Rio de Janeiro e também se informassem sobre o uso das mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu resolvi ir para a cidade do Pão-de-Açúcar para conseguir alguns anticoncep-cionais para os meus protegidos. Mas antes de partir, eu recebi outra circular (dizendo que o governo tinha) proibindo, (por lei,) tanto a retirada como o uso dos mesmos. O Vaticano tinha dado o seu veto“.O cargueiro voltou para alto mar e afundou toda a carga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachele cuidando de um bebê índio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita falou: „ É, ele é assim mesmo!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Voltando a falar dos índios: tanto crianças como mães, „velhas“ ou „velhos“ (eles, enfim, já tinham dezesseis anos de idade!), possuíam doenças da pele e sintomas de apodrecimento. Eu limpava, acuradamente, ouvidos, narizes e bocas e os tratava com tintura de metileno. Os índios costumavam passar, nas partes que estavam apodrecendo, uma mistura de moscas amassadas e leite das plantas.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria perguntou: „Eram os curandeiros que receitavam isto?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Sim, eles afirmavam que toda doença, na verdade, era um animal. Dores de estômago não provinham de úlceras e sim de bruxarias feitas por vizinhas ruins, que colocavam aranhas dentro dele. Se uma criança sofria de variola, também conhecida como fogo selvagem, os charlatães diziam que ela havia engolido sapos enquanto dormia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles faziam simpatias, considerando que a natureza ajudaria a curar as pessoas. Era assim: O curandeiro pegava uma folha de árvore e a colava com clara de ovo sobre a parte do corpo que doía. Então, ele dava um corte comprido na árvore, com o facão, e assim que o corte cicatrizasse, a dor desapareceria e a doença também.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Isto parece incrível!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Muitas vezes, eles davam amuletos feitos de folhas de fumo e dentes de jacaré. Eles eram pendurados no pescoço dos doentes. Quando os curandeiros não sabiam mais o que fazer, eles não desanimavam, esclareciam, simplesmente, que a doença era um crocodilo. Eles explicavam mostrando um pau e com um facão, cortavam a cabeça, o rabo do bicho e o corpo inteiro. Depois o jogavam no rio. Assim, o paciente ficaria são. Viu como é simples? Caso não desse certo, a culpa seria de algum demônio ou ele simplesmente se esquecia do caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dores e sofrimentos d’alma, nas novas doenças, impeliam as pessoas para a rede desses milagrosos. Eles empregavam um truque muito impressionante quando se tratava de crianças desenganadas: eles pegavam um saco ou um pano e punham sobre a cabeça dos pequenos fechando com uma costura. Assim, a vida não poderia fugir. Não haveria mais perigo.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu não posso acreditar no que eu estou ouvindo!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Não se deve debochar de métodos assim. Imaginem o medo e o desamparo dessas pessoas primitivas. Fora um chá de certos capins, eles não conheciam remédio caseiro nenhum. Eles ficavam completamente a mercê das epidemias e perigos. Mesmo já tendo tido contato com a religião católica, eles continuavam a acreditar em deuses e demônios. Onde nós deparamos com o desconhecido e inexplicável, eles acreditavam nas forças mágicas e milagres.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna perguntou: „A situação melhorou nos últimos trinta anos?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Seguramente. Nos anos 60, eu era uma das primeiras brancas a visitar as aldeias indígenas. Nesse meio tempo, a civilização atropelou grande parte da selva. Muitas tribos indígenas foram extintas. Outras vegetam por aí, reduzidas a pequenos grupos. A ambição pelas terras e a procura do ouro levou os invasores destruir cada vez mais. Os habitantes primitivos quase não têm mais direitos. Se eles tentam defender-se com zarabatana ou arco e flexa, são massacrados com fuzis. Doenças transmitidas por brancos atrapalham o seu sistema imunológico.&lt;br /&gt;O mercúrio dos garimpeiros polui e envenena os rios. Os peixes e a caça, logicamente, também sofrem com isto. Sobreviver é, para eles, cada vez mais difícil, sem poder caçar ou pescar.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Analisando por este lado, nós prejudicamos os índios mais do que ajudamos. Mesmo com supertições e curandeiros, eles não teriam tido tantos mortos como com os invasores da nossa raça. E ninguém ajuda os índios?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel atende uma índia,Rebecca observa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Ajudar ajudam. Existe uma entidade do governo, a FUNAI, que deve cuidar dos interesses e direitos deles. Mas, infelizmente, ela é muito fraca para fazer justiça numa região tão grande. Os adversários: garimpeiros, reis do gado e outros interessados formam a Mafia do dinheiro e são poderosos demais. Eles têm representantes na política em altos postos do governo. O selvagem não vale muito mais do que um animal. Para eles, o índio é mais chato do que útil.“&lt;br /&gt;„ Como dizia o bispo austríaco Erwin Kräutler: É difícil imaginar situações como esta. Ele também defendeu a causa dos sem terra e dos índios. A pouco tempo, eu assisti a uma reportagem sobre ele na televisão. Seria bom se a igreja tivesse mais homens como ele.“ &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-1541087924576811762?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/1541087924576811762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/11/livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/1541087924576811762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/1541087924576811762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/11/livro.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SwHTkGHL4hI/AAAAAAAAAOo/2tIBaO0xj9A/s72-c/digitalizar0021-ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-3582155028864855132</id><published>2009-11-09T14:38:00.000-08:00</published><updated>2009-12-06T05:32:32.981-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;5. A Visita de Rebecca (Parte II)&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Nós parávamos, frequentemente, púnhamos nossa bagagem no chão e tentávamos escutar os gritos dos animais afugentados. Nós nos esforçávamos em ver algo. Em um dos momento, eu estremeci mas agüentei calada. Minha consideração não adiantou nada, pois, Rebecca já tinha visto as cabeças de índios aparacendo e desaparecendo, rapidamente, entre as folhagens.&lt;br /&gt;Nós olhamos uma para a outra e pensamos naquilo que já tínhamos conversado inúmeras vezes antes: Quando os nativos nos achassem, não haveria mais saída. Aí, começaria a verdadeira aventura. Será que eles nos tratariam como amigas ou inimigas? Será que eles iriam atirar de emboscada, com arco e flexa ou talvez lança, contra nós? Nós tínhamos que contar com uma recepção desta. Porém, também sabíamos que os índios ficariam tanto mais desconfiados, quanto mais nos mostrássemos inseguras. Seriam suficientes olhares de entendimento. Não havia necessidade de falar nada. Cada uma de nós pegou suas bolsas e malas e continuamos no caminho. Enfim, nós queríamos encontrar os nativos! Alguns minutos mais tarde, nós demos outra parada e descansamos de carregar a bagagem. Olhando para todos os lados, nós percebemos que o nossos acompanhantes ou perseguidores ficavam, também, parados atrás dos arbustos. Rebecca e eu trocamos um olhar, o qual queria dizer: Fé em Deus! Mais uma vez, nós pegamos a nossa bagagem e continuamos a andar. De repente, a floresta clareou. Nós deparamos com uma clareira através das ramagens. Nela, havia algumas cabanas de madeira e folhagens. Os nossos pés queriam parar, mas nós teimamos em continuar andando. Parar ou voltar seria a coisa mais tola que poderíamos fazer. Continuando a nossa marcha, nós vimos, que de ambos os lados do caminho emaranhado, os índios saíam do mato. Todos estavam olhando para nós. E nós seguindo o nosso caminho, através do verde cerrado. À nossa frente encontramos um muro de corpos humanos. Seguimos em frente, em nome de Deus! Eu ainda sentia o gosto amargo na minha boca, que havia começado quando demos o primeiro passo na clareira. Ao meu lado, ouvia o roçado do vestido de Rebecca... Então o muro de corpos vermelhos se dissolveu. Sem um pio, os homens vieram até nós, tomaram a nossa bagagem, deram meia volta e seguiram rapidamente, como ladrões. Mais tarde, eu soube que eles já tinham ouvido falar das minhas atividades. Isto explicava esta recepção amiga. Os nossos ajudantes davam passos tão grandes que Rebecca e eu quase tínhamos que correr para poder acompanhá-los. Eles se dirigiram a uma moradia e sumiram entrando nela. Nós atrás deles... Depois que os nossos olhos se acostumaram à escuridão, encontramos as nossas coisas no chão da cabana. Em volta delas estavam alguns vultos escuros. Olhos brilhantes se dirigiam para o nosso lado. Eu tentei falar em português, mas o entendimento era difícil. Então começamos a fazer sinais com as mãos. Os nossos ajudantes nos levaram a cabanas onde havia doentes deitados. Muitas vezes, eram famílias inteiras precisando de ajuda. Eu tratava dos doentes ajoelhada no chão. Vermes, horríveis infecções causadas por carrapatos, feridas purulentas (também nos olhos), casos cirúrgicos e outros me aguardavam. Eu bem que tinha imaginado isso.... No canto de uma moradia, encontramos, em uma rede, um velho índio moribundo. Embaixo, de cócoras, a esposa e ao lado dela um cachorro. A mulher mexia com a mão dentro de uma casca de abóbora, um pouco de farinha de mandioca com água. Ela levantou-se e tentou dar o mingau para o velho, mas ele não conseguia engolir nada. Cheguei perto dele e o examinei. Eu constatei que ele estava totalmente enfraquecido. A lingua dele estava dura como couro, consegui aliviá-lo um pouco com uma injeção. Mesmo assim, eu desta vez não consegui vencer a morte. Dentro de alguns dias ela viria buscá-lo. A mulher estava ajoelhada ali. Com um semblante impenetrável, ela nos ofereceu o mingau que o marido não conseguia comer. Foi um gesto comovente. Mas para nós, apesar de estarmos acostumadas, era extremamente nojento. Eu nos salvei desta situação delicada, sem ofender a índia: Eu aceitei a tijela sorrindo, fui até uma criança de barriga inchada que nos olhava insistentemente, e lhe dei de comer o mingau com uma colher de pau. Eu sussurrava palavras amáveis e os presentes compreenderam a minha ação, da maneira como eu esperava. Nós deixamos medicamentos e fortificantes na pequena aldeia e voltamos. Desta vez, não tivemos que carregar bagagem alguma. Índios frenéticos a levaram até o Jeep. Eles também nos indicaram o caminho para outras aldeias. Nos nossos encontros posteriores com os índios, experimentei o que caçadores e comerciantes já faziam a tempos. Eles tentavam ganhar a graça das pessoas dando os mais estranhos presentinhos. Rebecca e eu pegamos aquele já mencionado caminho e mal tínhamos entrado mato adentro, apareceu um bando de crianças nos empurrando e gritando. Tirei de uma das malas alguns balões, os quais Rebecca e eu enchemos de ar diante dos olhos arregalados dos pequenos moradores da floresta. Depois de cheios, ainda amarramos um barbante em cada um. Um menino pegou o primeiro e uma meni-na o segundo. Aí começou o empurra, empurra... Nós soprávamos até não poder mais! Não nos desfizemos do estoque todo, mas quase. A aldeia ficava perto de onde começava a floresta. As crianças corriam de lá para cá. Elas riam, tagarelavam, gritavam... De vez em quando nós nos assustávamos com um estrondo. Era um balão que tinha estorado. Aí começava a choradeira e de novo elas vinham nos assediar. A bagunça tinha logo atraído os adultos. Os homens nos pediram gesticulando para que fôssemos às cabanas. A nossa bagagem ia de mão em mão. Rebecca e eu fizemos o nosso trabalho. Com o passar dos anos, não fizemos uma „grande“ amizade com os índios, mas lá onde já tínhamos estado, éramos bem recebidas por eles. Porém, a selva era imensa e nós sempre tínhamos que visitar novas aldeias e ajudar. Quer dizer, nós tínhamos que sempre fazer novos contatos. A notícia da nossa vinda se espalhava bem antes da nossa chegada. Em muitos lugares, eles nos aguardavam há tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;PAUSA NA LEITURA:&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;HOMENAGEM A BENJAMINO STEINGRUBER&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;Uma pequena homenagem a Benjamino Steingruber, irmão mais novo de Rachele e Rebecca, que faleceu no dia 07 de novembro, no município de Poconé-MT.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Rachele veio ao Brasil pela primeira vez para afastar a tristeza da perda dos pais, e em visita ao irmão, e por aqui firmou raízes, instituindo esta obra grandiosa que é a Fundação Nova Suíça Rachele Steingruber.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Nossas mais sinceras homenagens a este suíço desvabrador, muitas vezes incompreendido por sua conduta diferente dos padrões da sociedade, confundido com um "selvagem", cujo jeito de ser levou ao apelido "Tarzan".&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Sentimo-nos privilegiados em passar o Natal de 2005 com os três irmãos Steingruber, na sede da Fundação Nova Suíça, num clima de harmonia e muita alegria.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Que Jesus abençoe este homem, que certamente já foi acolhido no plano espiritual por suas queridas irmãs.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Amigos voluntários da Fundação Rachele Steingruber, na residência de Benjamino Steingruber em Poconé-MT, junto com seu filho adotivo, no dia do seu falecimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuwU1FjYWI/AAAAAAAAARg/ncoRymbWLQc/s1600-h/Imagem+102.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412113249110024546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuwU1FjYWI/AAAAAAAAARg/ncoRymbWLQc/s320/Imagem+102.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Ângelo, Ana Flávia, Silvia, Terezinha e Zanin)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuwUj_Jg4I/AAAAAAAAARY/4hhZWUSxcU0/s1600-h/Imagem+101.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412113244519760770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuwUj_Jg4I/AAAAAAAAARY/4hhZWUSxcU0/s320/Imagem+101.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuwUfslPtI/AAAAAAAAARQ/2sjUaF9ENC0/s1600-h/Imagem+100.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412113243368144594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuwUfslPtI/AAAAAAAAARQ/2sjUaF9ENC0/s320/Imagem+100.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Benajmino na neve da Suíça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuwMYn2kJI/AAAAAAAAARI/2YKtKwwO3Ls/s1600-h/Imagem+121.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412113104030306450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuwMYn2kJI/AAAAAAAAARI/2YKtKwwO3Ls/s320/Imagem+121.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Benjamino com as roupas que costumava utilizar quando mais novo - o "Tarzan"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuwL-iK5zI/AAAAAAAAARA/RdlIcAaZr-g/s1600-h/Imagem+123.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412113097027151666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuwL-iK5zI/AAAAAAAAARA/RdlIcAaZr-g/s320/Imagem+123.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bejamino/Tarzan saltando da ponte do Rio Cuiabá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuvuI7TtgI/AAAAAAAAAQ4/-orVGsR5d5w/s1600-h/Imagem+120.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412112584420865538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuvuI7TtgI/AAAAAAAAAQ4/-orVGsR5d5w/s320/Imagem+120.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com sua irmã Rachele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuvtzxDcmI/AAAAAAAAAQw/ch24lrDnFP4/s1600-h/Imagem+118.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412112578740712034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuvtzxDcmI/AAAAAAAAAQw/ch24lrDnFP4/s320/Imagem+118.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuvtILSe-I/AAAAAAAAAQo/eK2uCZPRSYc/s1600-h/Imagem+117.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412112567039589346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuvtILSe-I/AAAAAAAAAQo/eK2uCZPRSYc/s320/Imagem+117.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuvsoI3EvI/AAAAAAAAAQg/yla-7QEWExg/s1600-h/Imagem+113.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412112558439469810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuvsoI3EvI/AAAAAAAAAQg/yla-7QEWExg/s320/Imagem+113.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuvsGU0gnI/AAAAAAAAAQY/zhE6JBtmP1k/s1600-h/Imagem+112.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412112549362827890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuvsGU0gnI/AAAAAAAAAQY/zhE6JBtmP1k/s320/Imagem+112.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxuu7CzySKI/AAAAAAAAAQQ/uIAq4zxq8cQ/s1600-h/Imagem+111.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412111706605373602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxuu7CzySKI/AAAAAAAAAQQ/uIAq4zxq8cQ/s320/Imagem+111.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxuu61zw80I/AAAAAAAAAQI/ScEYW0NLAl8/s1600-h/Imagem+110.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412111703115625282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxuu61zw80I/AAAAAAAAAQI/ScEYW0NLAl8/s320/Imagem+110.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxuu6qsNirI/AAAAAAAAAQA/bjPIW5p0X2k/s1600-h/Imagem+109.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412111700131154610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxuu6qsNirI/AAAAAAAAAQA/bjPIW5p0X2k/s320/Imagem+109.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua casa em cima de uma árvore&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxuu6JQXc8I/AAAAAAAAAP4/K6rLpybf8Zc/s1600-h/Imagem+095.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412111691155993538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxuu6JQXc8I/AAAAAAAAAP4/K6rLpybf8Zc/s320/Imagem+095.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vestido de Papai Noel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxuu57dAXrI/AAAAAAAAAPw/7z_K1unWIAA/s1600-h/Imagem+091.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412111687450910386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sxuu57dAXrI/AAAAAAAAAPw/7z_K1unWIAA/s320/Imagem+091.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuuSwiMr5I/AAAAAAAAAPo/7Yc5qepUOjg/s1600-h/Imagem+107.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412111014505000850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuuSwiMr5I/AAAAAAAAAPo/7Yc5qepUOjg/s320/Imagem+107.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sobre um elefante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuuSr5GkTI/AAAAAAAAAPY/7W8Kc2ekNEc/s1600-h/Imagem+103.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412111013258891570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuuSr5GkTI/AAAAAAAAAPY/7W8Kc2ekNEc/s320/Imagem+103.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuuR1oNhwI/AAAAAAAAAPQ/gFmAnisRD1I/s1600-h/Imagem+092.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412110998692529922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuuR1oNhwI/AAAAAAAAAPQ/gFmAnisRD1I/s320/Imagem+092.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuuRTW5ZWI/AAAAAAAAAPI/CSRpriN4sU4/s1600-h/Imagem+090.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412110989493101922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuuRTW5ZWI/AAAAAAAAAPI/CSRpriN4sU4/s320/Imagem+090.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402239123928869794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 67px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Svib3GV_a6I/AAAAAAAAAOQ/VkNMWl6EMog/s320/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402238046208597586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Svia4XhdHlI/AAAAAAAAAOI/EAl2u-00xYw/s320/Benjamin+-+ok.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-3582155028864855132?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/3582155028864855132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/11/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3582155028864855132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3582155028864855132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/11/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SxuwU1FjYWI/AAAAAAAAARg/ncoRymbWLQc/s72-c/Imagem+102.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-4809295748151319153</id><published>2009-10-27T15:48:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T15:54:22.620-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sud56q-5Z2I/AAAAAAAAAN4/rcBlFXjKIbc/s1600-h/antigas+(1)+-+ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397416727304300386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sud56q-5Z2I/AAAAAAAAAN4/rcBlFXjKIbc/s320/antigas+(1)+-+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;5. A Visita de Rebecca&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;(Parte I)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, a Rosa disse para Rachel, antes que esta começasse com a narrativa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Ontem eu falei, ao telefone, com a minha filha. Ela organisou uma consulta com aquela oftalmologista para você. Eles esperam, por você, em Lörrach na outra semana“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Muito obrigada. Mas como é que eu chego lá? Eu acho que deve ser difícil fazer tudo, em um só dia“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Não se preocupe. Eu contei a minha filha sobre a sua obra. Ela ficou muito impressionada e quer te ajudar. Você deve pegar o trem até Basiléia e de lá ela te levará a Lörrach. Se ficar muito tarde, você poderá pernoitar na casa dela.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Vocês são tão amáveis comigo, Deus lhes pague.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda agradecida, Rachel continuou sua história: „Como eu já mencionei antes,eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sonhava em expandir o meu trabalho. Consegui realizar isto em 1960. Minha irmã mais velha, que era solteira, foi me visitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não só foi curtir o céu azul, gozar do sol tropical ou desfrutar uma sombrinha deitada, quando o sol esquentava demais. Rebecca conhecia o meu trabalho, pelas minhas cartas. Ela queria mesmo era ajudar. O que não seria difícil para ela, já que era enfermeira formada. Era muita sorte que minha irmã fosse ficar um ano inteiro no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu podia fazer viagens prologadas. Às vezes, nós íamos de duas e outras eu podia prolongar descansada. Eu sabia que a missão estava bem cuidada. Nós arriscávamos viagens mais longas – primeiro a cavalo e para isto Rebecca teve que aprender a montar na marra. Ela teve as suas experiências no caminho. Eu admiro a coragem dela. Como principiante ela cavalgava, mesmo a noite, longas distâncias pelo sertão afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei muito grata em ter ajuda e companhia. Enfim, eu não estava mais só com as dificuldades. Além disso, nós duas conseguíamos levar mais medicamentos e fortificantes conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para vocês verem o quanto ela sabia improvisar, vou contar a seguinte fato: Em Rosário-Oeste, como na maioria das casas brasileiras, o feijão era, de costume, o alimento cotidiano. Quando a Rebecca quis começar a cozinhar, ela percebeu que o saco de feijão estava todo cheio de bichinhos. Ela não tinha tempo nem dinheiro para comprar outro logo em seguida. Os pacientes, como também nós, estávamos esperando pela comida. Rebecca cozinhou o tal feijão e misturou uma lata de extrato de tomate, que ela tinha achado numa prateleira. Com este truque, ninguém percebeu que o prato do dia continha „carne“. Todos adoraram a comida!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Pedroni comentou: „Nós hoje almoçamos feijão com extrato de tomate. Que bom que você não nos contou esta história antes. – Mas esta presença de espírito era típica de Rebecca. Na semana passada, eu a encontrei em Ascona. Apesar dos seus 83 anos ela é de uma iniciativa incrível e de uma alegria de viver. Quem não sabe, acreditaria plenamente que ela não tem mais do que 70 anos.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Em 1963, aconteceu uma outra coincidência feliz. Amigos e doadores organizaram coletas em diversos países. Com o produto, eu consegui comprar um Jeep usado. As aulas de trânsito eu tomei rapidinho e tirei a carteira de motorista brasileira. Regras de trânsito, como na Europa, eu não precisei aprender, porque na floresta não existe sinalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta comparação não vale exatamente, pois, na floresta não era possível entrar com o carro. Deixava-o sempre no começo dela. Além disso, eu ia para São Paulo uma vez por ano para, como já comentei, fazer coleta de medicamentos e fortificantes. Lá, não havia outra alternativa senão me enfiar no labirinto de placas e sinais de trânsito. Todavia, não era tão confuso como na Suíça.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella perguntou: „Vocês não tinham medo? Eu acho que eu teria morrido de medo.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Tínhamos. Nós também morríamos de medo. Porém, as aventuras eram compensatórias. O primeiro contato com os índios foi bem interessante. Nós havíamos deixado o Jeep, e carregando nossa bagagem, seguimos por um caminho bem largo, que, como havia sido contado, iria dar em uma aldeia indígena. Parecia meio suspeito, mas com o passar dos anos, eu me acostumei a muita coisa. Eu gostava de aventuras e pouca coisa me deixava transtornada. A Rebecca escondia, corajosamente, o seu mal estar. Em compensação, ela teve oportunidade de ver como nascem brotos de bambú. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397416729332561090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sud56yieNMI/AAAAAAAAAOA/1nD86nKxsHk/s320/digitalizar0051+-+ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-4809295748151319153?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/4809295748151319153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/10/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_27.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4809295748151319153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4809295748151319153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/10/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_27.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sud56q-5Z2I/AAAAAAAAAN4/rcBlFXjKIbc/s72-c/antigas+(1)+-+ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-3061411285088353093</id><published>2009-10-20T15:17:00.000-07:00</published><updated>2009-12-06T05:12:26.330-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/St43oaK0o-I/AAAAAAAAANw/4ydsX3bqAy0/s1600-h/antigas+(3).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394810570995442658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 302px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/St43oaK0o-I/AAAAAAAAANw/4ydsX3bqAy0/s320/antigas+(3).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;4. A Criação da Minha Própria Obra de Assistência – Parte II&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma viagem longa podia durar até três semanas. Como a maioria dos pacientes não conhecia o calendário, eu explicava a eles, que até o amadurecimento dos mamões, eu estaria de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na bagagem, eu levava a minha maleta de parteira, alguns instrumentos cirúrgicos, boticão, medicamentos, soro contra mordida de cobra, água filtrada, e também comprimidos de vitamina C, para tornar menos perigosa a água parada. Além disso, eu levava leite em pó, Nescafé, chá preto, carne enlatada, arroz, feijão e roupas suficientes.&lt;br /&gt;Nos estados do norte da região Amazônica, a maioria do povo era ainda muito atrasada. Faltavam estradas e mesmo os aviões pequenos não podiam aterrizar nesta região. Muitas parturientes primárias morriam quando havia dificuldades no parto, pois, não existia ninguém que tivesse conhecimentos para ajudá-las. Os parentes resignados diziam: Deus deu mas Deus levou. Frequentemente, não havia médico em um diâmetro de 1000 – 1500 km. Mas eu não só dei ajuda, como desde o princípio eu ensinei o que fazer às mães interessadas. Minha intenção era que elas pudessem ajudar em partos, de uma maneira profissional e higiênica, quando eu não pudesse estar por perto. Em visitas posteriores, eu dei a essas mu-lheres o material estéril necessário. Elas me relataram, depois, alegres e orgulhosas, sobre os partos bem sucedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que encontrei nas casinhas de sapé dos povoados do imenso sertão superou os meus temores: famílias inteiras sofriam de lepra, malária ou doenças hepáticas. Muita gente estava tão bichada e completamente enfraquecida. Havia muita anemia e desnutrição também. Eu encontrava, quase sempre, muitas pessoas com a mesma doença, morando numa choupana. Até mesmo os mulatos, que costumam ter uma incrível resistência às doenças, ficavam desamparados quando começavam os surtos de doenças e enfermidades .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu encontrei uma mulher de quarenta anos de idade deitada em uma cama imunda. Ela tinha aceito o destino de não conseguir dar sequer um passo a 20 primaveras. Ela não havia recebido nenhum tratamento e suas pernas estavam doloridas, não podendo nunca mais usá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu examinei a mulher: ela estava desnutrida, tinha uma infecção sifilítica, anemia e sintomas de reumatismo. Apliquei uma injecção contra a infecção, dei um fortificante, vitaminas e cálcio. Além disso, fiz fisioterapia com ela. Depois do meu trabalho nas cabanas vizinhas, eu sempre voltava lá. Um certo dia, eu disse que iríamos passear um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um instante a paciente me olhou incrédula. Depois permitiu que eu a pusesse de pé, como uma criança. Com a minha ajuda, ela fez um passo incerto, depois o segundo, o terceiro e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu visitava essa aldeia, em viagens posteriores, a curada vinha ao meu encontro sorrindo e me cumprimentava, em meio a sua grande família. Ela andava sem bengala e era muito admirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro lugar, eu deparei com uma jovem gestante. Ela estava deitada no chão de terra da cabana, depois de dez dias que suas dores de parto tinham terminado. Ela sofria intensamente. Para examiná-la eu pedi que a pusessem sobre uma pele de vaca, que era o único luxo em sua casa. Eu constatei que a criança estava quase asfixiada e envenenada e eu só percebia leves sinaizinhos de vida. Imediatamente, eu comecei a fazer o parto com o forceps. Uma velhinha abanava com uma folha de palmeira. Uma outra fervia água parada. A criança sobreviveu e a mãe também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei, também, um rapaz com uma fratura de perna infeccionada. Ele tinha febre alta e, até aquele momento, ninguém havia ajudado. Dei comprimidos contra a dor e uma vacina contra tétano. Eu combati a infecção localizada em um hematoma, endireitei a perna e engessei. Por fim, passei recomendações aos parentes e deixei remédios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, as pessoas seguiam exatamente as minhas recomendações. Isso por causa das dores passadas e a esperança que um milagre acontecesse e o paciente sarasse. Elas estavam acostumados com os curandeiros índios. Imaginavam que somente coisas mágicas poderiam curar. Não acreditavam em uma maneira natural de cura. Mesmo quando estes feiticeiros davam um extrato de ervas curantes, o chamavam de remédio mágico. Se os índios descobrissem a receita simples, os curandeiros perderiam seu poder e ganha pão. Eles davam esses remédios não só para doenças simples, como também para todas as enfermidades, mesmo as mortais.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria interrompeu: „Você entrou em conflito com esses charlatões? Enfim, os seus sucessos devem ter dado cabo da reputação deles.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enfermeira sorriu: „ Boa pergunta! Por estranho que pareça, isto não aconteceu. Provavelmente, porque eu me ocupava mais dos casos graves. O meu tempo não era suficiente para tratar dos casos mais simples, nos quais eu aplicava uma injecção, deixava vitaminas, cálcio, comprimidos contra febre ou outros medicamentos com as pessoas. Além disso, a concorrência nativa se afastava dos casos desenganados. Assim, eu nem chegava a vê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, eu ouvia dizer que, muitas vezes, os curandeiros diziam ser obra deles, curas feitas por mim. Mas eu não ligava para isto. Eu fazia minhas obrigações, sem muitas histórias. O principal era que as pessoas fossem ajudadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hoje chega! Amanhã eu contarei a vocês sobre a primeira visita da minha irmã Rebecca“.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-3061411285088353093?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/3061411285088353093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/10/l.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3061411285088353093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3061411285088353093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/10/l.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/St43oaK0o-I/AAAAAAAAANw/4ydsX3bqAy0/s72-c/antigas+(3).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-2038104492389207383</id><published>2009-10-13T16:02:00.000-07:00</published><updated>2009-10-13T16:08:34.670-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/StUIVL5rN1I/AAAAAAAAANo/RrvqHY2LOpg/s1600-h/digitalizar0045.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392225288911009618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/StUIVL5rN1I/AAAAAAAAANo/RrvqHY2LOpg/s320/digitalizar0045.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;4. A Criação da Minha Própria Obra de Assistência – Parte II&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;„Eu não pensava que poderia fazer mais do que o possível naquela situação. Eu fiquei muito feliz, quando eu encontrei um homem, aparentemente desconhecido, sorrindo para mim. De repente, ele perguntou se não me lembrava dele e que ele havia me procurado a cinco verões passados. Então, eu lembrei-me de um rosto todo comido pela doença. Naquele momento, aquele rosto sorria para mim. O homem estava bem e continuava a viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem acha que o meu trabalho é incrível, porque uma só pessoa seria engolida pela multidão nesta região imensa, pode continuar pensando desta forma. Eu sei que não é bem assim!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Anna comentou: „Para nós parece incrível, porque a gente nunca esteve lá e não pode imaginar como era realmente a situação. Eu te admiro e acho que você tem uma verdadeira obsessão pelo que faz“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Obrigada. – Sempre que possível, os doentes e feridos andavam até o ambulatório para serem tratados. Para isto, aguentavam caminhadas que duravam até semanas. Parecia que só o atravessar do patamar da minha porta já tinha um poder mágico. Enfim! Eles iriam conseguir ajuda e não precisavam ter medo de morrer no caminho. Só esta sensação de felicidade já provocava um milagre físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia, também, gente que não podia andar. Para algumas, seria até perigoso se fossem transportadas em redes. Além disso, já havia se espalhado a notícia de que a enfermeira branca podia ser chamada nas cabanas dos índios. Isso acontecia, por exemplo, em casos de acidentes graves, partos ou quando alguém, por fraqueza extrema, estava para morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria das vezes, os pedintes de ajuda batiam de noite na minha porta. É que eles partiam de casa ao anoitecer. Os diálogos eram sempre parecidos: eu abria a porta e perguntava o que havia acontecido. Eles respondiam que era muito urgente. Quando eu perguntava onde era a sua cabana, a resposta era: logo ali e mostravam para a escuridão. No começo, eu era muito ingênua e pensava que logo ali seria uns dez ou quinze minutos de caminhada. Eu depois tive que aprender que podia ser uma distância de 40 até 60 quilômetros. Além disso, nesta região do sertão não havia como me orientar no caminho de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os moradores da região eram na maioria mestiços – chamados caboclos – e índigenas. Eles lutavam a vida toda contra as terríveis doenças tropicais e morriam jovens demais. Com a desarborização das florestas tropicais e as queimadas, os pobres perderam tudo o que possuíam. Eu tinha muito que consolar e tratar. Às vezes, eu não sabia onde me ficava a cabeça. Apesar de perder tudo, até mesmo a saúde, e possuir somente a roupa do corpo, as pessoas não perdiam o amor ao próximo. Eu, muitas vezes, pensava que nós da rica Suíça poderíamos aprender muito com elas...“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria concordou: „ É mesmo. Aqui só se pensa em ter mais. Os fracos e nós velhinhos é que somos os prejudicados. Quem é que ainda tem tempo para nós ou nos dá um pouco de amor e consolo? Nós todos já sofremos muito na vida e perdemos entes queridos. Com eles se foi algo da nossa vida! „&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras idosas murmuraram concordando e fizeram alguns comentários. Rachel aproveitou esta pausa e comeu um pedaço de bolo com café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, ela retomou o fio da meada: „ Eu me tornei, por necessidade, uma conhecedora da selva e escoteira. Entretanto, eu não tinha o preparo físico para acompanhar a marcha dos índios. Nós europeus, sociedade de abundância, somos moles demais neste ponto. Fazendo caminhadas longas e exaustivas, eu fiquei com artrose. Não tive outra alternativa a não ser passar por uma cirurgia em São Paulo. Os médicos do, já mencionado, Hospital Samaritano me enxertaram um pedaço de osso da bacia no meu pé. Eles não me cobraram nada em consideração ao meu trabalho. Depois disso, eu me senti muito melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa experiência eu aprendi a montar. É lógico que não foi em uma escola de equitação. Eu montei em um cavalo manso e comecei a pular. Tentei também me segurar na sela nos trotes e galopes. Um amigo me deu algumas dicas e logo não tive tantas assaduras e dores na coluna. Assim, eu me tornei uma cavaleira, que chegava, nos seus clientes do sertão, com os cabelos esvoaçantes“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita perguntou: „Você nunca caiu do cavalo?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Não. Pelo menos, nunca gravemente. – O Mato Grosso é uma região enorme. O mapa diz que são 1'262'000 quilômetros quadrados. Imaginem, mais de um milhão, comparados aos 40'000 da Suíça. Mesmo me afastando 100 quilômetros de Rosário d'Oeste, eu não tinha ido a lugar algum. Eu ouvi dizer que depois do grande sertão – 800 quilômetros ao norte – começava a selva, onde moravam os índios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo meu consultório passaram índios de uma tribo ou outra. Eram rapazes aparentemente fortes, mas que não tinham forças para resistir às doenças da civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu consultava o meu mapa, antes de viajar para regiões longíquas, eu pensava naquela gota d’água na pedra quente. Até a fronteira com a selva eram 800 quilômetros...“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa interrompeu: „Essa região era pouco povoada ?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Era. Mesmo assim, eu me pergunto quanta miséria humana ela pode abranger. Eu pensava nas grandes plantações de borracha, cana-de-açúcar e o imenso sertão. Eu ouvi falar, também, dos miseráveis retirantes das minas de diamantes no norte e alto-Paraguai. Para mim, eram simplesmente nomes. Mas quando eu olhava nos semblantes dos pedintes de ajuda, eu ficava assustada com estas regiões nunca vistas por mim. E isso era só ao norte. No sul de Rosário-Oeste, se extendiam os pantanais, nos quais também vivia gente!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria comentou: „Quando eu ouço você falar, eu também fico pensando na gota d’água na pedra quente.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu cavalgava entre o ambulatório e os pacientes, em um vai e vem rapidinho, sempre que eu conseguia arrumar algum tempo, pois, eu não podia deixar de cuidar dos pacientes enfermos, esperando nas camas e redes na minha cabana. Eu sonhava em fazer viagens mais longas, com medicamentos e instrumentos na garupa do meu cavalo. Este desejo tomava cada vez mais conta dos meus pensamentos e planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me via como samaritana a caminho. Eu gostaria de conhecer esta terra enorme e ajudar aos índios em suas aldeias afastadas. Eu desejava visitar meus próximos na bacia Amazônica. Esta região, que é 14 vezes maior do que a Alemanha, é constituída dos estados do Pará, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima e Amapá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, eu me restringia a um diâmetro de 100 quilômetros ao redor de Rosário d'Oeste. Minha meta, porém, era de ir ao maior número possível de lugares e ter contato com muitas pessoas. Elas teriam que ficar sabendo onde conseguir ajuda. Porém, a minha central continuava sendo a missão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-2038104492389207383?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/2038104492389207383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/10/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2038104492389207383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2038104492389207383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/10/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/StUIVL5rN1I/AAAAAAAAANo/RrvqHY2LOpg/s72-c/digitalizar0045.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-4139922757024001886</id><published>2009-09-30T16:53:00.001-07:00</published><updated>2009-09-30T16:55:28.860-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SsPv3e88qfI/AAAAAAAAANg/94WhSTrIIZ4/s1600-h/digitalizar0047.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387413315745786354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SsPv3e88qfI/AAAAAAAAANg/94WhSTrIIZ4/s320/digitalizar0047.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;4. A Criação da Minha Própria Obra de Assistência – Parte I&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As moradoras do Lar de velhinhos de Brissago esperaram mais de duas semanas até que Rachel Steingruber novamente fosse almoçar com elas. Ela ainda usava óculos escuros para proteger os olhos. A enfermeira sentou-se junto às suas amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Pedroni perguntou: ”Como é que foi? A operação foi bem sucedida?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Eu não sei ainda. Até ontem, eu tive que ficar na clínica. Com o olho esquerdo eu não consigo enxergar nada e o direito foi operado. Os médicos me disseram que eu tive uma infecção e ainda sinto dores. Eu só aguento colocando o colírio e minha visão também não melhorou nada. Eu não confio muito nesses médicos, imaginem só, o que teria acontecido se eu tivesse ficado cega. Os pobres no Brasil ainda precisam de mim!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa se intrometeu: „Como eu já contei, eu tive que fazer uma operação de catarata no ano retrasado. A minha filha, que mora com sua família em Basel, me recomendou uma oftamologista em Lörrach, que tem uma reputação muito boa. Ela me examinou e receitou produtos homeopáticos. Para a cirurgia ambulatorial ela me encaminhou a um colega dela nos arredores de Basel. No mesmo dia, eu pude voltar para casa.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel falou pensativa: „Se não houver melhoras nos próximos dias, eu tentarei me comunicar com essa especialista. Você poderia me dar o endereço dela depois do almoço?“&lt;br /&gt;„É lógico.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como neste dia estava chovendo, as senhoras trocaram a varanda pela sala de estar. Rachel tomou um gole de café e relatou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1959, eu me mudei da casinha de barro da missão. Facilmente, eu consegui arrumar outra, mas era bem velhinha e caía aos pedaços. Como eu tinha que comprar, eu não liguei muito para isso, já que o preço era baixo. Eu estava convicta de que, com o tempo, as coisas iriam melhorar.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella interrompeu: „De onde você tinha o dinheiro para pagar a casa ?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Naquela época, eu trabalhei, por vários meses, na sala de operações de fraturas no Hospital Samaritano de São Paulo. Assim, eu ganhei um dinheirinho e adquiri alguma experiência. Além disso, o número de amigos e doadores aumentava a cada ano. Nas minhas cartas circulares, comecei a relatar sobre as minhas atividades e isso deve ter ajudado a aumentar as doações. Elas não vinham de grandes contas bancárias e sim de pessoas que economizavam no dia a dia, e portanto, as quantias não eram muito grandes. Mas mesmo duzentos francos suíços podem valer muito num momento de necessidade...&lt;br /&gt;E Rosa perguntou: „ Ninguém te ajudava na coleta do dinheiro?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Sim, na Suíça havia algumas pessoas prestativas, que me ajudavam na administração. Mas quando eu vejo como entidades de caridade são bem apresentadas e comercializadas, eu me arrependo por não ter feito mais. Eu poderia ter ajudado muito mais necessitados, mas eu era uma só.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria comentou: „Você tem razão. Hoje em dia, nos somos inundadas com cartas de mendicância. Você não consegue distinguir as entidades que merecem ser ajudadas. Eu tenho certeza de que muita gente teria ficado feliz em apoiar a sua obra.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Minha nova moradia possuia três cômodos. As paredes e assoalhos estavam comidos pelas saúvas. Não existiam portas porque não havia lugar para abri-las e no lugar delas eram usados cortinados. Só a porta da frente é que podia ser fechada. Por causa do calor, o telhado era aberto ao redor. Uma vez, o vento fresco da noite me trouxe uma tarântula para dentro de casa. Ela bateu contra o meu rosto enquanto eu estava dormindo e eu acordei desesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cama estava em um dos quartos maiores: ao lado, a velha poltrona – a tal cama de emergência - aguardava, pacientemente, que eu precisasse dela. Mais uma cama e uma pequena mesa completavam o meu mobiliário. A cabana era só térrea, mas eu coloquei várias redes, de atravessado, por cima de tudo. Frequentemente, elas estavam todas ocupadas por pacientes. Com o passar do tempo, tinha que ser encontrada outra solução, porque as paredes da casa não aguentavam o peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro cômodo, que era o menor, servia como consultório odontológico, cozinha, consultório e sala de jantar, ao mesmo tempo. Onde é que eu poderia cuidar dos pacientes, tratar dos ferimentos, engessar as pernas e braços quebrados ou extrair os dentes? Na cozinha eu cozinhava não só para mim. Além dos meus pacientes acamados, vinham pessoas com suas famílias, de longe, para o tratamento ambulatorial. Eles não pensavam em trazer lanche algum. A mulher branca, da qual já tinham ouvido falar muito, não iria deixá-los com fome, né? Eles também mostrariam sua hospitalidade, se eu fosse, inesperadamente, em sua cabana. Este modo de pensar era comum entre as pessoas simples. Muitas vezes eu tinha que estender a sala de jantar até ao banco, em frente da casa. Mas tudo funcionava bem. Não desapareciam talheres de prata porque não havia nenhum. Mesmo os meus pratos de alumínio não sumiram. Eu fiquei impressionada com a honestidade deste povo. Eles moravam, como já mencionei, em cabanas sem portas, só separadas, da rua, por peles de vaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava em Rosário-Oeste, constituído antes só de algumas casas ao redor de uma praça. Com o passar dos anos, foram aparecendo cada vez mais moradores. As pessoas e os animais viviam bem juntos uns dos outros. Uma tartaruga enorme costumava pernoitar embaixo da minha cama e isso não me deixava arrepiada. De tempos em tempos, eu borrifava inseticida, mas mesmo assim as minhas paredes se decompunham cada vez mais. As saúvas praticamente as devoravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu não fosse uma pessoa tão otimista, eu talvez cogitasse em que daria este meu emprendimento. O banco de espera, em frente a minha casa, estava sempre ocupado, e ao lado também uma multidão de pessoas aguardavam, perseverantes, a sua vez. Esta era uma cena comum. Além disso, eu sabia que havia uma indes-critível miséria nas ruas e cabanas, que eu nem acesso tinha. Eu só tenho duas mãos e não podia me dividir para ajudar a todos... De onde eu iria arranjar medicamentos e ataduras suficientes? E camas ou redes para os enfermos?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella perguntou: „Você nunca desanimou? Apesar do seu empenho, o seu trabalho era só uma gota d‘água na pedra quente.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Eu nunca ponderei sobre isso. O que seria se não houvesse esta gota d’água? Para mim, não era a pedra quente o objetivo da gota, mas sim a boca sedenta que esta gota poderia, pelo menos, umedecer um pouquinho. Mesmo um chuvarão é constituído de gotas isoladas. Sem elas não há chuva alguma.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Graziella comentou timidamente: „Você tem razão. Eu não tinha pensado nisso.“&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-4139922757024001886?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/4139922757024001886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/09/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_30.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4139922757024001886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4139922757024001886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/09/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_30.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SsPv3e88qfI/AAAAAAAAANg/94WhSTrIIZ4/s72-c/digitalizar0047.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-5357836689918847378</id><published>2009-09-23T16:40:00.000-07:00</published><updated>2009-12-06T05:12:49.511-08:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SrqyTSt9C2I/AAAAAAAAANY/a3nfr_Uq5mo/s1600-h/antigas+(4).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384812348986690402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 298px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SrqyTSt9C2I/AAAAAAAAANY/a3nfr_Uq5mo/s320/antigas+(4).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. A Enfermeira da Missão (Parte V)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As refeições dos missionários eram feijão, arroz com carne seca ou ovos. Existia também uma reserva de latarias. Mais tarde, quando eu fiquei só, eu mesma cozinhava os legumes (também abóbora) e preparava as saladas com os produtos da minha horta. Com as frutas, eu também fazia geléias. É lógico que, também para mim, a mandioca era um dos alimentos principais. Apesar da enorme carga ocasionada pelo meu trabalho, eu me esforçava sempre em comer alimentos nutritivos, mesmo quando eu tinha que esperar até tarde da noite para isso. Como todo motor, a gente também precisa de combustível, de acordo com as necessidades de cada um. Isto, nós esclarecidos, sabemos! E é nossa culpa quando, por comodismo ou preguiça, não fazemos o necessário. Os primitivos não sabiam nada a respeito. Só conheciam a sede e a fome e chegavam à velhice, enchendo a barriga com terra, feito criança, como eu muitas vezes presenciei. Estas pessoas só sabiam dizer, mais tarde, que a terra não era gostosa de comer e que era ruim quando ficava entre os dentes. Mesmo os adultos tentavam amainar sua fome comendo terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após oito anos, os americanos com seus cinco filhos foram embora. A organização deles os transferiu para São Paulo. Até seus sucessores chegarem, eu fiquei sozinha na missão. Depois, eu tive que abandonar a minha casinha de barro. Os novos administradores precisaram dela para outros fins. Além disso, eles não queriam ver mais pacientes lá. Como seus antecessores, eles tinham filhos, mas ao contrário dos outros, eles tinham medo que os pequenos pegassem as doenças. De todo modo, eu percebi que eles tinham um pavor das doenças tropicais. Eu pensei com meus botões: cada um deve saber como quer servir a Deus.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tomou o último gole do café, que por sinal já estava frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a minha volta da Suíça Alemã, eu vou contar para vocês sobre a criação da minha própria obra de assistência, se é que vocês ainda estão interessadas em ouvir as minhas histórias.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As velhinhas acenaram com a cabeça e disseram em coro: ”Sim, nós gostaríamos muito ”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Pedroni perguntou: ”Você já sabe quanto tempo vai ter que ficar lá ?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Não, eu não tenho nem idéia. Mas pode ser que eu só tenha alta daqui a duas ou três semanas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas desejaram que tudo corresse bem e que ela sarasse logo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-5357836689918847378?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/5357836689918847378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/09/3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/5357836689918847378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/5357836689918847378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/09/3.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO - Hans Haller'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SrqyTSt9C2I/AAAAAAAAANY/a3nfr_Uq5mo/s72-c/antigas+(4).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-2642948478051228409</id><published>2009-09-15T17:14:00.001-07:00</published><updated>2009-09-15T17:18:48.237-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SrAug2TMeuI/AAAAAAAAANA/aFI8iNuYHiw/s1600-h/antigas+(2).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381852696574458594" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SrAug2TMeuI/AAAAAAAAANA/aFI8iNuYHiw/s320/antigas+(2).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;3. A Enfermeira da Missão (Parte IV)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rosa observou: ”Você teve uma vida perigosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Sim, mas o que mais me preocupava era como conseguir comprar medicamentos. O estoque trazido da Europa estava diminuindo. Então eu aproveitei de uma moda da gigantesca cidade de São Paulo. Da mesma forma como faziam os mendigos naquela época, eu arrumei um saco nas costas e fui a uma certa rua onde clinicavam muitos médicos. Havia prédios inteiros ocupados por eles. Eu batia em cada porta, contando sempre a minha história. Os senhores de avental branco abriam suas gavetas, onde tinham suas amostras grátis, recebidas dos laboratórios e fábricas. A dosagem estava escrita nas bulas e folhetos, permitindo que eu os usasse adequadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dias em São Paulo, normalmente, me davam uma boa colheita. Somente dois médicos fecharam suas portas no meu nariz. Eu fiquei pensando - por quê? - Medo de concorrência não podia ser. Mas eu não liguei e tentei minha sorte em outro consultório. Assim, eu podia continuar a atuar sem fazer muitas despesas que eu, também, não poderia arcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente nem tudo podia ser resolvido desta maneira. Por sorte, crescia o número dos meus amigos e donatários na Suíça. Mesmo assim, a minha conta não recebia centenas ou milhares de francos suíços. Mas mesmo pequenas doações podem fazer milagres, quando a gente faz economia e só compra o extremamente necessário. Fazia malabbarismos para conseguir fazer isto. E , felizmente, sempre dava resultado. Muitas vezes, era obrigada a dividir o último comprimido em pedacinhos tão pequenos, mas que ainda fizessem efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha pátria, eu também estava acostumada a viver simplesmente e sem luxo. Na realidade, eu não renunciei a uma vida segura e sem problemas. Por outro lado, me impressionava a alegria, o relaxamento e a atitude positiva dos brasileiros. Eles combinavam melhor com o meu caracter sem reserva do que com os reservados e comedidos germânicos. Nós latinos mostramos mais alegria de viver.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Quando eu recebia flores dos pacientes, eu normalmente dava um sorriso manhoso e melancólico. Eu sabia muito bem de onde elas vinham: do lado da minha casinha de barro, onde eu cultivava um jardinzinho. Os doentes arrancavam as flores, enquanto eu visitava pacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1959, uma emissora de televisão me convidou para relatar sobre o meu trabalho. Recebi algum dinheiro, objetos e medicamentos. Dentre os objetos, também, havia uma velha poltrona, que ainda hoje gosto de usar, principalmente, como cama, quando meu hospital está superlotado. Eu costumo usar muito este móvel querido durante as minhas estadias no Brasil.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella perguntou: ”Rachel, você nos conta histórias realmente arrepiantes. Existem tantas doenças no Mato Grosso ou os brasileiros são tão suscetíveis ?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas doenças, muito frequentes, são ocasionadas pela desnutrição. Nesta região, os alimentos estragam rapidamente. Se alguém guarda macarrão ou farinha de trigo abertos, em três dias ficam cheios de gorgulhos, por causa do úmido calor tropical. Os ovos das moscas chocam rapidinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, por acaso, as pessoas se coçam, as moscas põem seus ovos nos arranhões. Deles saem vermes, deixando a pele em estado lastimável. Os indígenas primitivos são ignorantes neste aspecto e não sabem se proteger.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SrAuhTgqN-I/AAAAAAAAANI/ahvH_dCbJU0/s1600-h/digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381852704415561698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SrAuhTgqN-I/AAAAAAAAANI/ahvH_dCbJU0/s320/digitalizar0001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eles misturam a carne do porco do mato ou a de boi com farinha de mandioca e a fritam de leve, mesmo sabendo que os açougueiros dependuram, ao ar livre, as carnes dos animais abatidos, onde elas são assediadas por milhões de moscas. Parece milagre que não haja mais gente morrendo de infecções. Já na idade infantil existe uma seleção rígida. Quem continua vivo, fica de uma certa forma imune. Seu corpo tem anticorpos suficientes contra a infestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas crianças são acometidas do tétano e os pais procuram o motivo em outro lugar. Eles dizem que foi o mau olhado dos vizinhos invejosos que as enfeitiçou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase ninguém planta ou come legumes nesta terra que é um paraíso. Só tem um porém: tem que haver chuva suficiente. Mas todo ano vem uma horrível seca para os homens e animais. A umidade do ar não é suficiente para as necessidades das plantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma irrigação razoável poderia se salvar muita coisa. Desta forma, conseguiram, nos últimos anos, fazer um verdadeiro paraíso na região de Petrolina, às margens do Rio São Francisco. No Mato Grosso, por exemplo, nascem abóboras maravilhosas, que os índios dão aos porcos. Não só a desnutrição, como também a falta de vitaminas fazem as pessoas ficarem anêmicas e doentes. Elas não se preocupam com a qualidade da comida. Não conhecem o valor nutritivo dos alimentos. Eu fiquei conhecendo o mamão, uma fruta parecida com o melão que nasce em árvores. Além disto, eu preparava duas folhagens como espinafre. Quando eu tentava convencer as pessoas a comerem, elas respondiam que não eram animais e não comiam capim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na região do Amazonas, os trabalhadores da indústria pesada consomem, a vida toda, apenas arroz, feijão e carne. Com trabalho de anos eu pelo menos consegui ter algum sucesso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita completou: ”Eu também ouvi falar de brasileiras na Suíça que, no começo, tinham dificuldades com a nossa comida. Alface e espinafre, provavelmente, não deviam fazer parte do menu brasileiro.”&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SrAuh4RWlXI/AAAAAAAAANQ/zHEWyJDpYw0/s1600-h/digitalizar0046.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381852714283472242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SrAuh4RWlXI/AAAAAAAAANQ/zHEWyJDpYw0/s320/digitalizar0046.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-2642948478051228409?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/2642948478051228409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/09/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2642948478051228409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2642948478051228409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/09/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SrAug2TMeuI/AAAAAAAAANA/aFI8iNuYHiw/s72-c/antigas+(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-1042979750616144576</id><published>2009-08-25T07:23:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T07:29:14.747-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SpP1MZGRRcI/AAAAAAAAAM4/LbkkIeDTov0/s1600-h/digitalizar0008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373908373627553218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 307px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SpP1MZGRRcI/AAAAAAAAAM4/LbkkIeDTov0/s320/digitalizar0008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;3. A Enfermeira da Missão (Parte III)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Diariamente eu encontrava novos e outros problemas. Por exemplo, vinham doentes acompanhados de toda a sua família. Dentre eles eu descobria novos pacientes, só que neles, as doenças não estavam ainda em estado tão adiantado. Se eu os tratasse nesta fase precoce, eu talvez pudesse evitar que a enfermidade piorasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo comecei a usar um carrinho de mão como ambulância. Uma das famílias havia trazido um doente usando este carrinho, que me foi doado como agradecimento. Se eu ouvia um ruído de solavancos lá fora, eu sabia que estava chegando a ambulância. Quando ela não estava em serviço, ficava encostada, no lado da porta do ambulatório, até que viesse uma emergência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O intenso calor diurno e a sempre presente poeira vermelha ressecavam as gargantas. Por isso, as pessoas costumam ficar sempre cuspindo. Além disto, os homens frequentemente mascavam fumo ou outras coisas. Vocês devem imaginar a limpeza do meu chão. - Eu tinha que acabar com isso ! – Então coloquei um cartaz, na parede, dizendo: É proibido cuspir no chão! Eu pedia às pessoas, que sabiam ler, que informassem aos outros a respeito. Também distribuí várias latas para servir de cuspideira. Mas a irritação das mucosas ressecadas e a necessidade de se livrar delas era muito intensa. Uma vez eu percebi algo grudento voando contra a minha parede. Isso, enquanto eu estava arrancando o dente de um menino. Durou algum tempo até que os visitantes percebessem que a mulher branca não gostava muito dessas decorações nojentas na parede dela.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel tomou um gole de café. Graziella comentou arrepiada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Credo! Eu não aguentaria isto nunca! Eu detesto gente que cospe em público. Eu admiro o que você conseguiu fazer nestas condições. Acho que eu não teria aguentado nem um dia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enfermeira sorriu e continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Dona Rachele, como os nativos me chamavam, aprendeu a conhecer doenças que não constavam de nenhum livro médico. Na maioria das vezes, as pessoas estavam acometidas de uma série de doenças. No danado desse calor, uma ferida comum, que não foi tratada, se infestava de parasitas e micróbios. Vermes, gangrenas até os ossos, doenças da pele e feridas purulentas alastrantes são só o começo. Depois vem a febre amarela. Isso tudo era frequentemente acompanhado de doenças congênitas. A sífilis era muito comum e a malária não tinha como exterminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As doenças do corpo eram acompanhadas da indescritível miséria material e psíquica. Quase todos estão desnutridos, principalmente os, por assim dizer, cons-tantemente famintos moradores do sertão. Eles comiam cobras, lagartixas e até terra quando a caça era em vã. Só existe trabalho nas cidades e por isso faltava o ganha pão. Principalmente os velhos perdiam completamente a motivação e energia para viver. Os jovens, frequentemente, procuravam uma saída na criminalidade. Nas suas condições miseráveis, é praticamente uma necessidade para que possam sobreviver, e por isso, compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Mato Grosso existe a lei do mais forte. A violência está presente no dia a dia. Acontece de um matar o outro numa briga - muitas vezes por ninharias. Quando o assassino vai para a prisão, a família dele fica numa miséria ainda maior. Eu até paguei inúmeras fianças para ajudar pais de família”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria suspirou: ” Até a pouco tempo atrás, condições como essas eram inconcebíveis. Mas eu ouvi a minha irmã de Zurique contar que, entre os drogados e traficantes na sua cidade, podem-se encontrar situações parecidas. Então a Suíça e o Brasil não tem mais muita diferença.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Eu também me lembro de um caso de violência. Naturalmente não foi o único, mas agora mesmo estou me lembrando dele: Eu tinha acabado de fazer um parto, quando um auxiliar meu chamou, para um acidente em frente do ambulatório. Eu apliquei uma injeção hemostática no paciente. Nesta hora chegou um índio esfarrapado, dando chicotadas atravez da multidão de curiosos. Ele agarrou o meu braço e me arrancou do meu trabalho, arrastou-me com ameaças e tapas até a sua mulher, que estava numa pobre choupana. Ela tinha tido um colapso e eu consegui reanimá-la, em pouco tempo. Eu fiquei impressionada com a gratidão e a emocionante e infantil afeição de um homem, aparentemente tão violento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pai trouxe seu filhinho que tinha sua barriguinha muito inchada e a pele toda comida de vermes. Eu tratei com comprimidos contra febre, cortados em quatro. Notei, também, que o estômago estava cheio de terra. Eu dei um purgante e uma injeção contra tétano. Com vitaminas eu combati os vermes. Após uma semana, o menininho pode voltar para casa. Como prevenção, eu dei comprimidos de vita-minas. Pelo menos, por enquanto, eu pude ajudá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mestiço trouxe, em uma rede, um homem doente de sífilis, passando muito mal. A minha diagnose, neste paciente de 35 anos de idade, foi de uma nefrite, isto é, havia uma grande pústula palpável no rim, que ainda estava intacto. Eu fiz uma perfuração, lavei e tratei com antibiótico. Após dez dias, eu dei alta . Para mim, isto foi mais uma prova de que o processo de cura aqui era muito mais rápido do que na minha pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tratei de um moço de 16 anos, que nunca tinha aprendido a andar e sempre estava febril. Ele tinha ataques de paralisia, ficava vesgo de repente, tinha convulsões e, as vezes, não conseguia engolir. Eu dei remédios e fiz massagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ambulância trouxe um velhinho cujo maxilar estava rígido e as mãos amarradas. Ele estava anêmico e praticamente morto de fome. Eu apliquei uma infusão de cloreto de sódio no músculo e auxiliei o coração e pulmões. Mais tarde, eu apliquei soro na veia, dei vitaminas e de beber, frequentemente. Eu fiz compressas de glicerina para amolecer a lingua, que já estava toda rígida. O paciente se recuperava a cada hora que passava. Tibúrsio, este era o nome dele, disse que nunca ninguém tinha tratado dele assim. Ele queria ficar comigo para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma menina de quatorze anos deu a luz a uma criança de cinco quilos, mas já morta. A mãe estava extremamente anêmica e às portas da morte. Os missionários e eu lutamos, a noite toda, por esta vida em extinção. Graças a Deus, com sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também tive trabalho com um fim de uma grande festa. Bêbados me trouxeram, em uma rede, uma vítima de um esfaqueamento, todo ensanguentado. Um curandeiro tinha posto terra na ferida e tampado com algodão ou talvez com pelos de gato. Na luz de um miserável lampião a petróleo, eu limpei tudo, estanquei a hemorragia, desinfetei e dei pontos no corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui confrontada com todos os possíveis acidentes. Por exemplo, um homem prensou sua mão moendo cana-de-açúcar. Todos os cinco dedos foram amassados pela metade ou totalmente. Eu só consegui tratar de um após o outro. Foi um trabalhão. Mas os dedos se recuperaram bem. Como por um milagre, nasceram até unhas novas mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como feridas conseguem sarar rápido. Eu presenciei um caso de um pescador que tinha cortado quase toda a ponta do seu dedão, numa lata dentro d’água. Pois, a ponta do dedão só estava presa por um pedacinho de pele. Assim mesmo, o ferido conseguiu andar 100 metros até chegar ao ambulatório. Eu limpei a ferida, tratei com infusão de cloreto de sódio e fiz uma atadura bem firme. A ponta do dedão sarou por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes as pessoas me chamavam, em casas de barro, onde havia doentes febris, cheios de úlceras, deitados em redes ou sobre peles de boi no chão. Nestas moradias desprovidas de móveis, eu tinha que tratar dos pacientes, penosamente, de joelhos. Em Rosário-Oeste não havia sequer uma torneira d’água. O abastecimento de água também não era dos melhores. Quando não chovia por longo tem-po, até os poços artesianos secavam. Nesta época, os pobres rezavam para que chovesse no sertão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu atendia nas casas dos pacientes, os outros faziam fila na porta do ambulatório e tinham que esperar. Normalmente eles tinham muita paciência. Um homem das redondezas, porém, era uma exceção. Eu estava tratando, no consultório, de uma mulher que sangrava muito. Um cavaleiro entrou e queria me levar para ver a sua mulher, que estava muito doente. Eu prometi que iria o mais breve possível, mas que precisava estancar, primeiro, a hemorragia. E isto não era fácil. Depois de duas horas, o homem apareceu outra vez. Todo enfurecido, ele rodou o chicote e perguntou se eu ia deixar a sua esposa morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários curiosos ficaram olhando em frente da casinha. Ninguém se atrevia a enfrentar o raivoso. De onde eu tirei o sangue-frio, para fazê-lo voltar à razão, eu não sei. Eu arrastei o homem de perto da minha paciente, que ainda sangrava. Seu rosto mudou de cor. Então ele esperou até eu estar em condições de sair e fomos, à cavalo, até sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gratidão das pessoas era comovente. Raramente havia alguém que pudesse sequer pagar algo pelos remédios. Mas elas davam o que tinham: mandioca, abóbora, um ovo ou qualquer coisa de comer que pudessem conseguir. Até um tatú alguém quis me dar. Enquanto eu fazia minhas refeições com os missionários, eu levava os mantimentos para a nossa cozinha em comum. Mais tarde, eu preparava a comida eu mesma”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-1042979750616144576?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/1042979750616144576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/08/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_25.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/1042979750616144576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/1042979750616144576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/08/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_25.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SpP1MZGRRcI/AAAAAAAAAM4/LbkkIeDTov0/s72-c/digitalizar0008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-4594135677230505094</id><published>2009-08-21T16:48:00.001-07:00</published><updated>2009-08-21T16:51:36.417-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/So8yqecnxLI/AAAAAAAAAMw/ZTnShJZwevo/s1600-h/antigas+(5).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372568585785296050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 318px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/So8yqecnxLI/AAAAAAAAAMw/ZTnShJZwevo/s320/antigas+(5).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;3. A Enfermeira da Missão (Parte II)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tinha que ajudar muita gente com poucos medicamentos. Por falta de espaço, na pequena clínica, eu colocava três pacientes de emergência, atravessados na minha cama. Por baixo dos pés, eu colocava um banquinho. Se eu quisesse descansar um pouco de noite, tinha que dar um jeito de me acomodar na mesa de operações. Não havia lugar para duas camas no quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado mais rápido, eu conseguia com os comprimidos contra febre, os quais eu partia pela metade, ou em quartos. No momento, o mais importante para as pessoas era ter alguém que cuidasse de suas enfermidades. Se por um lado estas pessoas me lembravam crianças descobrindo alguma coisa nova, por outro lado representavam as reais misérias chamadas: anemia, supuração, vermes, malária, lepra, sífilis, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dois caixotes que serviam como banco, em frente da casa, se sentavam os mais débeis. Mas a maioria tinha que esperar a vez, de pé. Eu fechava o ferrolho da porta. Quase todos não tinham porta em suas casas, somente uma pele de boi dependurada no batente. Eles estavam acostumados a entrar em qualquer lugar e serem sempre benvindos. É lógico que eu nem pensava em os rejeitar, mas como eu poderia ajudá-los, se a sua afluência quase me esmagava contra as paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levou algum tempo até que eu e os pacientes começássemos a nos entender e o ambulatório a funcionar direito. Os doentes tiveram que aprender que eu não podia fazer milagres e só podia atender um após o outro. Mesmo as minhas camas primitivas e as redes, eu não as ocupava descontroladamente. Havia desesperados que tinham que esperar, pois, eu também ficava impotente contra a afluência da miséria, da qual eu só podia me ocupar pouco a pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia da minha presença ali e relatos sobre os meus tratamentos se espalharam rapidamente. Eu tinha que trabalhar a noite toda, pois, as pessoas começavam as caminhadas ao entardecer, porque durante o dia o sol queimava muito. Assim, elas chegavam de madrugada e batiam na minha porta. Eu não podia fechar os meus ouvidos. Eu não podia ser grosseira, mandando que tivessem paciência até de manhã. Quando clareasse o dia, viriam novos pedintes de ajuda....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-4594135677230505094?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/4594135677230505094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/08/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4594135677230505094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4594135677230505094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/08/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_21.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/So8yqecnxLI/AAAAAAAAAMw/ZTnShJZwevo/s72-c/antigas+(5).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-3909430187028144305</id><published>2009-08-18T16:21:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T16:25:07.836-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sos4FbDv4_I/AAAAAAAAAMo/lt0TKukzjT8/s1600-h/digitalizar0040.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371448646383428594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sos4FbDv4_I/AAAAAAAAAMo/lt0TKukzjT8/s320/digitalizar0040.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;3. A Enfermeira da Missão (Parte I)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era o terceiro dia que Rachel contava, às cinco ouvintes do lar de velhinhos de Brissago, sobre a sua vida repleta de realizações. Mas antes de começar, ela explicou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Hoje eu vou estar a última vez aqui com vocês, por dias ou talvez semanas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria perguntou: ”Por quê ?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Como vocês devem ter percebido, e eu já mencionei, tenho, há tempos, uma doença nos olhos. Eles me doem cada vez mais, e eu enxergo cada vez menos. Eu vou dar entrada em uma clínica, no Appenzell, para que os médicos me examinem e me operem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa disse: ”Eu tive que operar a catarata, no ano retrasado. Graças a Deus, tudo foi bem. Desejo, à você, boa sorte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Obrigada.“&lt;br /&gt;Rachel continua a relatar suas experiências no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Rosário-Oeste não me largou mais. Se diz ”Oeste” para diferenciar dos outros Rosários que existem. Fica a 125 quilômetros de Cuiabá, na direção do Amazonas. Para o Rio de Janeiro são 2300 quilômetros e São Paulo fica um pouco mais perto. Em Rosário-Oeste, viviam, naquela época, cerca de 2000 pessoas, sendo a maioria delas mestiços. Menos de cem quilômetros dali, aventureiros encontraram povoações indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus novos amigos e chefes tinham quatro filhos. O quinto, eu ajudei a vir ao mundo. Além da enfermaria, havia uma pequena igreja. Nela, os missionários pregavam o sermão, quando não estavam viajando pelo interior. Uma casinha de barro me servia como moradia. Ela tinha dois cômodos, em um deles eu coloquei uma cama, uma mesa e uma cadeira. Nas minhas duas malas eu guardava, além das minhas coisas pessoais, também os instrumentos e medicamentos. No segundo cômodo eu planejei fazer o consultório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a evolução das coisas me pegou de surpresa: Por todo canto havia doentes. Mesmo o meu quarto, eu repartia com gente necessitada de ajuda. Eu procurava ter um mínimo de privacidade, usando um biombo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos após a nossa chegada, meu irmão veio ver como eu estava. Mais tarde, ele tinha o costume de vir uma ou duas vezes por ano. Em uma destas visitas de boas vindas ele me trouxe uma placa de metal, pintada de branco com uma cruz vermelha, que foi colocada, numa viga mais forte, por cima da porta da casa. Assim, o posto de saúde estava bem identificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não precisei de mais divulgação, pois, logo tive muito o que fazer. As pessoas se apinharam por perto, quando Benjamim trouxe as minhas malas para dentro. Era um empurra, empurra e todo mundo ao meu redor, enquanto eu desfazia as malas. Uma moça tinha uma criança no colo, cujos olhos estavam cheios de pus. Eu parei com a arrumação, examinei a ferida, procurei o colírio e comecei a mi-nha missão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, na sua passividade, as pobres pessoas nem sabiam o quanto doentes estavam. Quando elas sentiam dores é que percebiam que alguma coisa não estava bem com o seu corpo. Neste ponto já era tarde para uma cura. Eu ficava arrepiada com os remédios caseiros usados por elas, os quais também não adiantavam nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eles, eu era a mulher branca enviada, pela misericórdia de Deus, para ajudá-los. A boa notícia se espalhou, rapidamente, em todos os cantos da região amazônica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, veio ajuda também para os pobres !&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-3909430187028144305?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/3909430187028144305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/08/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3909430187028144305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3909430187028144305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/08/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_18.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sos4FbDv4_I/AAAAAAAAAMo/lt0TKukzjT8/s72-c/digitalizar0040.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-1460179291329392545</id><published>2009-08-11T16:15:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T16:18:43.493-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SoH9NwIhbZI/AAAAAAAAAMg/WW6ew7KAZ8E/s1600-h/digitalizar0022.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368850643503115666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 212px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SoH9NwIhbZI/AAAAAAAAAMg/WW6ew7KAZ8E/s320/digitalizar0022.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;2. Primeira Viagem ao Brasil (parte V)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os lugares, em que eu quis completar a minha especialização, sempre encontrei muita compreensão. Nas horas livres, eu ia à Clínica Odontológica para aprender a extrair dentes, profissionalmente. Na Clínica Oftalmológica, eu aprendi a fazer tratamentos simples dos olhos, principalmente a lavagem do canal lacrimal.&lt;br /&gt;Neste meio tempo, chegou uma carta do casal de missionários que insistiam que eu viesse antes. Eles até me ofereceram pagar a maior parte das minhas despesas de viagem. Além disso, me asseguravam casa e comida na sua casa de missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha me decidido a ir, mas também aprendi a pensar com realismo. Por isso eu tive que reconhecer que me faltavam as seguranças primordiais para uma atuação útil, a longo prazo. Os missionários me ofereciam isso e por isto eu concordei definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o resto das minhas poupanças eu comprei instrumentos cirúrgicos, bisturis, seringas, medicamentos e ataduras. Tudo isto, eu precisava para montar um consultório próprio.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Graziella interrrompeu: ”Por que você diz consultório? Você não é médica.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Esta pergunta eu já ouvi muitas vezes. Assim como você, também outros amigos e conhecidos na Suíça ficaram admirados. Todos acham muito arrogante que uma enfermeira e parteira, apesar de conhecimentos especializados, assuma funções iguais a de um médico. Entretanto, eu sabia, por minhas experiências no Brasil e as narrativas de missionários, que eu deveria me preparar para assumir tais funções. Eu nunca quis ser mais do que realmente sou. Quando a escolha era morrer, sem a assistência de um médico, ou aceitar o tratamento cirúrgico de uma enfermeira, não havia dúvidas que a última opção era a escolhida.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella disse um pouco encabulada: ”Por favor, me desculpe, Rachel”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Com o passar dos anos eu aprendi muito, principalmente agilidade e poder de decisão. Eu tinha sempre que dar um jeitinho e arriscar a fazer intervenções, mesmo sob condições precárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu estava preparando a minha viagem, eu deparei, aqui e acolá, com sorrisos complacentes quando não olhares repreensivos. As pessoas achavam que eu não sabia o que estava arriscando, e que eu não tinha consciência do significado do meu empreendimento.Então esta coisinha do Appenzell (estado da Suíça), com umas poucas malas de bagagem, estava querendo conquistar a selva? Será que ela estava querendo superar condições que desmoralizam mesmo os mais fortes dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois deixe todo mundo olhar ou falar o que quiser. Eu, por minha parte, me preparei conscientemente. Me despedi das regalias e prazeres suíços e fiz os meus preparativos para uma vida modésta. Durante a minha primeira estadia no Mato Grosso, eu já havia tido uma amostra do que me aguardava. Eu, já na pátria, praticava a renúncia, para que fosse mais fácil depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia da despedida se aproximava. Além de abanos de cabeça e conselhos, eu recebi também algum dinheiro de amigos e conhecidos. Eles me aconselhavam comprar chocolate, conservas finas ou vestidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a gente precisa mesmo para viver e ser feliz? Eu agradeci os presentes aos amigos e comprei medicamentos com o dinheiro. Eu sabia, que pela renúncia de um tablete de chocolate, eu talvez, num momento crítico, pudesse salvar a vida de uma mãe de muitos filhos...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita comentou: ”Nossa, isto parece incrível !”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Eu sabia, por experiência, que a população mestiça do Brasil não estava ainda acostumada a tomar comprimidos ou injeções. Por isso, às vezes, pequenas doses faziam milagres.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O grande dia chegou. Minha irmã Rebecca me acompanhou, de carro, de Ascona até Gênova. Lá nos despedimos e eu tomei o navio que me levaria a Santos. Um  ônibus me levou para São Paulo e de lá, um avião para Cuiabá. O  reencontro com meu irmão nos proporcionou uma alegria muito grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, Benjamim me apresentou ao casal de missionários. Com a caminhonete deles fomos, por uma estrada empoeirada e esburacada, para Rosário-Oeste. Diante da minha futura modesta casinha já esperavam muitas mães com crianças doentes, chorando de cortar o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, chega por hoje! Amanhã eu contarei sobre o meu trabalho na enfermaria da missão.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna disse por fim: ”Com as suas narrativas, a nossa vida toma um novo sentido. Antigamente a gente vivia à toa por aí. Agora  a gente fica aguardando, impaciente, o dia de amanhã para ouvir a continuação. Mesmo quando você não está aqui, nós conversamos sobre as suas vivências”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel ficou radiante: ”Isto me deixa muito contente. A mim também faz bem contar sobre o passado.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-1460179291329392545?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/1460179291329392545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/08/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/1460179291329392545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/1460179291329392545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/08/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_11.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SoH9NwIhbZI/AAAAAAAAAMg/WW6ew7KAZ8E/s72-c/digitalizar0022.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-2029326066816135845</id><published>2009-08-03T16:40:00.001-07:00</published><updated>2009-08-03T16:47:00.298-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Snd2677fg7I/AAAAAAAAAJQ/UPtMe2KeIdE/s1600-h/Rachele+e+Rebecca+P%C3%A1g+02+folder+Portugu%C3%AAs.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365888235926946738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 301px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Snd2677fg7I/AAAAAAAAAJQ/UPtMe2KeIdE/s320/Rachele+e+Rebecca+P%C3%A1g+02+folder+Portugu%C3%AAs.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;2. Primeira Viagem ao Brasil (parte IV)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em St.Gallen, começou um período rigoroso, mas repleto de oportunidades para aprender. Eu assistia à quase dez partos por noite. De dia eu estudava na sala de teoria e também praticava. Como o meu reitor sabia que eu iria voltar para um lugar onde teria que trabalhar sozinha, me ensinava os casos mais complicados. Assim, recebi o diploma de parteira.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana perguntou: ”Não foi a Rebecca que fez também o curso de enfermeira ?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Foi. Assim como eu, ela também concluiu o Curso da Cruz Vermelha. Ela me ajudou durante muitos anos no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia se passado mais de um ano desde que eu tinha deixado Cuiabá. Neste período, eu tinha uma correspondência assídua com meu irmão. Assim, eu fiquei sabendo que, desde a minha partida, a situação da Maternidade, realmente, tinha melhorado. Eles tinham contratado mais um médico e uma enfermeira formada. Na correspondência, havia também um pedido de socorro de um casal de missionários de um lugar a mais de cem quilômetros ao norte. Lá, não havia assistência médica nenhuma e uma miséria ainda maior. Benjamim me perguntava se eu podia me decidir à ir para lá. Mais detalhes ele não contou. Naturalmente eu seria muito benvinda na Maternidade. Ele pediu que eu me decidisse, caso eu não tivesse mudado os meus planos, e resolvido permanecer na vida confortável da pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que o meu senhor irmão me conhecia tão mal? Ou ele estaria preocupado por eu, aparentemente, não parecer muito forte. Seja como for, eu não exitei muito. Decidi aceitar o pedido dos missionários, que por sinal pareciam ser americanos. Eu imaginava que eles só tinham conhecimentos de trabalho evangélico e, provavelmente, estariam sem saber como enfrentar a situação lá encontrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conversei com o meu chefe: Como descreveu meu irmão, não existia nenhum médico numa área de mais de cem quilômetros. Eu só poderei contar comigo mesma.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sacudiu a cabeça: „Será que isto existe mesmo? Uma cidade com mais de dois mil habitantes sem médico ?“&lt;br /&gt;„Condições, como são encontradas lá, são difíceis de se entender na Europa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-2029326066816135845?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/2029326066816135845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/08/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2029326066816135845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2029326066816135845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/08/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Snd2677fg7I/AAAAAAAAAJQ/UPtMe2KeIdE/s72-c/Rachele+e+Rebecca+P%C3%A1g+02+folder+Portugu%C3%AAs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-2406209777702516206</id><published>2009-07-05T06:57:00.000-07:00</published><updated>2009-07-05T07:05:31.777-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SlCzHPtXCvI/AAAAAAAAAJI/6qD6V9g4axM/s1600-h/rachele+300904.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354976894000761586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SlCzHPtXCvI/AAAAAAAAAJI/6qD6V9g4axM/s320/rachele+300904.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;2. Primeira Viagem ao Brasil (parte III)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu respondi que voltaria para a Suiça para me aperfeiçoar. Nos meses que se passaram, eu fiquei conhecendo meus limites, deficiências e carências, e gostaria de eliminá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conversei também com o médico-chefe sobre os meus planos. Como eu prometi voltar ao Brasil, ele não ficou tão desapontado. Ele tinha certeza de que, na minha volta, eu iria encontrar melhores condições . Eu me despedi, dizendo convincente: Até a volta ! Me despedi também do meu irmão, que foi um grande apoio neste tempo todo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa perguntou: ”Como é que você conseguia se comunicar ? Você sabia falar a língua ?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Eu fui para o Brasil sem ter conhecimentos de português. Da mesma maneira como eu associava a palavra calor com o horrível calor, eu fiz com as outras expressões. As coisas e como eram chamadas, funções e palavras correspondentes, eu gravava e dentro de pouco tempo eu conseguia me comunicar. Às vezes, usando as mãos e os pés”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ouvintes riram, e Rita acrescentou: ”Você deve ter tido vantagem, por saber falar diversas linguas, não é? Além do alemão e italiano, você ainda sabia o francês. Eu acho que o português é bem parecido com o italiano.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”É verdade. Falar várias línguas nos dá facilidade de aprender outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quanto à viagem, meu dinheiro só deu para a passagem de volta. Antes de me aperfeiçoar, eu tive que conseguir verba para isso. Em Genebra, eu fiz um traba-lho quase que sobre-humano para conseguir juntar alguns mil francos. Durante o dia eu trabalhava como enfermeira particular e de noite eu era enfermeira vigília de um hospital. Para mim tudo era natural ao ponto de não sentir a sobrecarga. Eu me comparava aos soldados nas manobras, onde eles conseguem fazer esforços que não dariam conta na vida civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo uma mulher como eu, não pode viver acima de suas forças, por muito tempo. Às vezes, me acometia um cansaço intenso. Eu usava vários truques para contornar a situação. Por exemplo, quando eu andava pelos corredores do hospital eu fechava os olhos para descansá-los um pouco. Nos raros momentos livres, eu deitava num colchão duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu consegui aguentar os seis meses e por 2000 francos eu pude me inscrever na Escola de Parteiras de St.Gallen. Nesta quantia estava incluída a maleta de parteira com os instrumentos. Além disso, ainda sobrou alguma coisa para outros propósitos. Antes de começar o curso, eu visitei por alguns dias a minha irmã Rebecca. Lá, eu dormi o tempo todo como se tivesse desmaiada. É, eu não era uma criatura sobrenatural....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-2406209777702516206?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/2406209777702516206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/07/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_05.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2406209777702516206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2406209777702516206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/07/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_05.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SlCzHPtXCvI/AAAAAAAAAJI/6qD6V9g4axM/s72-c/rachele+300904.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-2736944829521478718</id><published>2009-07-02T15:23:00.000-07:00</published><updated>2009-07-02T15:29:03.933-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sk00mPvmLQI/AAAAAAAAAJA/9Zc80djdCdo/s1600-h/indios+9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353993363679227138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sk00mPvmLQI/AAAAAAAAAJA/9Zc80djdCdo/s320/indios+9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;2. Primeira Viagem ao Brasil (parte II)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu ficava desorientada, chegando a conclusão de que tudo que eu fazia era pouco demais. O equipamento era insuficiente, os remédios eram escassos e meus co-nhecimentos não abrangiam todos os setores necessários. Eu tinha que assistir às parturientes, porém, eu não possuia os conhecimentos de uma parteira formada. Quando ocorriam complicações, eu percebia que deveria fazer urgentemente um curso de obstetrícia. Justamente nesta área, é muito importante uma assistência competente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A miséria e o sofrimento da classe mais pobre me preocupava muito. Numa das manhãs, quando me levantei, eu cheguei na porta do hospital e encontrei uma moça índia chorando. Eu imediatamente a reconheci: ela não tinha dinheiro e nenhuma indicação de algum médico. Por isso ela havia passado a noite ao ar livre. Ali mesmo, ela deu a luz a uma menina. A indígena, exausta, deve ter deixado o neném cair. O pequeno corpo, ensanguentado e sem vida, jazia no chão ao seu lado. Eu cuidei da infeliz mãe e enterrei a criança. Com este fato, eu pedi minha demissão e procurei meu irmão.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Pedroni expressou em palavras o pensamento das suas amigas: ”É incrível ! Como é que alguém pode ser tão sem escrúpulos ?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella disse: ”Antigamente havia casos parecidos na Suíça. Na prosperidade, muitas vezes, a gente cerra os olhos para o nosso passado e também para os des-tinos dos próximos nos países mais pobres. Continue por favor, Raquel !”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Eu sei muito bem que isto não foi um caso esporádico. Eu assisti a muitos dramas como este nos meses que se passaram. Eu só estava pensando como um episódio assim teria feito manchetes acusadoras aqui na Suíça. Em Cuiabá e outras cidades do Mato Grosso, assim como no Norte do Brasil, sofrimentos como este fazem parte do dia a dia deste povo doente e desanimado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu expliquei ao Benjamim que eu queria ficar aqui. A meta da minha vida seria ajudar esta gente. Eu não teria mais um minuto de sossego, se eu voltasse a traba-lhar no Bürgerspital da Basiléia, para cuidar de suiços riquíssimos. Eu não queria, e não podia, ver pessoas sofrendo somente por não ter dinheiro para se tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O forte Benjamim me abraçou - pequena e frágil irmã - e acariciou carinhosamente os meus cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respondeu que, infelizmente, a maioria dos hospitais eram assim. Aqueles que mais necessitavam de assistência médica eram os que ficavam do lado de fora. Ele também me parabenizou pela minha decisão e prometeu me ajudar onde pudesse. Perguntou-me, então, o que eu pretendia fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-2736944829521478718?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/2736944829521478718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/07/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2736944829521478718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2736944829521478718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/07/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sk00mPvmLQI/AAAAAAAAAJA/9Zc80djdCdo/s72-c/indios+9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-7020888400937048274</id><published>2009-06-28T15:03:00.001-07:00</published><updated>2009-07-02T15:29:32.624-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Skfp6ssbD9I/AAAAAAAAAI4/lrZOnLWqtvM/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352503876792291282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 67px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Skfp6ssbD9I/AAAAAAAAAI4/lrZOnLWqtvM/s320/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;2. Primeira Viagem ao Brasil&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;(parte I)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cinco amigas do lar de velhinhos de Brissago aguardavam ansiosas a hora do almoço. O início da história da vida da Raquel Steingruber as impressionou tanto que elas esperavam curiosas a continuação. Como a juventude de algumas delas foi parecida com a de Raquel, elas achavam que agora, com a narrativa da primeira viagem ao Brasil, o componente exótico e desconhecido deveria chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim chegou a hora! Elas cumprimentam calorosamente a visitante, almoçam mais rápido do que de costume e se sentam novamente no terraço quentinho. Depois que Graziella serviu o café, e todas tomaram seus lugares, Raquel começa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Em1949, eu recebi uma carta de meu irmão caçula Benjamim, contando da incrível miséria no Brasil. Ele já havia começado, a alguns anos atrás, a concretizar seu sonho juvenil. Desde a sua infância ele se sentia fascinado pelas histórias da selva, dos animais selvagens e dos índios.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria interrompeu: ”Eu me lembro do Benjamim, nós estivemos na mesma classe durante três anos. Já naquele tempo ele ficava com os olhos brilhantes quando ouvia falar de terras distantes. Porém, eu não sabia que ele tinha conseguido realizar esse sonho juvenil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Benjamim ouviu falar que no Paraguay estavam precisando de bons mecânicos. Então ele abandonou a pátria e emigrou. Porém, seu espírito aventureiro não o deixou chegar ao seu destino. Ele mergulhou nas imensas selvas do Mato Grosso - o Inferno Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele trabalhava como peão nas fazendas, colhendo borracha, para ganhar o seu sus-tento. Os seus colegas índios lhe ensinavam como viver na selva. O jovem, que tinha abandonado a civilização, vivia agora da maneira que sempre quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade da nossa família foi perturbada pela morte de nossos pais. Eu queria afastar a minha tristeza e resolvi visitar o meu irmão na longíqua América do Sul. Ele adorou a notícia da minha vinda e avisou a todos os seus amigos e colegas, isto é, grande parte da cidade de Cuiabá e redondezas. Ele me conhecia muito bem e sabia que eu não viria fazer férias de descanso e sim ajudar os pobres. Ele não me aguardou sozinho no aeroporto, foi logo me apresentando ao médico chefe da Maternidade de Cuiabá. Este imediatamente me contratou, a pequena e magrela enfermeira suiça, como enfermeira chefe. O meu salário não era mais alto do que uma gorgeta. Mesmo assim, eu fiquei trabalhando naquela cidade por um ano. Este pagamento era apenas simbólico. Em todos esses decênios no Mato Grosso, eu nunca aceitei pagamento de ninguém. Isto de propósito, pois, os pobres teriam ficado sem jeito de me procurar, sabendo que não tinham dinheiro para o pagamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-7020888400937048274?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/7020888400937048274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/7020888400937048274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/7020888400937048274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_28.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Skfp6ssbD9I/AAAAAAAAAI4/lrZOnLWqtvM/s72-c/3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-382963598834862847</id><published>2009-06-23T16:16:00.001-07:00</published><updated>2009-06-23T16:18:48.870-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SkFit7hnaOI/AAAAAAAAAIw/Iejt7OanijE/s1600-h/Foto+Irma+Eva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350666373505181922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SkFit7hnaOI/AAAAAAAAAIw/Iejt7OanijE/s320/Foto+Irma+Eva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; (Eva Steingruber, irmã de Rachele e Rebecca)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;1. Infância / Juventude (parte VI)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Maria perguntou: ”Quando foi que você terminou os seus estudos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Em 1945 eu recebi o meu diploma de enfermeira da Cruz Vermelha. Algum tempo depois, os reitores me transferiram para Lausanne. Ninguém gostava de trabalhar no Hospital dos Incuráveis, porque lá ficavam principalmente as mulheres com as maiores feridas, provocadas por um longo período de permanência na cama. Neste tipo de doença se pode ver a espinha dorsal. Mesmo assim, eu me sentia bem tratando delas, pois, justamente elas tinham o maior direito de serem tratadas com muito carinho. Eu me lembrava das palavras de Jesus: Ame o seu próximo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo no meu tempo livre eu ajudava as pessoas. Como se fosse milagre as suas doenças curavam bem rápido. O diretor do hospital não queria me deixar sair de lá. Mas eu dizia a mim mesmo que é muito mais fácil achar enfermeiros na pátria do que nas regiões silvestres e sertões do Brasil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel olhou para o relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Por hoje chega ! Eu acho que um pouco de sono nos faria bem. Se vocês continuarem interessadas, eu amanhã conto a respeito da minha primeira viagem ao Brasil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas concordaram e se despediram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-382963598834862847?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/382963598834862847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_23.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/382963598834862847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/382963598834862847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_23.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SkFit7hnaOI/AAAAAAAAAIw/Iejt7OanijE/s72-c/Foto+Irma+Eva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-2691209041773079016</id><published>2009-06-19T16:20:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T16:26:43.294-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjwepcX3jNI/AAAAAAAAAIo/GKBItjnDMMo/s1600-h/Rebeca+269.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349184154749078738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 206px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjwepcX3jNI/AAAAAAAAAIo/GKBItjnDMMo/s320/Rebeca+269.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;1. Infância / Juventude (parte V)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;„Não havia pessoal disponível para a observação dos mutilados de guerra. Mesmo assim era necessário que alguém tomasse conta dos aparelhos ligados aos recém-operados. Eu sacrificava o meu dia livre e, quando possível, as minhas horas livres diárias. Nesta época eu trabalhava na sala de operações e assim quase nunca tinha horas livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as noites, muitas vezes, me chamavam para acompanhar os moribundos. Já que os soldados não tinham os familiares por perto, ficavam completamente sós. Eu tinha uma satisfação muito grande em poder dar um pouco de conforto e lembranças de uma pátria melhor, aos homens, na hora de sua morte. Eu segurava as suas mãos até a última expiração e isto os fazia se sentirem em segurança e ter uma paz profunda. Esta paz podia ser notada em seus semblantes.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita interrompeu novamente: „Isso eu já vi acontecer muitas vezes. Mas continue por favor.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Muitos doentes tinham sede e recebiam chá de tília, que é muito saudável. Era tarefa das estudantes colher as flores da tília para fazer o chá. As reitoras incentivavam as alunas a subir nas árvores, prometendo uma tesoura de recompensa para cada oito sacos de flores de tília. Estas tesouras faziam parte dos instrumentos básicos das futuras enfermeiras, e elas tinham obrigação de comprá-los elas mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu não tinha medo de subir em árvores, eu colhia as flores não só para mim como também para as minhas colegas, e assim elas conseguiam ter as suas tesouras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já durante os meus estudos, eu passava os meus dias livres no Hospital de Lausanne e ganhava lá um dinheirinho. No trem a caminho para lá, eu estudava os meus livros. Uma vez eu estava tão entretida na leitura que, quando percebi, o trem já havia passado da estação de Lausanne. Pela janela, eu via os imensos vi-&lt;br /&gt;nheirais de Lavaux. O que é que eu faço? O trem estava indo para Berna e já era noite. Eu não podia pernoitar fora, pois o pessoal me aguardava para a vigília da noite. Eu peguei minha maleta de instrumentos e meus livros e, num dos sinais no qual o trem dava uma paradinha, eu pulei para fora e procurei a estrada. Para chegar lá eu tive que pular vários muros que protegiam e separavam as videiras. Num deles, que era bem mais alto, eu perdi minha maleta que rolou barranco abaixo. E eu correndo atrás !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vinicultor idoso disse: Moça, não tenha medo! Eu não vou te fazer nada. Venha aqui, você pode comer quantas uvas quiser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem estava pensando que eu era uma ladra de uvas. Mesmo assim eu aceitei o seu convite e, enquanto nós saboreavamos as frutas maravilhosas, contei o que tinha me acontecido. Ele foi muito prestativo e levou-me ao lugar que eu tinha que ir.“&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-2691209041773079016?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/2691209041773079016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2691209041773079016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2691209041773079016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_19.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjwepcX3jNI/AAAAAAAAAIo/GKBItjnDMMo/s72-c/Rebeca+269.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-2036677676544720652</id><published>2009-06-18T18:26:00.000-07:00</published><updated>2009-06-18T18:28:52.886-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sjrpzd1v0lI/AAAAAAAAAIg/tFFkjK6MwAc/s1600-h/160%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348844577848545874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 87px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sjrpzd1v0lI/AAAAAAAAAIg/tFFkjK6MwAc/s320/160%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;1. Infância / Juventude (parte IV&lt;/strong&gt;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;„Meus anos escolares até o ginásio eu passei no Tessin (parte de língua italiana da Suíça), isto é, nas cidades de Ascona e Bellizona. Durante as minhas férias escolares eu gostava muito de ajudar pessoas idosas ou deficientes e encontrava muitas oportunidades para isso. É logico que eu fazia tudo de graça. Dar ajuda e amor aos necessitados era paga suficiente para mim. Foi nesta época que eu comecei a querer ser enfermeira.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita, que até agora tinha ficado calada, suspirou: ”Quem é que faz isso hoje em dia ? Cada um só cuida de si mesmo. As pessoas correm pela vida como se fossem um trem rápido. Elas não têm tempo para nós. As nossas próprias famílias nos abandonam nos asilos e lares, e nós temos que dar graças a Deus de receber uma visita de vez enquando.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna explicou para Raquel: ”A Rita está somente a um ano aqui com a gente. A vida toda, ela se sacrificou pela família dela. Quando o marido faleceu, um dos filhos ficou com a casa e a mandou para cá. Visitas, ela tem muito raramente. A sua nova família somos nós.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel fez que sim: ” Quem não conhece histórias assim? Mas voltando ao as-sunto: Depois de completar meus estudos, eu trabalhei um bom período em diversos hospitais, como arrumadeira. Eu queria descobrir onde eu gostaria mais de fazer o meu aprendizado. Durante minhas férias, eu cuidava da saúde de 300 crianças pobres de Paris. Elas estavam em uma colônia de férias na cidadezinha de Genolier, acima de Nyon. Eu fazia este trabalho gratuitamente. As vezes, minha irmã Eva se revezava comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no meu tempo de aprendizado eu era infatigável. Nas minhas pausas eu quase sempre ajudava os outros pacientes: comprava algumas coisas importantes para eles, fazia telefonemas por eles ou levava cartas ao correio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos feriados durante o ano, eu me ocupava dos pacientes acamados. Por exemplo, eu pintava pratos de vidro, eu escrevia cartões de boas melhoras, de aniversário, de boas páscoas, feliz natal e bom ano novo. Estas pequenas lembranças eu colocava, junto com a xícara de café da manhã, no criado mudo deles. Eles ficavam muito felizes com estas coisinhas que não me custavam muito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziella confirmou isto: ”Você tem razão, como eu gostaria de receber presentinhos assim. Eu me sinto como uma morta viva. Pela sua idade eu imagino que naquela época era a Segunda Guerra Mundial. Como foi que você conseguiu sobreviver lá?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Durante a guerra eu trabalhava frequentemente no Hospital do Cantão de Genebra. A afluência de mutilados de guerra era tão grande que nós tínhamos que por os pacientes comuns até debaixo do telhado. Os soldados tinham a preferência. O trabalho era muito duro. Quando as sirenes soavam, o pessoal tinha que levar imediatamente os pacientes com suas camas para o abrigo. A minha função era a defesa antiaérea. Junto com alguns colegas, eu tinha que ir ao sotão e colocar sacos de areia para proteger a armação do telhado contra um eventual fogo. Como durante o alarme era proibido acender qualquer luz, nós tinhamos que trabalhar no escuro. Só havia uma mínima lâmpada azul no recinto. Assim, esse trabalho durava mais de uma hora. Só quando a sirene tocava uma segunda vez é que o perigo havia passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes as enfermeiras se queixavam de cansaço. Eu inventei um jeito de o fazer esquecer: no jantar serviam uma linguiça de fígado e eu tirava uma a mais. De noite o enfermeiro, como de hábito, saía para ir à cidade tomar umas e outras. Eu ia na ponta do pé ao quarto dele e punha a tal linguiça debaixo do lençol. Por causa daquela pequena lâmpada azul, nínguem percebia nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu buscava sabão em pasta na lavanderia e o passava na maçaneta externa da porta da sala das enfermeiras. Algumas colegas me ajudavam nisso. Rapidinho nós voltávamos para os nossos quartos e esperavamos a reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós ríamos a bessa ! Assim todos esqueciam o cansaço, pois rir faz bem.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ouvintes do lar de velhinhos de Brissago riram também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-2036677676544720652?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/2036677676544720652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2036677676544720652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2036677676544720652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_18.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sjrpzd1v0lI/AAAAAAAAAIg/tFFkjK6MwAc/s72-c/160%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-246708352395094354</id><published>2009-06-17T16:49:00.001-07:00</published><updated>2009-06-17T16:56:59.514-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjmCwXy1lEI/AAAAAAAAAIY/gR606ugmEFs/s1600-h/fundacao310306+(7).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348449800011748418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjmCwXy1lEI/AAAAAAAAAIY/gR606ugmEFs/s320/fundacao310306+(7).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;1. Infância / Juventude (parte III)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Raquel continuou com sua narrativa: ” Uma vez eu acompanhei uma mãe com um bebê de 2 meses de idade. Ela estava indo de Ascona até Locarno para fazer compras. A dona me pediu que eu empurrasse o carrinho de bebê para ela. Na ida foi tudo bem. Mas chegando na Praça Grande ela disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Tome conta do neném,Raquel. Você pode ficar vendo vitrines nas arcadas. Eu tenho muitas coisas para resolver. Nós nos encontramos neste mesmo lugar aqui, tá ?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui empurrando o carrinho de cá pra lá e de lá pra cá. Numas das vitrines eu vi um aquário com peixinhos reluzentes. Isto eu tinha que ver de perto ! Com a mão direita eu segurava o carrinho e com a esquerda a bolsa grande da mulher. Quando eu olhei de novo para o carrinho... tomei um susto enorme ! O bebê tinha desaparecido !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu procurei e descobri o danadinho, todo enroladinho, dependurado debaixo do carrinho. Ele me olhava bonitinho, pois, não achava nada de errado. Eu examinei o carrinho direito e descobri que ele não tinha mais fundo. A mãe tinha colocado umas ripinhas provisórias, mas elas escorregaram durante a nossa viagem vindo de Ascona. Em uma das lojas, eu consegui uma cordinha comprida para consertar o fundo do carrinho. Quando a mãe voltou já estava tudo em ordem e o neném dormia como um anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu contei para a mulher o que havia acontecido e ela falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;„Ainda bem que eu levei você comigo. Eu teria ficado tão nervosa que talvez tivesse jogado o carrinho fora junto com o bebê... „&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta para casa nós conversamos muito ainda sobre este caso.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As velhinhas riram muito e Graziella foi buscar mais café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-246708352395094354?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/246708352395094354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_17.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/246708352395094354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/246708352395094354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_17.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjmCwXy1lEI/AAAAAAAAAIY/gR606ugmEFs/s72-c/fundacao310306+(7).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-5696605305879055231</id><published>2009-06-16T18:35:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T18:40:19.322-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjhJfNxw8kI/AAAAAAAAAIQ/F8rkFefqXUY/s1600-h/fundacao310306+(4).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348105358125625922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjhJfNxw8kI/AAAAAAAAAIQ/F8rkFefqXUY/s320/fundacao310306+(4).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;1. Infância / Juventude (parte II)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Graziella, a velhinha mais nova do nosso grupo, foi buscar café e bolo para todas. Depois de servir o lanche ela pediu para que Raquel continuasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Eu fiz os primeiros anos na Escola Primária em Porto-Ronco. Lá era usual que a professora recompensasse o melhor aluno no fim de cada mês. Em uma das vezes eu fui um deles. Como recompensa, a freira pegou a minha mão e me conduziu até a torre da igreja. Chegando, ela me deu uma corda grossa cheia de nós e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora são exatamente 12 horas. Você tem que puxar a corda com toda força .&lt;br /&gt;Eu assustei com os primeiros toques do sino, mas depois, eu não quis parar mais. De vez enquando eu descansava um pouquinho e continuava. A freira foi embora e muitas pessoas foram aparecendo. Eles achavam que havia acontecido alguma coisa importante. Um deles se admirou por uma menina, tão pequena, conseguir bater o sino por tanto tempo em seguida. Para mim este acontecimento me incen-tivou a continuar tendo boas notas na escola.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Pedroni se recordou: Eu estava, naquela época, no quinto ano e sua irmã Rebecca era minha vizinha de carteira. Eu também fiquei curiosa em saber porque o sino estava batendo tanto tempo. No primeiro e segundo ano escolar eu também tive aulas com essa sua professora, mas, infelizmente, eu nunca fui a melhor da classe e por isso nunca tive o prazer desta recompensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria sorriu satisfeita: ”O que você não conseguiu como criança está recuperando agora. No nosso grupo você é a lider e consegue fazer com que a gente não fique totalmente esclerosada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras acharam graça e Raquel também concordou e continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Nossa família mudou-se para Ascona. Uma só professora lecionava em uma sala de aula para 70 crianças do terceiro e quarto ano. Era exigir demais dela ! No fim do ano letivo ela pediu que eu ficasse depois das aulas, pois, para o exame final todos os cadernos deveriam receber uma pequena decoração ou um desenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já, quando criança, gostava muito de desenhar. Assim, ajudei a minha professora a fazer esta enorme tarefa. Eu ainda amarrei uma fitinha colorida em cada caderno e tudo ficou bonitinho. Eu fiquei toda orgulhosa. Como recompensa a professora me deu uma laranja. Toda feliz, eu corri para casa e reparti com todos. Naqueles tempos esta era uma fruta tropical muito rara aqui na Suíça. Antigamente as pessoas se contentavam com pouco !“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa concordou com isto: ” É isso mesmo ! Hoje em dia os supermercados estão abarrotados de produtos tropicais. As crianças nem imaginam o que uma laranja ou uma banana significavam naquele tempo. Hoje, estas frutas já são bem corriqueiras. Exóticas são mais as mangas, abacaxis ou mamões”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna acrescentou: ” É, mas os consumidores agora costumam desprezar as nossas frutas aqui. Nós ainda costumávamos fazer compotas de pêssego, damasco ou ameixa, armazenar as maçãs no porão e secar as peras. Tudo isto para, no longo inverno suiço, ter frutas para comer. Hoje em dia quase todos compram produtos frescos e não querem mais ter o trabalho de antigamente”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-5696605305879055231?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/5696605305879055231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_16.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/5696605305879055231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/5696605305879055231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_16.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjhJfNxw8kI/AAAAAAAAAIQ/F8rkFefqXUY/s72-c/fundacao310306+(4).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-3613644699338895134</id><published>2009-06-15T17:15:00.001-07:00</published><updated>2009-06-15T17:21:49.033-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sjbkza6ChaI/AAAAAAAAAII/v6JlI-j0rho/s1600-h/fundacao310306+(3).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347713179596260770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sjbkza6ChaI/AAAAAAAAAII/v6JlI-j0rho/s320/fundacao310306+(3).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Johann - pai da Rachele e Rebecca)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjbkzN6hfwI/AAAAAAAAAIA/exVtEVAq3Gc/s1600-h/fundacao310306+(5).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347713176108629762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjbkzN6hfwI/AAAAAAAAAIA/exVtEVAq3Gc/s320/fundacao310306+(5).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (Paulina - mãe da Rachele e Rebecca)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;1. Infância / Juventude (parte I)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após ao primeiro almoço em comum, Raquel Steingruber começou a contar sobre a sua vida. O tempo estava ameno, como costuma estar no começo do verão aqui na Suíça. Anna e suas amigas convidaram Raquel para que as acompanhasse ao terraço. Lá sentaram-se ao redor de uma mesa na sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel começou a falar com a sua voz toda especial:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;” Eu nasci na cidade Wald, no cantão Zurique, no dia 20 de junho de 1918. Eu sou a quarta filha do casal Steingruber, provenientes do cantão Appenzell. Meus pais, felizes, me deram o nome de Raquel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1921, a minha família se mudou para o cantão Tessin. O motivo para esta mudança foram os problemas de saúde do meu pai. Aqui, nesta região muito ensolarada da Suíça, ele era muito conceituado na manutenção dos jardins de palacetes e hotéis. A minha mãe cuidava de mim e meus irmãos: João, Eva e Rebecca. Além disso, ela era uma artista muito alegre e ativa. Com seus maravilhosos trabalhos manuais, ela quase que sustentava a família inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Solduno, a nossa família foi completada com o nascimento do Benjamim. As crianças cuidavam do serviço de casa, enquanto a mãe trabalhava fora. Eu já ajudava, com prazer, apesar de só ter 3 aninhos. Um dia a minha irmã Eva me pre-senteou com uma rosa, como recompensa, e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você foi muito boazinha e por isso você vai poder fazer uma surpresa para a sua tia da Escolinha. Felicíssima, eu corri para a Escolinha e dei a flor para a minha professora. Os olhos dela resplandeceram de alegria. Mesmo duas lágrimas rola-&lt;br /&gt;ram pela sua face. Neste momento eu percebi que é preciso bem pouco para fazer uma pessoa feliz. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-3613644699338895134?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/3613644699338895134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_15.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3613644699338895134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3613644699338895134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller_15.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sjbkza6ChaI/AAAAAAAAAII/v6JlI-j0rho/s72-c/fundacao310306+(3).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-5478054368922928540</id><published>2009-06-14T14:17:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T14:29:47.899-07:00</updated><title type='text'>Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVrsZGcm0I/AAAAAAAAAH4/WppfmtcrL2s/s1600-h/Rebeca+003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347298542968675138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVrsZGcm0I/AAAAAAAAAH4/WppfmtcrL2s/s320/Rebeca+003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Prefácio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situado acima da cidadezinha Brissago (na parte italiana da Suíça) se encontra um lar de velhinhos. O caminho para lá é uma ruazinha estreita que vai serpenteando morro acima em direção à aldeia Piodina. O lar parece um ninho de águia reinando sobre a encosta íngreme e possui uma vista deslumbrante sobre o Lago Maggiore e suas margens no lado oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz alguns dias começou a almoçar aqui uma senhora que não mora nesta colônia.&lt;br /&gt;A maioria dos moradores a conhecem de vista, mas não sabem muito a seu respeito. Ela é Rachele Steingruber, uma enfermeira que foi criada nesta região de Locarno. Ela mora já há alguns anos numa pequena moradia situada a 100 metros daqui. As pessoas não a conhecem bem, porque ela passou a maior parte dos seus 78 anos no longíquo Brasil. Conhecida lá como "O Anjo de Mato Grosso”, ela criou uma obra de assistência para ajudar realmente a criaturas muito pobres. As pessoas a comparam com a legendária "Madre Tereza”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver esta pequena, magra e frágil senhora, mal se pode acreditar que ela possua tanta energia. Quando ela vem ao lar dos velhinhos, está sempre usando óculos esuros. Certamente deve sofrer de alguma doença dos olhos. Ela mal nota as outras pessoas que almoçam lá. Se acomoda numa mesa, sempre sozinha, com um ar distraído. Depois da refeição, se despede e volta para a sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das mesas próximas, um grupo de senhoras observavam este ritual cotidiano. A porta-voz do grupo, uma velhinha forte e enérgica de mais de 80 anos, comentou com suas colegas, depois que Raquel deixou o refeitório:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu conheci a Raquel há muitos anos atrás. Além disso, eu fui amiga da irmã dela, a Rebecca. Eu acho que ela se sente bem só aqui. O que vocês acham de convidá-la para almoçar na nossa mesa amanhã ?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras concordaram. Uma velhinha toda enrugada falou com sua voz trêmula em falsete:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Nós poderíamos perguntar se ela estaria disposta a nos relatar casos da sua vida. Eu posso imaginar que ela deve ter vivenciado muita coisa . As nossas histórias já sabemos de cor. Temos que providenciar algo contra o nosso tédio !”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Os membros do grupo concordaram novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, quando Raquel Steingruber se sentou no seu lugar habitual, a se-&lt;br /&gt;nhora fortona se aproximou dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Você não se lembra de mim, Raquel ? Eu sou a Anna Pedroni de Porto-Ronco. Você gostaria de almoçar com a gente ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela respondeu com sua inconfundível voz cantante:&lt;br /&gt;”Com muito prazer. Assim de perto, eu a estou quase reconhecendo. Infelizmente, a minha vista está muito ruim. Eu estou praticamente cega. Os meus olhos me doem muito e para protegê-los eu uso estes óculos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas senhoras se dirigem à mesa ao lado e Anna apresenta suas colegas:&lt;br /&gt;”Você deve conhecer todas de vista. Elas são desta região como você. Esta é a Rosa, a Rita, a Maria e a Graziella. Sente-se. Nós lhe desejamos um bom apetite !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a refeição, a senhora com a voz em falsete disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Sempre depois do almoço, nós nos entretemos contando histórias das nossas vidas. Como já estamos há muito tempo neste lar, as nossas histórias já estão muito batidas. Seria muito bom se você contasse as suas vivências para nós. O que você acha disso ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Está bem. Muitas vezes eu me sinto muito só em casa. Infelizmente, enquanto meus olhos não melhorarem, eu não posso ir mais para o Brasil. Na companhia de vocês o tempo passará mais rápido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-5478054368922928540?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/5478054368922928540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/5478054368922928540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/5478054368922928540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/livro-o-anjo-de-mato-grosso-hans-haller.html' title='Livro: O ANJO DE MATO GROSSO (Hans Haller)'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVrsZGcm0I/AAAAAAAAAH4/WppfmtcrL2s/s72-c/Rebeca+003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-84826787176669395</id><published>2009-06-14T12:43:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T14:17:22.954-07:00</updated><title type='text'>Rachele entre indígenas de Mato Grosso</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVUNcJ02JI/AAAAAAAAAHw/tumTIZgibAQ/s1600-h/indios+11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347272722444769426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVUNcJ02JI/AAAAAAAAAHw/tumTIZgibAQ/s320/indios+11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVUNJ635xI/AAAAAAAAAHo/oN5REBbDbu8/s1600-h/indios+10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347272717550216978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVUNJ635xI/AAAAAAAAAHo/oN5REBbDbu8/s320/indios+10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVUM-p8ZWI/AAAAAAAAAHg/-etm5EDrwow/s1600-h/indios+9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347272714526418274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVUM-p8ZWI/AAAAAAAAAHg/-etm5EDrwow/s320/indios+9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVT6RwhjSI/AAAAAAAAAHY/b6yjRPXzzWs/s1600-h/indios+9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347272393236778274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVT6RwhjSI/AAAAAAAAAHY/b6yjRPXzzWs/s320/indios+9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVT6PwBEyI/AAAAAAAAAHQ/r_tYz205qsQ/s1600-h/Indios+8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347272392697778978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 307px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVT6PwBEyI/AAAAAAAAAHQ/r_tYz205qsQ/s320/Indios+8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVT6CCMdsI/AAAAAAAAAHI/r8RDC8-NBb0/s1600-h/indios+7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347272389015926466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVT6CCMdsI/AAAAAAAAAHI/r8RDC8-NBb0/s320/indios+7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVT524didI/AAAAAAAAAHA/iYoKcDVFPus/s1600-h/indios+6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347272386022312402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVT524didI/AAAAAAAAAHA/iYoKcDVFPus/s320/indios+6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVT5li39_I/AAAAAAAAAG4/M6QgPFWdpnc/s1600-h/indios+5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347272381368367090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVT5li39_I/AAAAAAAAAG4/M6QgPFWdpnc/s320/indios+5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVTfyoGZgI/AAAAAAAAAGw/0pXFq-nTuAA/s1600-h/indios+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347271938203346434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVTfyoGZgI/AAAAAAAAAGw/0pXFq-nTuAA/s320/indios+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVTf48aDvI/AAAAAAAAAGo/3E-kSqbBObA/s1600-h/indios+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347271939899133682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 244px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVTf48aDvI/AAAAAAAAAGo/3E-kSqbBObA/s320/indios+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVTfqDVLAI/AAAAAAAAAGg/2dOae9ziH5A/s1600-h/indios+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347271935901641730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 277px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVTfqDVLAI/AAAAAAAAAGg/2dOae9ziH5A/s320/indios+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVTfbSivAI/AAAAAAAAAGY/zAhKdcYr1zQ/s1600-h/Indios.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347271931938913282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVTfbSivAI/AAAAAAAAAGY/zAhKdcYr1zQ/s320/Indios.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVTfJu2g5I/AAAAAAAAAGQ/DW0ZFibrEWc/s1600-h/Indios+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347271927225811858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVTfJu2g5I/AAAAAAAAAGQ/DW0ZFibrEWc/s320/Indios+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-84826787176669395?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/84826787176669395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/84826787176669395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/84826787176669395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title='Rachele entre indígenas de Mato Grosso'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SjVUNcJ02JI/AAAAAAAAAHw/tumTIZgibAQ/s72-c/indios+11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-3122937733186195734</id><published>2009-06-09T16:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-09T16:54:44.561-07:00</updated><title type='text'>UM FUTURO PARA NOSSO FILHOS...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Si70Bk6eHJI/AAAAAAAAAFo/fvO1eppHsZ0/s1600-h/Trabalhadores+e+assistidos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345478115661323410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Si70Bk6eHJI/AAAAAAAAAFo/fvO1eppHsZ0/s320/Trabalhadores+e+assistidos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Um projeto inédito para crianças e famílias no Mato Grosso&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Educação para a vida&lt;br /&gt;Educação Escolar&lt;br /&gt;Aprendizagem&lt;br /&gt;Saúde&lt;br /&gt;Esporte&lt;br /&gt;Alimentação&lt;br /&gt;Planejamento Familiar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os primeiros anos da vida&lt;/strong&gt;...&lt;br /&gt;... decidem se a criança será um adulto responsável e maduro, que ajudará a transformar o ambiente onde vive, tornando-o mais justo e digno.&lt;br /&gt;Nossos filhos construirão o futuro do Brasil! Nossos filhos precisam de amor, educação e de um ambiente harmonioso para crescer!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um projeto inédito para crianças e famílias no Mato Grosso &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Si70CWjUFZI/AAAAAAAAAGI/vYbkUz6el6U/s1600-h/fonte+.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345478128985970066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Si70CWjUFZI/AAAAAAAAAGI/vYbkUz6el6U/s320/fonte+.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ‘Fundação Nova Suíça Rachele Steingruber’ está realizando um projeto revolucionário para Mato Grosso, ajudando famílias inteiras a melhorar de vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base em pesquisas e visitas a inúmeras famílias em bairros da periferia de Várzea Grande e Cuiabá, forma coletados dados informativos sobre as condições sociais, econômicas e culturais, bem como a escolaridade destas famílias. Com base nestas análises científicas, foi desenvolvido o plano de ação da Fundação.&lt;br /&gt;Famílias sem condições precisam de ajuda. A ajuda tem que ser em conjunto. A identificação das possibilidades leva a auto-ajuda. Não se trata somente em ‘dar o peixe’, mas também ‘ensinar e pescar’.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dar um futuro melhor às nossas crianças e famílias!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes são os pontos fortes da Fundação Nova Suíça! O trabalho iniciou-se primeiramente nos subúrbios de Várzea Grande e Cuiabá, e o trabalho prático indicará o melhor caminho para guiar o necessitado até a auto-ajuda. A Fundação hoje está agindo no setor de trabalho social, informação, acompanhamento e ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Plano de ação&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fundação Nova Suíça tem um programa humanitário e social para famílias e crianças que será posto em funcionamento de modo eficaz, passo a passo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaboração de voluntários para situações emergenciais&lt;br /&gt;Estimular o crescimento da consciência social e ambiental&lt;br /&gt;Melhorar a convivência entre as pessoas&lt;br /&gt;Trabalhos em grupo estimulando a auto-ajuda&lt;br /&gt;Assistência médica e odontológica&lt;br /&gt;Aconselhamento em saúde e alimentação&lt;br /&gt;Programa especial para jovens e adolescentes&lt;br /&gt;Acompanhamento escolar e de educação familiar&lt;br /&gt;Ajuda na escolha da futura profissão&lt;br /&gt;Programa especial contra o álcool e as drogas&lt;br /&gt;Educação lúdica e esporte&lt;br /&gt;Educação prática em administração caseira e jardinagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Anjos de Mato Grosso&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Si70B7ufwII/AAAAAAAAAFw/I5MjQSS3ipI/s1600-h/rachele+300904.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345478121785114754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Si70B7ufwII/AAAAAAAAAFw/I5MjQSS3ipI/s320/rachele+300904.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi no ano de 1949 que a jovem enfermeira Rachele Steingruber deixou a sua casa em Cantonia Appenzell, Suíça, para morar no Brasil. Ela conheceu o Brasil numa visita ao seu irmão Benjamin, que já morava no Mato Grosso. Rachele se emocionou profundamente quando viu a pobreza deste povo desbravador.&lt;br /&gt;Foi assim que ela decidiu se entregar de corpo e alma para ajudar os mais pobres, os mais necessitados. Este foi o início de seu trabalho abençoado no Brasil.&lt;br /&gt;Após várias passagens por regiões que não tinham assistência médica por serem as mais afastadas dos grandes centros do Brasil, ela fundou em Várzea Grande, perto de Cuiabá, um ambulatório médico, que logo começou a ser muito procurado pela população pobre da região. De lá, foi que Rachele Steingruber e sua irmã Rebecca partiam aos mais distantes sertões e florestas para visitar tribos de índios, em uma região quase quinze vezes maior que a Alemanha.&lt;br /&gt;Nestas regiões isoladas não existiam médicos. Rachele e sua irmã deram assistência por mais de 20 anos e eram ali a única salvação para muitas pessoas.&lt;br /&gt;As irmãs faziam partos, tratavam doenças tropicais, infecções, parasitoses e verminoses, lepra, desnutrição, fome, tiravam dentes e faziam pequenas cirurgias. Com seus amplos conhecimentos e enfermagem e as experiências práticas, Rachele e Rebecca logo foram chamadas de ‘Os Anjos de Mato Grosso’. Muitas honras e medalhas de mérito foram dadas a elas por seus incansáveis trabalhos pelo povo mais humilde e necessitado.&lt;br /&gt;Hoje, no ano de 2010, a ‘Fundação Nova Suíça Rachele Steingruber’ está caminhando rumo ao futuro. As duas irmãs Steingruber realizaram uma obra grande e generosa, e mesmo após seu falecimento continuam com interesse vivo e acompanham com entusiasmo e amor os trabalhos da Fundação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Si70CG9l7nI/AAAAAAAAAGA/73P0c795TQ4/s1600-h/porta+da+frente1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345478124801224306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Si70CG9l7nI/AAAAAAAAAGA/73P0c795TQ4/s320/porta+da+frente1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Dar um futuro melhor para as famílias e crianças” &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;– este é o lema de futuras ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Somente podemos melhorar a qualidade de vida se nossas crianças e famílias puderem desabrochar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.” Rachele Steingruber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projeto visando uma sociedade melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar um futuro melhor às crianças e famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de sua ajuda! Para o futuro de nossos filhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, entrem em contato conosco.&lt;br /&gt;Teremos o maior prazer em receber a sua visita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fundação Nova Suíça Rachele Steingruber&lt;br /&gt;CNPJ 36.910.214/0001-42&lt;br /&gt;Alameda Amália C. Campos,&lt;br /&gt;Bairro&lt;br /&gt;Várzea Grande – MT – Brasil&lt;br /&gt;Fone/fax: 65 3682-5809&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:contato@novasuica.org.br"&gt;contato@novasuica.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banco HSBC – agência 0233 – C/C 26467-14&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Si70B0x1L2I/AAAAAAAAAF4/14Z8aTlg2K8/s1600-h/MapafundacaoSuica_500.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345478119920054114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 318px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Si70B0x1L2I/AAAAAAAAAF4/14Z8aTlg2K8/s320/MapafundacaoSuica_500.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-3122937733186195734?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/3122937733186195734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/um-futuro-para-nosso-filhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3122937733186195734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/3122937733186195734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/um-futuro-para-nosso-filhos.html' title='UM FUTURO PARA NOSSO FILHOS...'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Si70Bk6eHJI/AAAAAAAAAFo/fvO1eppHsZ0/s72-c/Trabalhadores+e+assistidos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-5869276730837936019</id><published>2009-06-03T18:17:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T18:44:30.687-07:00</updated><title type='text'>Medalha de Ouro Albert Schweitzer - 1973</title><content type='html'>Em 1973, Rachele recebeu o prêmio e a medalha Albert Schweitzer pelos seus serviços humanitários. Segue abaixo imagens do livro da premiação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichKOZUrqI/AAAAAAAAAD4/P7wXVfQRGVs/s1600-h/Capa+Livro+Albert+Schweitzer+(medalha+de+ouro).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343275942445100706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 223px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichKOZUrqI/AAAAAAAAAD4/P7wXVfQRGVs/s320/Capa+Livro+Albert+Schweitzer+(medalha+de+ouro).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicjIQ_VSFI/AAAAAAAAAFg/29E_LFZrpLU/s1600-h/foto+Albert+Schweitzer+e+Rachele+1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichKGbOFOI/AAAAAAAAAEA/V9oDzIxa8Po/s1600-h/Livro+Albert+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343275940305573090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichKGbOFOI/AAAAAAAAAEA/V9oDzIxa8Po/s320/Livro+Albert+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichKf1dWFI/AAAAAAAAAEI/swO-RhVpsmk/s1600-h/Livro+Albert+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343275947126511698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichKf1dWFI/AAAAAAAAAEI/swO-RhVpsmk/s320/Livro+Albert+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichKmpm2MI/AAAAAAAAAEQ/vHUTFCeGG8U/s1600-h/Livro+Albert+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343275948955850946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichKmpm2MI/AAAAAAAAAEQ/vHUTFCeGG8U/s320/Livro+Albert+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichLNcg8kI/AAAAAAAAAEY/XZ6CBllxHHs/s1600-h/Livro+Albert+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343275959369921090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichLNcg8kI/AAAAAAAAAEY/XZ6CBllxHHs/s320/Livro+Albert+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sichq5y_rsI/AAAAAAAAAEg/ML_yDiMdUWc/s1600-h/Livro+Albert+5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343276503851314882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sichq5y_rsI/AAAAAAAAAEg/ML_yDiMdUWc/s320/Livro+Albert+5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichrMQXgqI/AAAAAAAAAEo/l7BzhQNkozE/s1600-h/Livro+Albert+6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343276508806349474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichrMQXgqI/AAAAAAAAAEo/l7BzhQNkozE/s320/Livro+Albert+6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sichrr0CEUI/AAAAAAAAAEw/G5b0xlsoLXY/s1600-h/Livro+Albert+7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343276517277438274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/Sichrr0CEUI/AAAAAAAAAEw/G5b0xlsoLXY/s320/Livro+Albert+7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichrjiaRBI/AAAAAAAAAE4/A8F9k-1_8ww/s1600-h/Livro+Albert+8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343276515056043026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 241px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichrjiaRBI/AAAAAAAAAE4/A8F9k-1_8ww/s320/Livro+Albert+8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichsFqgcEI/AAAAAAAAAFA/eihDdyQPZjc/s1600-h/Livro+Albert+9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343276524216807490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichsFqgcEI/AAAAAAAAAFA/eihDdyQPZjc/s320/Livro+Albert+9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicjHyZ7iaI/AAAAAAAAAFI/waR2vvi8Uvk/s1600-h/Livro+Albert+10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343278099594971554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicjHyZ7iaI/AAAAAAAAAFI/waR2vvi8Uvk/s320/Livro+Albert+10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicjIDp5EKI/AAAAAAAAAFQ/dwmluEWbPBU/s1600-h/Livro+Albert+11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343278104225321122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicjIDp5EKI/AAAAAAAAAFQ/dwmluEWbPBU/s320/Livro+Albert+11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicjIQ_VSFI/AAAAAAAAAFg/29E_LFZrpLU/s1600-h/foto+Albert+Schweitzer+e+Rachele+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343278107804911698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicjIQ_VSFI/AAAAAAAAAFg/29E_LFZrpLU/s320/foto+Albert+Schweitzer+e+Rachele+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicjIB6hWyI/AAAAAAAAAFY/1SLQgAj732g/s1600-h/foto+Albert+Schweitzer+e+Rachele.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343278103758199586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicjIB6hWyI/AAAAAAAAAFY/1SLQgAj732g/s320/foto+Albert+Schweitzer+e+Rachele.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-5869276730837936019?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/5869276730837936019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/medalha-de-ouro-albert-schweitzer-1973.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/5869276730837936019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/5869276730837936019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/06/medalha-de-ouro-albert-schweitzer-1973.html' title='Medalha de Ouro Albert Schweitzer - 1973'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SichKOZUrqI/AAAAAAAAAD4/P7wXVfQRGVs/s72-c/Capa+Livro+Albert+Schweitzer+(medalha+de+ouro).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-4930086080338295725</id><published>2009-05-26T17:55:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T16:43:10.467-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o'/><title type='text'>Rachele Steingruber - pequena biografia</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rachele Steingruber era, enquanto encarnada, e deve ser muito mais como desencarnada, um espírito profundamente sensível ao sofrimento dos seus irmãos. O anjo de Mato Grosso, como era conhecida, nasceu na cidade de Wald, no cantão Zuriqu&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicJVQpiraI/AAAAAAAAADQ/ADkpK0DKOiQ/s1600-h/Rebeca+003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343249743749492130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicJVQpiraI/AAAAAAAAADQ/ADkpK0DKOiQ/s320/Rebeca+003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e, em 1918.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A quarta filha de seus pais, aos três aninhos de idade já começou a ajudar nos serviços da casa. Certa vez, ao ganhar uma rosa como recompensa por uma tarefa realizada, Rachele leva a rosa para a tia da escola, e vê pela primeira vez o efeito de um gesto de amor espontâneo. Percebe ela que os olhos da professora resplandeceram de alegria. Duas lágricas rolaram pela face da tia. Neste momento, diz Rachele, "&lt;em&gt;eu percebi que é preciso bem pouco para fazer uma pessoa feliz&lt;/em&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rachele cresceu, e durante suas férias escolares, o que fazia? Ficava a brincar? Não, ela ajudava os idosos ou deficientes e encontrava muitas oportunidades para isso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lá estava Rachele a cuidar da saúde de trezentas crianças podbre de Paris, nas férias.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estavem em uma colônia de férias na cidadezinha de Genolier, acima de Nyon. Rachele fazia esta trabalho gratuitamente. Diz ela "&lt;em&gt;é lógico que eu fazia tudo de graça. Dar ajuda e amor aos necessitados era paga suficiente para mim&lt;/em&gt;." Foi nesta época que ela começou a querer ser enfermeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de completar seus estudos, Rachele trabalhou um bom período em diversos hospitais, como arrumadeira. Ela queria descobrir onde gostaria de fazer o seu aprendizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já no seu tempo de aprendizado como enfermeira, ela era infatigável. Todo horário livre que tinha era sacrificado para ajudar os outros. Rachele terminou seus estudos em 1945, recebendo o diploma de enfermeira da Cruz Vermelha, aos 27 anos. Foi transferida para o Hospital dos Incuráveis, e como se fosse milagre, os enfermos do hospital curavam bem rápidot, com a ajuda e dedicação de Rachele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 1949, Rachele recebe uma carta de seu irmão caçula Benjamin, contando da incrível miséria no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicJVzIPc0I/AAAAAAAAADg/wJl8T4AClAA/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343249753005060930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 67px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicJVzIPc0I/AAAAAAAAADg/wJl8T4AClAA/s320/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desde a sua infância ele se sentia fascinado pelas histórias da selva, dos animais selvagens e dos índios. Ele mergulhou nas imensas selvas de Mato Grosso - o inferno verde. Ele trabalhava como peão nas fazendas, colhendo borracha, para ganhar o seu sustento. Os seus colegas índios lhe ensinavam como viver na selva. O jovem, que tinha abandonado a civilização, vivia agora da maneira que sempre quis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rachele veio ao Brasil pela primeira vez para afastar a tristeza da perda dos pais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Benjamin, seu irmão, avisou a todos os seus amigos e colegas da visita. Ele conhecia muito bem a irmã, e sabia que ela não viria fazer férias de descanso, mas sim ajudar os pobres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já no aeroporto ele apresentou Rachele ao médido chefe da Maternidade de Cuiabá, que contratou imediatamente a pequena e magrela enfermeira suíça como enfermeira chefe. O seu salário não era mais alto do que uma gorjeta, mesmo assim ela ficou em Cuiabá por um ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rachele não falava português, e se comunicava com gestos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Contou que "&lt;em&gt;numa das manhãs, quando me levantei, eu cheguei na porta do hospital e encontrei uma moça índia chorando. Eu imediatamente reconheci: ela não tinha dinheiro e nenhuma indicação de algum médico, por isso ela havia passado a noite ao ar livre. Ali mesmo, ela deu a luz a uma menina. A indígena, exausta, deve ter deixado o nenê cair, o pequeno corpo, ensaguentado e sem vida, jazia no chão ao seu lado. Eu cuidei da infeliz mãe e enterrei a criança. Com este fato, eu pedi minha demissão do hospital e procurei meu irmão&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;Em Cuiabá e nas outras cidades de Mato Grosso, sofrimentos como este faziam parte do dia a dia deste povo doente e desanimado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicH06DmEOI/AAAAAAAAADA/_uGkSGx5pe0/s1600-h/Rachele.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343248088417308898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicH06DmEOI/AAAAAAAAADA/_uGkSGx5pe0/s320/Rachele.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Explicou ao irmão que desejava ficar aqui. Sua meta seria ajudar esta gente. "&lt;em&gt;Se eu voltasse a trabalhar na Suíça, para cuidar de suíços ricos, eu não teria mais sossego. Eu não queria e não podia ver pessoas sofrendo somente por não ter dinheiro para se tratar"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Rachele volta para Suíça apenas para aperfeiçoar seus conhecimentos. Lá trabalha e estuda arduamente, até receber o convite de Benjamin, depois de um ano em Genebra, para voltar ao Brasil e ajudar um casal missionário que vivia numa área com mais de cem quilômetros sem médico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rachele decide melhorar seus conhecimentos e nas horas livres, ia à clínica odontológica para aprender a extrair dentes. Ia na clínica oftalmológica para aprender a fazer tratamentos simples dos olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com a poupança que conseguiu fazer, comprou passagem e instrumentos cirúrgicos, bisturis, seringas, medicamentos e ataduras, para montar um consulório próprio.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicH0abuYaI/AAAAAAAAACw/7HjYsB0KP6A/s1600-h/Rachele+dentista+1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O grande dia chegou. Sua irmã, Rebecca, que também era enfermeira, a acompanhou, de carro, de Ascona até Gênova.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lá se despediram e Rachele tomou o navio que a levaria a Santos. Um ônibus a levou para São Paulo e de lá um avião para Cuiabá. No dia seguinte, Rachele foi com seu irmão Benjamin para Rosário do Oeste, junto com os missionários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicGrc2zPqI/AAAAAAAAACg/mLEfrbi20EU/s1600-h/Assistencia+9.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343246826448567970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicGrc2zPqI/AAAAAAAAACg/mLEfrbi20EU/s320/Assistencia+9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Chegando lá, diante de sua futura e modesta casinha, já esperavam muitas mãe com crianças doentes. Naquela época, cerca de duas mil pessoas moravam em Rosário do Oeste, sendo a maioria delas mestiças. Menos de cem quilômetros dali, havia povoações indígenas.&lt;br /&gt;Uma casinha de barro servia como moradia. Ela tinha dois cômodos. Um deles era o quarto de Rachele. O outro era o consultório.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas a situação pegou Rachele de surpresa: por todo canto havia doentes, mesmo seu quarto ela repartia com gente necessitada de ajuda. Ela procurava ter um mínimo de privacidade, usando um biombo.&lt;br /&gt;Para eles, ela era a mulher branca enviada, pela misericórdia de Deus, para ajudá-los. A notícida da sua presença e sobre seus tratamentos se espalharam rapidamente. Rachele tinha que trabalhar a noite toda, pois as pessoas começavam a chegar de madruagada, e batiam na sua porta. E Rachele não sabia fechar os seus ouvidos e pedir que tivessem paciência até de manhã.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicH0EXYR2I/AAAAAAAAACo/JfDwKEqGVA0/s1600-h/Assistencia+12.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343248074004776802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicH0EXYR2I/AAAAAAAAACo/JfDwKEqGVA0/s320/Assistencia+12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Poucas pessoas no mundo são capazes de renunciar a fama, dinheiro, conforto material, amigos, família, para se entregar a tarefa árdua e cansativa de exercício de amor ao próximo.&lt;br /&gt;Esta missionária escreveu no livro dos que amam a vida, uma das mais belas páginas relacionadas com o alívio do sofrimento físico espiritual de um povo sem recurso e sem amparo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim começou e foi durante sua vida em nosso estado, que o Anjo de Mato Grosso, com suas mãeos, cuidou e curou muitos índios, homens, mulheres e crianças. Renunciou uma vida toda, por amor ao próximo, aos mais necessitados. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicH0sdUdjI/AAAAAAAAAC4/2EWAtGhj8Es/s1600-h/Assistencia+8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343248084767110706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicH0sdUdjI/AAAAAAAAAC4/2EWAtGhj8Es/s320/Assistencia+8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicH1OMTMAI/AAAAAAAAADI/CEdGRO0rXDE/s1600-h/indios+5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343248093822529538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicH1OMTMAI/AAAAAAAAADI/CEdGRO0rXDE/s320/indios+5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-4930086080338295725?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/4930086080338295725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/05/rachele-steingruber-pequena-biografia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4930086080338295725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/4930086080338295725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/05/rachele-steingruber-pequena-biografia.html' title='Rachele Steingruber - pequena biografia'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicJVQpiraI/AAAAAAAAADQ/ADkpK0DKOiQ/s72-c/Rebeca+003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6476431365433272031.post-2324804261457297870</id><published>2009-05-24T16:36:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T16:46:44.206-07:00</updated><title type='text'>Fundação Rachele Steingruber - APRESENTAÇÃO</title><content type='html'>A Fundação Nova Suíça Rachele Steingruber é uma instituição sem fins lucrativos legalmente constituída, fundada em 16/11/1991 por Rachele Steingruber, enfermeira missionária radicada no Brasil desde o ano de 1949.&lt;br /&gt;Rachele Steingruber nasceu em 30/06/1918, e desde criança aprendeu com seus pais a importância de se ajudar aos outros.&lt;br /&gt;Ao visitar seu irmão Benjamin, que morava no estado do Mato Grosso, Brasil, Rachele se emocionou profundamente quando viu a pobreza deste povo desbravador. Foi assim que, no ano de 1949, ela decidiu se entregar de corpo e alma para ajudar os mais necessitados, quando deixou a sua casa em Cantonia Appenzell, Suíça, para morar no Brasil.&lt;br /&gt;Rachele teve várias passagens por regiões que não tinham assistência médica por serem as mais afastadas dos grandes centros do Brasil.&lt;br /&gt;No município de Várzea Grande, Mato Grosso, Brasil, ela fundou um ambulatório médico, que logo começou a ser muito procurado pela população pobre da região. De lá, foi que Rachele Steingruber e sua irmã Rebecca partiam aos mais distantes sertões e florestas para visitar tribos de índios, em uma região quase quinze vezes maior que a Alemanha. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicLGdSprFI/AAAAAAAAADo/c8L87kgPGFM/s1600-h/5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343251688468360274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 67px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicLGdSprFI/AAAAAAAAADo/c8L87kgPGFM/s320/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nestas regiões isoladas não existiam médicos. Rachele e sua irmã deram assistência por mais de 20 anos e eram ali a única salvação para muitas pessoas.&lt;br /&gt;As irmãs faziam partos, tratavam doenças tropicais, infecções, parasitoses e verminoses, lepra, desnutrição, fome, tiravam dentes e faziam pequenas cirurgias. Com seus amplos conhecimentos e enfermagem e as experiências práticas, Rachele e Rebecca logo foram chamadas de ‘Os Anjos de Mato Grosso’. Muitas honras e medalhas de mérito foram dadas a elas por seus incansáveis trabalhos pelo povo mais humilde e necessitado.&lt;br /&gt;As duas irmãs Steingruber realizaram uma obra grande e generosa, e mesmo falecidas certamente continuam com interesse vivo e acompanham com entusiasmo e amor os trabalhos da instituição.&lt;br /&gt;Atualmente, a Fundação Nova Suíça faz a promoção social de cinqüenta e cinco famílias, contando com a colaboração de voluntários nas áreas de odontologia, psicologia, serviço social, dentre outros.&lt;br /&gt;Visite-nos. Teremos o maior prazer em recebê-lo.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicLMVumMSI/AAAAAAAAADw/aAGpjX6n37I/s1600-h/OgAAAKRl9qfMJaWUHCv1WOPUHuGcdQ_qShUy9muMylz2K1ItXDBTo5NusqYV4QXfgYiQTOyn540chUcriaqbKX_Yo5kAm1T1UBuvb-gFRFpBNsBFuFc_0EvQi6UJ.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343251789517304098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicLMVumMSI/AAAAAAAAADw/aAGpjX6n37I/s320/OgAAAKRl9qfMJaWUHCv1WOPUHuGcdQ_qShUy9muMylz2K1ItXDBTo5NusqYV4QXfgYiQTOyn540chUcriaqbKX_Yo5kAm1T1UBuvb-gFRFpBNsBFuFc_0EvQi6UJ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6476431365433272031-2324804261457297870?l=novasuica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://novasuica.blogspot.com/feeds/2324804261457297870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/05/fundacao-rachele-steingruber.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2324804261457297870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6476431365433272031/posts/default/2324804261457297870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://novasuica.blogspot.com/2009/05/fundacao-rachele-steingruber.html' title='Fundação Rachele Steingruber - APRESENTAÇÃO'/><author><name>Rô Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02976903662982802431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/TIze_a3ULjI/AAAAAAAAApU/Q8lk_Z8b2Us/S220/R%C3%B4+dez08.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jRdn5o_V8ao/SicLGdSprFI/AAAAAAAAADo/c8L87kgPGFM/s72-c/5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
